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domingo, 16 de fevereiro de 2014

O romance de Alfredo e O CALUNIADOR

O romance de Alfredo e O CALUNIADOR
CAP.XVII DO LIVRO OS MENSAGEIROS
CHICO XAVIER/ANDRÉ LUIS

COM ESTA POSTAGEM SÓ PRETENDO LEMBRAR QUE AS APARÊNCIAS ENGANAM E QUE TODA HISTÓRIA TEM DOIS LADOS.SEJAMOS PRUDENTES.
 
Depois de alguns minutos, utilizados por nós no serviço da
higiene reconfortadora, Alfredo convidou-nos à mesa, onde Ismália,
com extrema fidalguia, mandou servir frutos diversos.
Os senhores do castelo não podiam ser mais gentis.
Servidores iam e vinham, com grande júbilo a lhes transparecer
do rosto.
A palestra de Alfredo e as observações de Ismália estavam
cheias de notas interessantes e educativas.
– E qual a sua impressão dos serviços em geral? – perguntou
Aniceto, atencioso, dirigindo-se ao dono da casa.
– Excelente, quanto às oportunidades de realização que nos
oferecem – respondeu Alfredo em tom significativo –; entretanto,
não tenho o mesmo parecer quanto à situação em curso. As zonas
a que servimos estão repletas de novidades dolorosas. O presente
período humano é de conflitos devastadores e as vibrações contraditórias
que nos atingem são de molde a enfraquecer qualquer
ânimo menos decidido. Desencarnados e encarnados empenham-se
em batalhas destruidoras. É uma lástima.
– Multiplica-se o número de necessitados que recorrem ao
Posto? – continuou indagando nosso orientador.
– Enormemente. Nossa produção de alimentos e remédios
tem sido integralmente absorvida pelos famintos e doentes. Tenho
quinhentos cooperadores, mas nos sentimos presentemente incapazes
de atender a todas as obrigações. As massas de sofredores
são incontáveis. Noutro tempo, nossa paisagem se mantinha sem
sombras, durante muitas semanas, mas...
Nesse instante, Ismália pediu licença para dirigir-se ao interior.
E como Alfredo fixasse os olhos nos meus, aventurei-me a
considerar:
– Ainda bem que tendes uma abnegada companheira ao vosso
lado.
Ele e Aniceto sorriram, quase a uni só tempo, falando-nos o
administrador:
– Ah! meus amigos, por enquanto, não tenho essa felicidade
em caráter definitivo. Minha esposa e eu temos o divino compromisso
da união eterna, mas ainda não lhe mereço a presença contínua.
Ela é a bondade celeste, e eu, a realidade humana.
Depois de pequena pausa, prosseguiu com gentileza:
– “Aniceto conhece-nos a história. Vocês, porém, a ignoram.
Sentir-me-ei, portanto, contente, em relatar algumas lembranças,
com benefício duplo. Aliviarei o coração, uma vez mais, contando
minhas faltas, e vocês dois, que talvez tenham em breve novos
serviços na Terra, aproveitarão, por certo, alguma coisa das minhas
experiências.
“Ismália e eu guardávamos um escrínio de felicidade no
mundo; no entanto, os salteadores perversos espreitavam-nos a
ventura. Minha responsabilidade era enorme no campo dos negócios
materiais e, longe de compreender as obrigações sublimes de
esposo e pai, não procurava atender aos deveres justos para com o
lar e os dois filhinhos que Deus me enviara ao círculo doméstico.
Ismália, porém, era a providência de nossa casa. Esqueci-me,
contudo, de que a virtude, a qualquer tempo, será atormentada
pelo vicio e minha nobre companheira foi vítima da maldade de
um amigo desleal, com quem tinha eu inúmeros interesses em
comum, no campo monetário. Minha esposa sofreu, em silêncio, a
perseguição dele por alguns anos consecutivos. E quando meu
desventurado sócio verificou a inutilidade da atitude criminosa,
em franco desespero buscou envenenar-me o espírito desprevenido.
Começou por advertir-me, quanto ao procedimento dela.
Atordoou-me, envolvendo-a em acusações descabidas. Subornou
criados domésticos e colocou espiões que seguissem minha querida
Ismália, nas tarefas de esposa e mãe.
“Esse homem exercia profunda influência sobre mim e, atendendo
aos laços que nos uniam, minha companheira jamais se
sentiu com bastante coragem para denunciá-lo. Enquanto dava
ouvidos à calúnia, fora de meu círculo doméstico, tornara-me
intolerável dentro dele. Não sabia contemplar minha esposa com a
despreocupação e a confiança absoluta de outra época. Via o mal
nos seus mínimos gestos e queria descobrir segundas intenções
nas suas frases mais inocentes. Cheguei a acusá-la, veladamente.
