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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O que é o espiritismo?


O QUE É O ESPIRITISMO?

ALLAN KARDEC

Preâmbulo

 

As pessoas que têm apenas um conhecimento superficial do Espiritismo são

naturalmente levadas a manifestar certas dúvidas que, por certo, um estudo completo

da Doutrina lhes daria a solução; mas falta-lhes o tempo, e muitas vezes

a vontade, para se dedicarem a seguidas observações. Muitas desejariam, antes

de tentar essa tarefa, pelo menos saber do que se trata e se vale a pena dela se

ocuparem. Então, pareceu-nos útil apresentar, numa forma resumida, algumas das

questões fundamentais que nos são diariamente endereçadas; para o leitor isso

será uma primeira iniciação, e, para nós, o tempo ganho por não termos de repetir

constantemente a mesma coisa.

O primeiro capítulo contém, sob a forma de conversação, respostas às objeções

mais comuns apresentadas por aqueles que ignoram os primeiros fundamentos da

Doutrina, assim como a refutação dos principais argumentos dos seus contraditores.

Essa forma nos pareceu a mais indicada porque não tem a aridez da

forma dogmática.

O segundo capítulo é consagrado à exposição sumária das partes da ciência

prática e experimental sobre as quais, na falta de um conhecimento completo, o

observador principiante deve colocar a sua atenção para julgar com conhecimento

de causa; ele é, de certa forma, o resumo de O Livro dos Médiuns. Frequentemente

as objeções nascem das falsas ideias que se fazem, a priori, sobre o que não se

conhece. Retificar essas ideias é prevenir as objeções e este é o objetivo deste

pequeno escrito.

O terceiro capítulo pode ser considerado como o resumo de O Livro dos Espíritos;

é a solução, pela Doutrina Espírita, de um certo número de problemas de

ordem psicológica, moral e filosófica, do mais alto interesse, que diariamente se

apresentam e aos quais nenhuma filosofia deu, até agora, soluções satisfatórias.

Que alguém procure resolvê-los por qualquer outra teoria, sem a solução que lhes

fornece o Espiritismo, e verá quais são as respostas mais lógicas e que melhor

satisfazem à razão.

Este resumo não é útil somente aos principiantes — que nele poderão colher

em pouco tempo, e economicamente, as noções mais essenciais — mas também

aos adeptos a quem fornece os meios de responder às primeiras objeções que não

deixarão de lhes fazer, e, além disso, porque nele encontrarão reunidos, numa forma

reduzida e sob um mesmo rápido olhar, os princípios que jamais devem perder

de vista.

Para responder desde agora, e de uma forma sumária, a questão formulada no

título deste opúsculo, diremos que:

 

O Espiritismo é, ao mesmo tempo, uma ciência de observação

e uma doutrina filosófica. Como ciência prática, ele consiste

nas relações que se podem estabelecer com os espíritos;

como filosofia, ele compreende todas as consequências morais

que decorrem dessas relações.

Pode-se defini-lo assim:

O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, da origem

e do destino dos espíritos, e das suas relações com o

mundo corporal.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Por que utilizar a metodologiade projetos na Educação Espírita Infanto Juvenil?


Por que utilizar a metodologia de projetos na Educação Espírita Infanto juvenil?

Irty Kaliny

Pedagoga, membro da Área de Educação do Instituto de Intercâmbio do Pensamento Espírita de Pernambuco – IPEPE.

Os estudos do Espiritismo com crianças e adolescentes, em geral, refletem as diversas práticas das escolas de ensino regular. Tais práticas estão baseadas em concepções de homem, de mundo e de educação que lhes dão sentido ao refletir um tempo histórico e uma sociedade com suas demandas políticas, econômicas, culturais e sociais.

É importante que as instituições espíritas tenham consciência de quais são as concepções norteadoras de seus trabalhos com a infância e juventude. Isto significa que, no momento de escolher uma metodologia para o estudo espírita destinado a este público, é preciso ter clareza do que está implícito em cada prática existente. Para tanto, é fundamental considerar as características do objeto de estudo (a Doutrina Espírita), do grupo, dos trabalhadores desta área, da instituição e da comunidade em que está inserida.

Atualmente, os estudos realizados em diversas universidades do mundo apontam a Metodologia de Projetos como uma ferramenta metodológica versátil, que se adequa a necessidades e realidades diferentes. Esta Metodologia está baseada em concepções de ensino e de aprendizagem contemporâneas, nas quais todos os envolvidos no processo são provocados a encontrar, nos conhecimentos produzidos pela humanidade, soluções para problemas e desafios reais. Um projeto didático trata-se de:

(...) uma pesquisa ou uma investigação, mas desenvolvida em profundidade sobre um tema ou um tópico que se acredita interessante conhecer. (...) é um esforço investigativo, deliberadamente voltado a encontrar respostas convincentes para questões sobre o tema. (ANTUNES, 2001, p. 15).

