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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Blogagem coletiva pelo aniversário do blog"A VIDA DE UMA GUERREIRA"que nos presenteia com a chance de fazermos uma declaração de amor!!!!PARABÉNS NILCE E OBRIGADA!

 


Há quase 30 anos me vi em uma situação  para mim,totalmente inusitada e que me causou muito sofrimento,até porque me mantive em silêncio por amor aos meus filhos;a consequência do silêncio foi um estado de desânimo total,uma apatia que me impedia de fazer o que mais amo:LER...Fiquei um ano,sem ter concentração para fazê-lo,e não comentava com ninguém;até que um dia um amigo da família me emprestou um livro,A VINGANÇA DO JUDEU,que li em uma noite e passei a entender tudo que me acontecera,porque me acontecera e como eu deveria encarar a situação;mergulhei no estudo da DOUTRINA ESPÍRITA,por dois anos sem frequentar nenhuma instituição.Ao começar a frequentar foi para ser uma trabalhadora para sempre desta Doutrina consoladora.

"Pelo Espiritismo, o homem sabe donde vem, para onde vai, porque está na Terra, porque sofre temporariamente, e vê por toda a parte a justiça de Deus. Sabe que a alma progride incessantemente, através de uma série de existências sucessivas, até atingir o grau de perfeição que a aproxima de Deus. Sabe que todas as almas, tendo um mesmo ponto de origem, são criadas iguais, com idêntica aptidão para progredir, em virtude do seu livre arbítrio; que todas são da mesma essência e que não há entre elas diferença, senão quanto ao progresso realizado; que todas têm o mesmo destino e alcançarão a mesma meta, mais ou menos rapidamente, pelo trabalho de boa vontade."Hoje posto a mensagem abaixo como uma declaração do meu amor e da minha gratidão ao ínsigne codificador da Doutrina Espírita e ao Mestre Jesus que assim o permitiu!
                                          

ALLAN  KARDEC

*
EM LEMBRANÇA AOS 141 ANOS DE DESENCARNE DE ALLAN KARDEC

Iluminado Kardec — Salve!
Das ultimas etapas percorridas pelo teu Espírito aprimorado e brilhante, através de encarnações diversas, deixaste fulgurante e indelével traço do teu desdobramento espiritual fadado, quiçá, para continuados da evangelização dos povos.
O esforço sincero sempre foi e será o partir para a Victoria! Partiste, desde séculos, para o campo de investigações da Verdade e Deus, soprando-te a alma, a alentou e enrijou, caldeando-a nas ardentias do seu coração, onde crepitam as chamais da sabedoria, do amor e da bondade!
Assim alentado, partiste para a Victoria do Cristianismo espírita e hoje, nos cérebros emancipados e operosos de grande parte da população terráquea, a crença raciocinada germina e floresce, mostrando ao homem livre a Luz que vem de Deus para todos os seus filhos amados.
O “teu” Evangelho é um mar de verdades filosóficas, onde todas as celebrações emancipadas do preconceito de tradições esmaecidas e até absurdas, bebem avidamente a cristalina água da Verdade eterna!
Quando Deus mandou tocar — Sentido! não ficaste bocejando. Ao contrario, empunhaste a tua espada e partiste para a trincheira, cheio dessa convicção inabalável, que gera os heróis no campo da peleja!
E, ainda hoje,teus golpes sobre as doutrinas comodistas e indolentes abatem irremediavelmente o gozador insensível ou o fanático impenitente!
Qual facho luminoso penetrando em cavernas soturnas, espavorindo os que ai se ocultassem, teu verbo, escrito em preciosas paginas, atravessa de geração em geração, fulgurante de verdade.
O Evangelho que nos deixaste faz surgir o do Cristo, que o ensinou de viva voz e que a humanidade deturpa, ao sabor dos tempos e dos costumes corruptos de cada época!
O “dae de graça o que de graça recebestes”, com respeito aos bens espirituais, transformou-se em tão egoístico objeto de mercancia, que dá a idéia de que Deus se vende!
Contudo, como membros de uma só família a família do Cristo — cumpre-nos respeitar as crenças alheias, ainda que falsas, resguardando-nos, todavia, do contagio delias.
O teu despertar para a Verdade nos veio despertar para a fé raciocinada, que se completa com o culto da humildade, da caridade e do amor!...
Continua, pois, oh! Espírito iluminado, mesmo do astral, a nos incutir a sinceridade, para que possamos cultivar o amor a Deus e ao próximo.
Salve, Kardec iluminado! Bendito seja Deus!

Fonte: Reformador – junho, 1936                                                               


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

A MANJEDOURA

A MANJEDOURA

As comemorações do Natal conduzem-nos o entendimento à eterna lição de humildade de Jesus, no momento preciso em que a sua mensagem de amor felicitou o coração das criaturas, fazendo-nos sentir, ainda, o sabor de atualidade dos seus divinos ensinamentos.
A Manjedoura foi o Caminho.
A exemplificação era a Verdade.
O Calvário constituía a Vida.
Sem o Caminho, o homem terrestre não atingirá os tesouros da Verdade e da Vida.
É por isso que, emaranhados no cipoal da ambição menos digna, os povos modernos, perdendo o roteiro da simplicidade cristã, desgarra-se da estrada que os conduziria à evolução definitiva, com o Evangelho do Senhor. Sem ele, que constitui o assunto de todas as ciências espirituais, perderam-se as criaturas humanas, nos desfiladeiros escabrosos da impiedade.
Deba lde, invoca-se o prestígio das religiões numerosas, que se afastaram da Religião Única, que é a Verdade ou a Exemplificação com o Cristo.
Com as doutrinas da Índia, mesmo no seio de suas filosofias mais avançadas, vemos os párias miseráveis morrendo de fome, à porta suntuosa dos pagodes de ouro das castas privilegiadas.
Com o budismo e com o xintoísmo, temos o Japão e a China mergulhados num oceano de metralha e de sangue.
Com o Alcorão e com o judaísmo, temos as nefandas disputas da Palestina.
Com o catolicismo, que mais de perto deveria representar o pensamento evangélico, na civilização ocidental, vemos basílicas suntuosas e frias, onde já se extinguiram quase todas as luzes da fé. Aí dentro, com os requintes da ciência sem consciência e do raciocínio sem coração, assistimos as guerras absurdas da conquista pela força, identificamos o veneno das doutrinas ex tremistas e perversoras, verificamos a onda pesada de sangue fratricida, nas revoluções injustificáveis, e anotamos a revivescência das perseguições inquisitórias da Idade Média, com as mais sombrias perspectivas de destruição.
Um sopro de morte atira ao mundo atual supremo cartel de desafio.
Não obstante o progresso material sente a alma humana que sinistros vaticínios lhe pesam sobre a fronte. É que a tempestade de amargura na dolorosa transição do momento significa que o homem se mantém muito distante da Verdade e da Vida.
As lembranças do Natal, porém, na sua simplicidade, indicam à Terra o caminho da Manjedoura... Sem ele, os povos do mundo não alcançarão as fontes regeneradoras da fraternidade e da paz. Sem ele, tudo serão perturbação e sofrimento nas almas, presas no turbilhão das trevas angustiosas, porque essa estrada providencial para os corações huma nos é ainda o Caminho esquecido da Humildade.
EMMANUEL
(Do livro  ANTOLOGIA MEDIÚNICA DO NATAL, Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos)
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