Ismália chorou e calou-se. Por fim, nosso infeliz perseguidor
subornou um homem de baixa condição que permaneceu, certa
noite, ao lado de nossos aposentos particulares como vulgar ladrão,
às ocultas, sendo eu convocado à prova máxima. Penetrei no
quarto em extremo desespero e acusei em voz alta ao ver a companheira
profundamente tranquila. Ismália levantou-se, receosa da
minha saúde mental, mas não lhe atendi os rogos, procurando,
como louco, o conspurcador da minha honra... Abri violentamente
grande armário antigo, vasculhando o quarto. Nesse instante, o
vulto de um homem esgueirou-se na sombra, do aposento próximo,
e, antes que eu pudesse agarrá-lo no meu ódio infrene, saltou
a janela, alcançando o pomar de nossa casa. Corri, desesperado,
detonando balas a esmo, mas, nada consegui. Regressei ao quarto
e, para cúmulo da calúnia odiosa, o desconhecido deixara, atrás de
si, um chapéu novo, rigorosamente moderno, para que se acentuassem
meus sentimentos terríveis. Olhos congestos, vomitando
insultos, quis eliminar Ismália, banhada em lágrimas a meus pés;
no entanto, alguma coisa, que nunca pude compreender na Terra,
paralisou-me o braço quase homicida. Vociferando blasfêmias,
surdo aos rogos dela, afastei-me do lar, tomado de horror.
 “No dia imediato, fiz valer meu direito exclusivo sobre os filhos
e providenciei para que Ismália, convertida em estátua de
dor, fosse restituída à fazenda paterna. Contratei uma governanta
para os meninos e, logo após, tomei um paquete para a Europa,
onde me demorei mais de três anos. Nunca me propus a verificações
sérias e, embora tivesse o espírito incessantemente atormentado,
humilhei os sentimentos mais íntimos, jamais procurando
notícias da companheira caluniada.
“Certo dia, recebi uma carta lacônica na costa francesa. Um
parente dava-me informações da esposa. Após dois anos angustiosos,
entre a saudade e o abandono, Ismália fora colhida pela tuberculose,
falecendo em terrível martirológio moral. Deliberei,
então, a volta. Fixei-me novamente no Rio, eduquei os filhinhos e
conservei a dolorosa viuvez no desencanto do coração.
“Os anos rolaram uns sobre os outros, quando fui chamado à
cabeceira do ex-sócio agonizante. O infeliz, em face da morte,
confessou o crime odioso, pedindo um perdão que, infelizmente,
não pude conceder. Transformei-me, desde então, num louco
irremediável. Cansado, envelhecido, procurei a propriedade rural
dos sogros, tentando reparar, de alguma sorte, a injustiça, mas a
morte não me deu ensejo e voltei para a esfera dos desencarnados,
em tristes condições espirituais.”
Nesse instante, fez uma pausa, para continuar comovido:
– Não preciso dizer que recebi de Ismália todo o amparo de
que necessitava. Todavia, infelizmente para mim, estávamos
separados. Não mereci a bênção da união sublime. Ismália segue-me
de perto, mas tem residência num plano superior, que devo
esforçar-me por alcançar. Desde muito, dediquei-me aos serviços
do nosso Posto de Socorro, consagrei-me aos ignorantes e sofredores,
e minha santa Ismália vem até aqui, mensalmente, incentivar-
me o bom ânimo e amparar-me nas lutas.
– Mas não poderia ela transferir-se definitivamente para aqui?
– indagou Vicente, tão impressionado quanto eu, com o romance
comovedor.
Alfredo sorriu e falou:
– Sei que Ismália tem trabalhado para isso, que seu ideal de
união eterna é idêntico ao meu, atendendo à circunstância de estar
o superior sempre em posição de dar ao inferior; mas não ignoro
que foi advertida por nossos maiores, sobre as minhas atuais
necessidades de esforço e solidão. Preciso conhecer o preço da
felicidade, para não menosprezar, de novo, as bênçãos de Deus.
Minha esposa deseja descer para encontrar-se definitivamente
comigo; entretanto, é necessário que eu aprenda a subir e, por este
motivo, ainda não recebemos a devida permissão para o definitivo
consórcio espiritual.
Observando-nos a emoção, concluiu:
– Estou resgatando crimes de precipitação. Pela impulsividade
delituosa, perdi minha paz, meu lar e minha devotada companheira.
Conforme ouviram, não matei nem roubei a ninguém, mas
envenenei-me a mim próprio. A calúnia é um monstro invisível,
que ataca o homem através dos ouvidos invigilantes e dos olhos