Todo projeto parte de um problema ou situação desafiadora a ser resolvida da melhor forma possível. Para isto, a criatividade e as diferenças individuais dos integrantes do grupo são valorizadas e consideradas fundamentais, pois ampliam o horizonte das percepções do problema em foco, bem como multiplicam as possibilidades de solução e de estratégias para alcançá-las.

Desse modo, os conteúdos deixam de ser estudados porque alguém disse que é preciso e passam a ser buscados como instrumentos preciosos para a compreensão e a intervenção no mundo. Assim, esta metodologia contribui para que os sujeitos da aprendizagem possam analisar criticamente o meio no qual estão inseridos, aguçando a curiosidade filosófica e, ao serem mobilizados por uma situação observada, buscar, com autonomia e criatividade, formas de intervir na realidade visando encontrar uma solução.

Com o intuito de educar para a vida, a Metodologia de Projetos deve considerar processos pedagógicos que envolvam a responsabilidade, o respeito, a igualdade, a auto direção, a autonomia, a proposição de soluções múltiplas, o pensamento independente, enfim, a vivência da democracia em ações, atos e atitudes que levem à aprendizagem. (BEHRENS, 2008, p.38).

A presença constante de atividades em grupo, de debates, de socializações de experiências e pesquisas realizadas em diversas fontes, oportuniza o desenvolvimento da autonomia, do fazer científico e do senso crítico de todos os envolvidos. Como todos têm a meta de produzir algo que responda ao problema inicial, há um clima de colaboração e as aulas ficam, naturalmente, mais movimentadas e prazerosas, além de elevar a autoestima de todos os envolvidos na medida em que as etapas vão sendo superadas. Além disto, estas atividades oferecem a vivência do que o educador Paulo Freire chamou de “escuta amorosa”, na qual todos ouvem com atenção a fala do outro e o respeito às diferenças individuais, sobretudo no que se refere ao pensar diferente, é exercitado. O diálogo é constantemente usado na mediação de conflitos visando ao bem comum e à autogestão.

O trabalho baseado na Metodologia de Projetos abre a possibilidade de se explorar os conteúdos programados dentro de situações reais de uso, desta forma, a aprendizagem torna-se mais significativa, ampla e aprofundada, pois não ocorre em apenas uma aula, mas ao longo de um período. Como a aprendizagem acontece dentro de um contexto, ao vivenciar situações semelhantes, a criança ou o jovem tem mais possibilidades de conseguir utilizar os conhecimentos adquiridos, demonstrando que as aprendizagens não ficaram apenas no campo do saber, pois estão presentes em seu dia a dia através de suas atitudes e procedimentos.

Como as crianças e jovens passam a compartilhar o poder de decisão sobre o que, por que e como estudar, em geral, desenvolvem a autonomia, demonstram maior interesse nas aulas e compromisso na realização das atividades. Isto também é vivido pelos educadores na relação com a coordenação e a direção do Centro uma vez que deixam de receber os planos de aula prontos e passam a elaborá-los com base nas necessidades e escolhas definidas conjuntamente no grupo. Desta forma, o educador também desenvolve sua autonomia e criatividade.

Ninguém é autônomo primeiro para depois decidir. A autonomia vai se constituindo na experiência de várias, inúmeras decisões, que vão sendo tomadas. (...) A autonomia, enquanto amadurecimento do ser para si, é processo, é vir a ser. Não ocorre em data marcada. É neste sentido que uma pedagogia da autonomia tem de estar centrada em experiências estimuladoras da decisão e da responsabilidade, vale dizer, em experiências respeitosas da liberdade. (FREIRE, 1996, p. 120-121)

O educador é constantemente desafiado a ampliar e a aprofundar os seus estudos e habilidades, uma vez que não se trata de dar uma aula sobre um assunto que domine, determinando o que deve ser ensinado, direcionando as atividades desta ou daquela forma. Trata-se de ajudar o grupo a alcançar um desafio escolhido, buscando junto, nos conhecimentos e habilidades (já presentes no grupo ou construídos ao longo do projeto), as ferramentas adequadas e a melhor forma de utilizá-las.

Segundo Paulo Freire, “(...) ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.” (1996, p. 52). Assim, o educador pode sentir-se livre para assumir que não sabe o suficiente sobre algo, pois não se coloca na sala de aula como aquele que sabe e vai passar o seu conhecimento como se fizesse uma transfusão de saberes, mas como aquele que está junto para pesquisar, apoiar e orientar os estudos.

Ao buscar resolver um problema, podem surgir situações que extrapolem as condições de o grupo resolver por si só, ou que poderiam ter um resultado bem melhor se unissem forças com outros grupos. Neste contexto, o trabalho com projetos didáticos pode abrir espaço para interações e parcerias com pais, outras turmas, coordenações e instituições, inclusive as não espíritas como ONG’s, igrejas, postos de saúde, bibliotecas e escolas, Corpo de Bombeiros, Conselho Tutelar, dentre outros.

Essas articulações entre diversos agentes e diferentes instituições, são essenciais num processo de renovação social, quando, segundo Kardec,

(...) todos os obstáculos à nova ordem de coisas queridas por Deus, para transformação da Terra, terão desaparecido; a geração que se levanta, imbuída de idéias novas, terá toda a sua força, e preparará o caminho daquela que inaugurará o triunfo definitivo da união, da paz e da fraternidade entre os homens, confundidos numa mesma crença pela prática da lei evangélica.(KARDEC, 1863, 252)

O desenvolvimento de projetos didáticos oportuniza o exercício dessa união, paz e fraternidade postas por Kardec, pois instiga todos os agentes envolvidos no processo a se portarem de maneira participativa, colaborativa e respeitosa.

A Metodologia de Projetos pode contribuir para a melhoria do trabalho realizado nas instituições espíritas, pois colabora para formar homens de bem. Em O Evangelho Segundo o Espiritismo,

O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, de amor e caridade, na sua maior pureza. Se interroga a sua consciência sobre os próprios atos, pergunta se não violou essa lei, se não cometeu o mal, se fez todo o bem que podia, se não deixou escapar voluntariamente uma ocasião de ser útil, se ninguém tem do que se queixar dele, enfim, se fez aos outros tudo aquilo que queria que os outros fizessem por ele. (...) É bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças nem de crenças, porque vê todos como irmãos. Respeita nos outros todas as convicções sinceras, e não lança o anátema aos que não pensam como ele. (KARDEC, 2005, 222-223)

As concepções e práticas vivenciadas por meio da metodologia de projetos podem ser um instrumento para que os diversos agentes envolvidos no processo de ensino-aprendizagem sejam capazes de perceber o que se passa ao seu redor. O projeto possibilita o exercício do colocar-se no lugar do outro. É uma alternativa para educandos e educadores se sensibilizarem, extrapolando a esfera do conhecimento a fim de mobilizar saberes e agregar pessoas na busca de soluções para problemas individuais e coletivos.

REFERÊNCIAS

ANTUNES, Celso. Um método para o ensino fundamental:o projeto. Petrópolis, RJ: Vozes, 2003. 4ª ed. Na Sala de Aula, Fascículo 7.

BEHRENS, Marilda Aparecida. Paradigma da complexidade: metodologia de projetos, contratos didáticos e portifólio. Petrópolis: Vozes, 2008. 2ª edição.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa.São Paulo: Paz e Terra, 1996. 22ª edição. Coleção Leitura.

KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o espiritismo. Tradução de J. Herculano Pires. São Paulo: LAKE, 2005. 60ª edição.

KARDEC, Allan. Período da luta.Revista Espirita: Jornal de Estudos Psicológicos, 6º ano, nº 12, dezembro de 1863. Disponível em: < http://www.espirito.org.br/portal/download/pdf/revista-espirita-1863.pdf> Acesso em: 16/11/2012

 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Reflexões espíritas sobre a Tragédia de Santa Maria


Reflexões espíritas sobre a Tragédia de Santa Maria


 

A tragédia de Santa Maria me leva a algumas reflexões que considero importantes para o movimento espírita.

Recentemente participei de uma banca de doutorado na Universidade Metodista, em que o pesquisador José Carlos Rodrigues, examinou em ampla investigação de campo quais os principais motivos de “conversão”, eu diria, “migração” para o espiritismo, no Brasil. Ganhou disparado a “resposta racional” que a doutrina oferece para os problemas existenciais.

De fato, essa é grande novidade do espiritismo no domínio da espiritualidade: introduzir um parâmetro de racionalidade e distanciar-se dos mistérios insondáveis, que as religiões sempre mantiveram intactos e impenetráveis, sobretudo o mistério da morte.

Entretanto, essa racionalidade, que era realmente a proposta de Kardec, tem sido barateada em nosso meio, como tudo o mais, para tornar-se uma cartilha de respostinhas simples, fechadas e dogmáticas, que os adeptos retiram das mangas sempre que necessário, de maneira triunfante e apressada, muitas vezes, sem respeito pela dor do próximo e sem respeito pelas convicções do outro. Explico-me.

Por exemplo: existe na Filosofia espírita uma leitura de mundo de “causa e efeito”, que traduziram como “lei do karma”, conceito que vem do hinduísmo. Essa ideia é de que nossas ações presentes geram resultados, que colheremos mais adiante ou que nossas dores presentes podem ser explicadas à luz de nossas ações passadas. Mas há muitas variáveis nesse processo: por exemplo, estamos sempre agindo e portanto, sempre temos o poder de modificar efeitos do passado; as dores nem sempre são efeitos do passado, mas sempre são motivos de aprendizado. O sofrimento no mundo resulta das mais variadas causas: má organização social, egoísmo humano, imprevidência… Estamos num mundo de precário grau evolutivo, onde a dor é nossa mestra, companheira e o que muitas vezes entendemos como “punição” é aprendizado de evolução.

O assunto é complexo e pretendo escrever mais profundamente sobre isso. Aqui, apenas gostaria de afirmar que nós espíritas, temos sim algumas respostas racionais, mas elas são genéricas e não podem servir como camisas de força para toda a realidade. Que respostas baseadas em evidências e pesquisas temos, por exemplo, para essas famílias enlutadas com a tragédia de Santa Maria?

• que a morte não existe e que esses jovens continuam a viver e que poderão mais dia, menos dia, dar notícias de suas condições;

• que a morte traumática deixa marcas para quem fica e para quem foi e que todos precisam de amparo e oração;

• que o sofrimento deve ter algum significado existencial, que cada um precisa descobrir e transformá-lo em motivo de ascensão…

• que a fé, o contato com a Espiritualidade, seja ela qual for, dá forças ao indivíduo, para superar um trauma dessa magnitude.

Não podemos afirmar por que esses jovens morreram. Não devemos oferecer uma explicação pronta, acabada, porque não temos esses dados. Os espíritas devem se conformar com essa impotência momentânea: não alcançamos todas as variáveis de um fato como esse, para podermos oferecer uma explicação definitiva. Havia processos da lei de causa e efeito? Provavelmente sim. Houve falha humana, na segurança? Certamente sim. Qual o significado que essa tragédia terá? Cada pai, cada mãe, cada familiar, cada pessoa envolvida deverá achar o seu significado. Alguns talvez terão notícias de algum evento passado que terá desembocado nesse drama; outros extrairão dessa dor, um motivo de luta para mais segurança em locais de lazer; outros acharão novos valores e farão de seu sofrimento uma bandeira para ajudar outros que estejam no mesmo sofrimento e assim por diante.

Oremos por essas pessoas, ofereçamos nossas melhores vibrações para os que foram e para os que ficaram e ainda para os que se fizeram de alguma forma responsáveis por esse evento trágico. Mas tenhamos delicadeza ao tratar da dor do próximo! Não ofereçamos respostas fechadas, apressadas, categóricas, deterministas. Ofereçamos amor, respeito e àqueles que quiserem, um estudo aberto e não dogmático, da filosofia espírita.

http://doraincontri.com/2013/01/28/reflexoes-espiritas-sobre-a-tragedia-de-santa-maria/

 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

PROGRAMAÇÃO DA 9ª SEMANA ESPÍRITA


AMANHÃ DIA 10/11/12, TERÁ INÍCIO A 9ª SEMANA ESPÍRITA DE CARPINA, REALIZADA PELO CEAC.VOCÊ,NÃO ESPÍRITA É O NOSSO PÚBLICO ALVO,POIS A IDEIA É DIVULGAR,É LEVAR OS ENSINAMENTOS DE JESUS PARA TODOS!!!COMPAREÇA E LEVE UM AMIGO. CONHECEREIS A VERDA
DE E ELA VOS LIBERTARÁ, SÃO PALAVRAS DO MESTRE JESUS.

Programação da 9ªSemana Espírita de Carpina
DE 10/11/2012 À 18/11/2012

Tema central: O ESPIRITISMO ANTE OS PROBLEMAS HUMANOS

Dia 10 de novembro Palestra de abertura: O espiritismo ante os problemas humanos
Palestrante: ADEMAR FARIA - Auditório do CEAC – 20:00 HS

Dia 11 - Seminário REENCARNAÇÃO,A GRANDE LEI DA VIDA (Auditório do CEAC)
Horário 8.30 às 12h com ADEMAR FARIA

Seminário OBSESSÃO um enfoque médico e espírita com HUGO MARTINS
Horário 13.30 às 16h.

Às 16.15 Palestra pública com ADEMAR FARIA - POR QUE SONHAMOS?

Dia 12 - Palestra Pública: SUICÍDIO SOLUÇÃO ENGANOSA com ALISSON GUEDES (Auditório da Prefeitura) 19.30 ÀS 21:00 HS

Dia 13 - Palestra Pública SEPARAÇÕES CONJUGAIS com NANE MENDONÇA (Auditório CEAC) 19.00 hs ÀS 20 hs

Dia 14 - Palestra Pública A SEXUALIDADE E A EDUCAÇÃO DO SER com RODRIGO DEODATO (Auditório da Prefeitura) 19.30 às 21:00 hs

Dia 15 - Palestra Pública A VIOLÊNCIA DOS NOSSOS LARES E DAS RUAS com ALEXANDRE SALSA (Auditório da Prefeitura) 19.30 às 21:00hs

Dia 16 - Palestra pública ABORTAMENTO, UMA VISÃO MÉDICO ESPÍRITA com LEONARDO MACHADO (Auditório da Prefeitura) 19:30 às 21:00hs

Dia17 - Palestra Pública MORTE, PORQUE NÃO TEMÊ-LA com SUELI WERKAUSER (GENOL) 20.00 hs

Dia 18 - Seminário A EDUCAÇÃO DOS SENTIMENTOS com NANE MENDONÇA das 9 às 12.30h no Auditório do CEAC.

Às 15h. PALESTRA DE ENCERRAMENTO O AMOR COMO SOLUÇÃO NO RANCHO DO HIMALAIA COM REGINA.

Obs: No dia 30 de Novembro, dias 1 e 2 de dezembro como extensão do trabalho da semana espírita, palestras e seminário com VILSON DISPOSTI, autor do livro FILHOS DA DOR, prefaciado por DIVALDO FRANCO. Ele é Delegado de Polícia, Professor e Mestre em Direito Penal, em SÃO PAULO, fundador e diretor do Centro de Reabilitação AVE CRISTO para dependentes químicos em Birigui estado de São Paulo.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

CONTINUAÇÃO DA INTRODUÇÃO DE O LIVRO DOS ESPÍRITOS


CONTINUAÇÃO DA INTRODUÇÃO DE O LIVRO DOS ESPÍRITOS
                                                               
                                                              IV

Se os fenômenos, com que nos estamos ocupando, houvessem ficado restritos ao
movimento dos objetos, teriam permanecido, como dissemos, no domínio das ciências
físicas. Assim, entretanto, não sucedeu: estava-lhes reservado colocar-nos na pista de fatos
de ordem singular. Acreditaram haver descoberto, não sabemos pela iniciativa de quem, que
a impulsão dada aos objetos não era apenas o resultado de uma força mecânica cega; que
havia nesse movimento a intervenção de uma causa inteligente. Uma vez aberto, esse
caminho conduziu a um campo totalmente novo de observações. De sobre muitos mistérios
se erguia o véu. Haverá, com efeito, no caso, uma potência inteligente? Tal a questão. Se essa potência existe, qual é
ela, qual a sua natureza, a sua origem? Encontra-se acima da Humanidade? Eis outras
questões que decorrem da anterior.
As primeiras manifestações inteligentes se produziram por meio de mesas que se
levantavam e, com um dos pés, davam certo número de pancadas, respondendo desse modo
- sim, ou - não, conforme fora convencionado, a uma pergunta feita. Até aí nada de
convincente havia para os cépticos, porquanto bem podiam crer que tudo fosse obra do
acaso. Obtiveram-se depois respostas mais desenvolvidas com o auxílio das letras do
alfabeto: dando o móvel um número de pancadas correspondente ao número de ordem de
cada letra, chegava-se a formar palavras e frases que respondiam às questões propostas. A
precisão das respostas e a correlação que denotavam com as perguntas causaram espanto. O
ser misterioso que assim respondia, interrogado sobre a sua natureza, declarou que era
Espírito ou Gênio, declinou um nome e prestou diversas informações a seu respeito. Há
aqui uma circunstância muito importante, que se deve assinalar. É que ninguém imaginou
os Espíritos como meio de explicar o fenômeno; foi o próprio fenômeno que revelou a
palavra. Muitas vezes, em se tratando das ciências exatas, se formulam hipóteses para darse
uma base ao raciocínio. Não é aqui o caso.
Tal meio de correspondência era, porém, demorado e incômodo. O Espírito (e isto
constitui nova circunstância digna de nota) indicou outro. Foi um desses seres invisíveis
quem aconselhou a adaptação de um lápis a uma cesta ou a outro objeto. Colocada em cima
de uma folha de papel, a cesta é posta em movimento pela mesma potência oculta que move
as mesas; mas, em vez de um simples movimento regular, o lápis traça por si mesmo
caracteres formando palavras, frases, dissertações de muitas páginas sobre as mais altas
questões de filosofia, de moral, de metafísica, de psicologia, etc., e com tanta rapidez
quanta se se escrevesse com a mão.
O conselho foi dado simultaneamente na América, na França e em diversos outros
países. Eis em que termos o deram em Paris, a 10 de junho de 1853, a um dos mais
fervorosos adeptos da doutrina e que, havia muitos anos, desde 1849, se ocupava com a
evocação dos Espíritos: “Vai buscar, no aposento ao lado, a cestinha; amarra-lhe um lápis;
coloca-a sobre o papel; põe-lhe os teus dedos sobre a borda” Alguns instantes após, a cesta
entrou a mover-se e o lápis escreveu, muito legível, esta frase: “Proíbo expressamente que transmitas a quem quer que
seja o que acabo de dizer. Da primeira vez que escrever, escreverei melhor.”
O objeto a que se adapta o lápis, não passando de mero instrumento, completamente
indiferentes são a natureza e a forma que tenha. Daí o haver-se procurado dar-lhe a
disposição mais cômoda. Assim é que muita gente se serve de uma prancheta pequena.
A cesta ou a prancheta só podem ser postas em movimento debaixo da influência de
certas pessoas, dotadas, para isso, de um poder especial, as quais se designam pelo nome de
médiuns, isto é - meios ou intermediários entre os Espíritos e os homens. As condições que
dão esse poder resultam de causas ao mesmo tempo físicas e morais, ainda imperfeitamente
conhecidas, porquanto há médiuns de todas as idades, de ambos os sexos e em todos os
graus de desenvolvimento intelectual. É, todavia, uma faculdade que se desenvolve pelo
exercício. V
Reconheceu -se mais tarde que a cesta e a prancheta não eram, realmente, mais do
que um apêndice da mão; e o médium, tomando diretamente do lápis, se pôs a escrever por
um impulso involuntário e quase febril. Dessa maneira, as comunicações se tornaram mais
rápidas, mais fáceis e mais completas. Hoje é esse o meio geralmente empregado e com
tanto mais razão quanto o número das pessoas dotadas dessa aptidão é muito considerável e
cresce todos os dias. Finalmente, a experiência deu a conhecer muitas outras variedades da
faculdade mediadora, vindo-se a saber que as comunicações podiam igualmente ser
transmitidas pela palavra, pela audição, pela visão, pelo tato, etc., e até pela escrita direta
dos Espíritos, isto é, sem o concurso da mão do médium, nem do lápis.
Obtido o fato, restava comprovar um ponto essencial - o papel do médium nas
respostas e a parte que, mecânica e moralmente, pode ter nelas. Duas circunstâncias
capitais, que não escapariam a um observador atento, tornam possível resolver-se a questão.
A primeira consiste no modo por que a cesta se move sob a influência do médium, apenas
lhe impondo este os dedos sobre os bordos. O exame do fato demonstra a impossibilidade
de o médium imprimir uma direção qualquer ao movimento daquele objeto. Essa
impossibilidade se patenteia, sobretudo, quando duas ou três pessoas colocam juntamente
as mãos sobre a cesta. Fora preciso

entre elas uma concordância verdadeiramente fenomenal de movimentos. Fora preciso,
demais, a concordância dos pensamentos, para que pudessem estar de acordo quanto à
resposta a dar à questão formulada. Outro fato, não menos singular, ainda vem aumentar a
dificuldade. É a mudança radical da caligrafia, conforme o Espírito que se manifesta,
reproduzindo-se a de um determinado Espírito todas as vezes que ele volta a escrever. Fora
necessário, pois que o médium se houvesse exercitado em dar à sua própria caligrafia vinte
formas diferentes e, principalmente, que pudesse lembrar-se da que corresponde a tal ou tal
Espírito.
A segunda circunstância resulta da natureza mesma das respostas que, as mais das
vezes, especialmente quando se ventilam questões abstratas e científicas, estão
notoriamente fora do campo dos conhecimentos e, amiúde, do alcance intelectual do
médium, que, além disso, como de ordinário sucede, não tem consciência do que se escreve
debaixo da sua influência; que, freqüentemente, não entende ou não compreende a questão
proposta, pois que esta o pode ser num idioma que ele desconheça, ou mesmo mentalmente,
podendo a resposta ser dada nesse idioma. Enfim, acontece muito escrever a cesta
espontaneamente, sem que se haja feito pergunta alguma, sobre um assunto qualquer,
inteiramente inesperado.
Em certos casos, as respostas revelam tal cunho de sabedoria, de profundeza e de
oportunidade; exprimem pensamentos tão elevados, tão sublimes, que não podem emanar
senão de uma Inteligência superior, impregnada da mais pura moralidade. Doutras vezes,
são tão levianas, tão frívolas, tão triviais, que a razão recusa admitir derivem da mesma
fonte. Tal diversidade de linguagem não se pode explicar senão pela diversidade das
Inteligências que se manifestam. E essas Inteligências estão na Humanidade ou fora da
Humanidade? Este o ponto a esclarecer-se e cuja explicação se encontrará completa nesta obra, como a deram os próprios Espíritos.


Eis, pois, efeitos patentes, que se produzem fora do círculo habitual das nossas
observações; que não ocorrem misteriosamente, mas, ao contrário, à luz meridiana, que
toda gente pode ver e comprovar; que não constituem privilégio de um único indivíduo
e que milhares de pessoas repetem todos os dias. Esses efeitos têm necessariamente uma
causa e, do momento que denotam a ação de uma inteligência e de uma vontade, saem do domínio puramente físico.

Muitas teorias foram engendradas a este respeito. Examiná-las-emos dentro em pouco e
veremos se são capazes de oferecer a explicação de todos os fatos que se observam.
Admitamos, enquanto não chegamos até lá, a existência de seres distintos dos humanos,
pois que esta é a explicação ministrada pelas Inteligências que se manifestam, e vejamos o que eles nos dizem.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

BCAP - 4ªFASE - QUESTIONAMENTOS NO CASAMENTO,NA VIDA...



OBRIGADA POR MAIS UMA OPORTUNIDADE DE REFLEXÃO E OBRIGADÉRRIMA RUTE,POR ME LEMBRAR.




União estável à luz da Doutrina Espírita
Walter José de Carvalho Bezerra

Realmente não existem coincidências. No Universo, a Inteligência Suprema que a tudo e todos dirige, traça um plano individual e coletivo para toda a humanidade, em todos os planos e mundos, conhecidos e desconhecidos dos sentidos limitados dos homens de nosso planeta. Portanto, concordamos em quenão existe o "acaso". Também não acreditamos no destino da maneira como tem sido forjado pela mente humana.
Acreditamos no Amor. Acreditamos na Lei de Reprodução, Justiça, Amor e Caridade. Acreditamos que os espíritos, encarnados e desencarnados, se buscam nas multidões deste Universo fantástico e magnífico. Em "O Livro dos Espíritos", na pergunta 386, encontramos: "Podem dois seres que se conheceram e estimaram encontrar-se em outra existência corporal e reconhecer-se?" A resposta dos Espíritos Superiores dada a Allan Kardec foi: "Reconhecer-se não. Podem, porém,sentir-se atraídos um pelo outro. E, freqüentemente, diversa não é a causa de íntimas ligações fundadas em sincera afeição. Os dois seres se aproximam devido a circunstâncias aparentemente fortuitas, mas que na realidade, resultam da atração de dois Espíritos, que se buscam reciprocamente por entre a multidão" (grifos nosso) . Só que, na verdade, podem não ter se conhecido em outras existências, mas são espíritos afins ou por ideais ou por sentimentos ou por necessidades. São espíritos simpáticos. Não podemos esquecer que isto não quer dizer estarem no caminho do bem. Nossos sentimentos, objetivos e idéias podem estar distorcidos, não acompanhando a Lei Divina. Como também podemos dizer: Somos antipáticos àquele grupo. Mas isso acontece porque nossas idéias se contrapõem às deles, por já conhecermos ou recordarmos a Lei de Deus, que está gravada em nossa consciência.Também acreditamos que dois espíritos possam encarnar para um dia se encontrarem e muito se amarem. Existem, sim, conforme citado por Saulo de Tarso do CEPEAK, as uniões,provacionais, sacrificiais, afins e transcendentais. A maioria das uniões são provacionais, onde duas almas se encontram em processo de reajustamento. Daí as desarmonias, a desconfiança, os conflitos.Mas, também, entendemos que o verdadeiro casamento ou união é o casamento ou união de “almas”. Os outros são relações de amizade, ajuda mútua ou mesmo ajuste de contas. A união sacrificial é aquela em que uma alma iluminada se propõe a ajudar uma alma que se atrasou na sua jornada evolutiva. A união afim é aquela que reúne almas esclarecidas que muito se amam. As pessoas sentem como que se já tivessem se encontrado antes. E o amor é profundo, em paz e harmonia. A união transcendente é aquela de almas engrandecidas no bem que se reencontram no plano físico para grandes realizações. Não importam, nestes casos (afins e transcendência), as diferenças culturais ou sociais. Ao longo de nossa existência e trabalho na Seara Espírita e dedicação a estudos e pesquisas, seja no espiritismo experimental, filosofia ou religião, chegamos também a conclusão que, a medida em que o homem evolui do Reino Hominal para o Reino Espiritual, sem hipocrisia, como nos alerta o Prof. José Herculano Pires, e agindo de acordo com as Leis Divinas (Leis Naturais), mesmo as pessoas casando-se mais de uma vez, para o plano maior o que vale é o casamento de almas, ou seja, a combinação vibratória de dois seres (humanos) que se amam.
Deus, em sua infinita bondade e misericórdia, não punirá seus filhos por muito amarem ou se reencontrarem em alguma destas novas viagens, mesmo quando as condições dos homens, na atualidade, com suas Leis Sociais adequadas apenas à sua ânsia de poder, sejam as mais adversas possíveis.
O que se condena são os excessos, a promiscuidade, as desculpas de que agora se encontrou a “alma gêmea” para se cometer abusos e enganar os incautos. O que a Doutrina Espírita, enquanto moral cristã, apregoa é a paciência, tolerância, abnegação, resignação, fraternidade, ajuda aos nossos semelhantes e em especial aos nossos parceiros de labuta diária, especialmente se temos filhos, presentes de Deus que temos sob nossa responsabilidade de educar e formar para o porvir.
Acreditamos que o matrimônio ou união estável verdadeiramente só se realiza com acerto e em virtude de mútua simpatia. Assim, com afinidade e transcendência, será uma união perfeita e inseparável, um laço forte que prenderá os casais pela eternidade afora.
Sabemos que nos tempos antigos a existência de muitos filhos era considerada uma grande riqueza. As mulheres estéreis eram, por sua vez, perseguidas. Daí Móises ter consentido na “carta de divórcio”. O Homem-Jesus objetivando coibir esse abuso procurou remediar e disse: “Eu, porém vos digo que aquele que repudiar sua mulher a não ser por motivo de adultério e casar com outra, comete adultério; assim como aquele que casar com uma mulher repudiada, também comete adultério”.
Ora, para Deus nada valem os corpos; só os Espíritos valem. Entendemos, então, que a união do homem e da mulher será então ao mesmo tempo a união de dois corpos para a reprodução, todavia determinada por poderosa e irresistível simpatia, uma aliança que se efetive para sustentação e apoio mútuos, no desempenho dos encargos da existência, dos sofrimentos e dos infortúnios, na inteligência de Faride Moutran do FEEU de Porto Alegre.
Concluímos que o matrimônio e/ou a União Estável de dois seres que se amam, realizados com amor sublime, puro e verdadeiro, com base nas grandes famílias espirituais das quais fazemos parte, será uma união indissolúvel de dois espíritos em cumprimento às palavras do Divino Mestre: “Já não são dois, mas uma só carne; não separe o homem o que Deus uniu”.
Que Deus abençoe todas as uniões realizadas com pureza d’alma, com simpatia plena, sem provocar dores e sofrimentos e, com profundo respeito aos que não continuarão conosco as jornadas ainda a serem trilhadas.
Somos, em fim, uma grande família e irmãos em Cristo, filhos do mesmo Pai, e, portanto, evitemos os ódios e rancores que provocam as separações traumatizantes, evitemos o desprezo de nossos filhos e, por fim, evitemos os desgostos dos familiares carnais, para que não construamos novos débitos na contabilidade divina.
Conclamamos todos os irmãos a agirem com equilíbrio e sabedoria na constituição de suas uniões, seja pelo matrimônio, seja àquelas denominadas estáveis, seja na manutenção das antigas uniões, seja na constituição de novas famílias, a partir de famílias pré-existentes. Mas, não olvidemos jamais que o homem está neste globo terrestre para crescer e se desenvolver espiritualmente, para ser feliz, e neste contexto a família, pelo matrimônio e/ou união estável é o pilar, o sustentáculo para evolução da humanidade.
Fontes:
  • O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec – Ed. FEB.- 109ª Edição, 1994.
  • O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – Ed. IDE, 119ª Edição, 1998.
  • Curso Dinâmico de Espiritismo – O grande desconhecido – José Herculano Pires - Ed. Paidéia – 2ª Edição, 1982.
  • Bíblia Sagrada – Edição Missionária – Tradução de João Ferreira de Almeida Atualizada no Brasil, 2ª Edição, São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993.


  • Jornal do CEPEAK – MAI/JUN –2002 –Tipos de Casamento e a Sociedade Pág. 8 - Artigo de Saulo de Tarso.
  • Imitação do Evangelho – FEEU – 1ª Ed. Julho 1976 – Faride Moutran – Prefácio de Edgard Armond em 24.12.1971 e com brilhante Parecer do Prof. J. Herculano Pires, em 2.03.1972.

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