desprevenidos.

domingo, 8 de abril de 2012

REENCARNAÇÃO X RESSURREIÇÃO


REENCARNAÇÃO X RESSURREIÇÃO
 
Jesus e Nicodemos

A reencarnação sempre fez parte dos dogmas dos judeus, sob o nome de ressurreição (só os saduceus não acreditavam nisso). Criam eles que um homem poderia reviver, mas não sabiam explicar como. Designavam como ressurreição o que o espiritismo mais judiciosamente chama de reencarnação. A ressurreição presume a ideia de voltar á vida o corpo que já está morto, o que a ciência demonstra ser materialmente impossível; como reunir todos os elementos que o compõem quando já dispersos e absorvidos; A reencarnação é a volta da alma ou espírito á vida corpórea, mas em outro corpo que não tem nada de comum com o antigo.
Chamada também de palingenesia, de duas palavras gregas-Palin, de novo; gênesis, nascimento. Notável observar-se que desde os albores da Civilização, ela foi formulada na Índia; desde a mais remota antiguidade, os povos da Ásia e da Grécia acreditavam na imortalidade da alma; Pitágoras, Sócrates, Platão, Orígenes, Virgílio entre tantos outros foram precursores da reencarnação.
O cristianismo rejeitou a reencarnação porque sua visão abalava a autoridade da Igreja onde a salvação não dependia da relação do indivíduo com ela, mas sim da relação do indivíduo com Deus; daí tantos conflitos e criaturas queimadas em fogueiras por acreditarem na comuncabilidade dos espíritos, na sobrevivência da alma e na reencarnação; foram considerados heréticos, bruxos etc... Por este receio foi que em 325dc, o imperador Constantino o Grande e sua mãe, Helena, suprimiram as referências á reencarnação contidas no Novo-Testamento. O segundo concílio de Constantinopla, reunido em 553dc validou este ato, declarando herético o conceito da reencarnação. Aparentemente ele enfraqueceria o poder crescente da Igreja, dando aos homens tempo demais para a salvação. (inf. Colhida por Dr. Brien Weiss no livro do curso de religiões comparadas que freqüentou em Columbia) Haveria de fato referências á reencarnação no Novo e Velho Testamentos. Para melhor conhecimento do assunto necessário o seu estudo e de forma séria.”O que caracteriza um estudo sério é a continuidade que se lhe dá. Quem deseje tornar-se versado numa ciência tem que a estudar metodicamente, começando pelo princípio e acompanhando o encadeamento e o desenvolvimento das ideias. Não se pode julgar a priori, levianamente, sem tudo ter visto, sem imprimir á seus estudos a continuidade, a regularidade e o recolhimento necessários”. (Allan Kardec na introdução de O Livro dos Espíritos item VIII).
Renascemos, isto é um fato, e trazemos conosco a herança boa ou má do nosso passado; renascemos para saldar as nossas dívidas e conquistar novas vitórias que nos auxiliarão em nosso crescimento, em nossa ascensão, acelerando nossa caminhada. A reencarnação é a única forma racional por que se pode admitir a reparação das faltas cometidas; se assim não fora, não poderíamos crer em justiça, em um ser infinitamente bom e justo, único e perfeito.Precisaríamos acreditar em inferno para onde Deus enviaria seu filhos para queimarem eternamente, e, se nós imperfeitos que somos não condenamos nossos filhos para sempre impossível conceber esta atitude NELE; teríamos que admitir a injustiça, a incoerência presidindo a repartição dos bens, dos males, das aptidões etc. “Por que para uns a fortuna, a felicidade constante e para outros a miséria, a desgraça inevitável? Para estes a força, a saúde, a beleza;para aqueles a fraqueza, a doença a fealdade? Por que a inteligência, o gênio, aqui; e acolá a imbecilidade? Como se encontram tantas qualidades morais admiráveis, a par de tantos vícios e defeitos?Por que há raças tão diversas?...E as enfermidades inatas, a cegueira, a idiotia, as deformidades, todos os infortúnios que enchem os hospitais, os albergues noturnos, as casas de correção? Por que também as crianças mortas antes de nascerem e as que são condenadas a sofrer desde o berço? E os jovens prodígios? Nada se consegue justificar com a unicidade da existência. Ao contrário, tudo se explica, se torna claro com a doutrina das vidas sucessivas. A lei de justiça revela-se nas menores particularidades. Cada um leva para a outra vida e traz, ao renascer a semente do passado.
“Conhecereis a verdade e ela vos libertará” – “Amai-vos e instruí-vos” – “Deus lhes impõe a reencarnação com o fim de fazê-los chegar á perfeição”. 


JESUS E KARDEC

*Bibliografia:
•Reencarnação: O Elo Perdido do Cristianismo-E. C. Prophet;
•Reencarnação (A)-Gabriel Delane;
•Evangelho Segundo o Espiritismo-Allan Kardec;
•Livro dos Espíritos (O)-Allan Kardec;
•Problema do Ser do Destino e da Dor-Leon Denis

ZILDA SANTIAGO MACIEL - Carpina/PE

sábado, 2 de abril de 2011

AUTISMO, NEURÔNIOS - ESPELHO E MARCAS ESPIRITUAIS

AUTISMO, NEURÔNIOS - ESPELHO E MARCAS ESPIRITUAIS

0 – Introdução:



Estamos há 150 anos buscando uma integração cérebro-mente –espírito e ao analisarmos a história das descobertas e avanços científicos percebemos que ela é permeada por acidentes e coincidências inacreditáveis, o que nos revela que não estamos sós nesta jornada.
No que se refere ao autismo, temos bons exemplos disto: dois homens em lugares distintos, numa mesma época, sem se comunicarem, dão o mesmo nome à doença e 50 anos depois as células doentes do autismo são descobertas acidentalmente...


I – História:


Na década de 40, dois médicos, o psiquiatra americano Leo Kanner e o pediatra austríaco Hans Asperger, descobriram o distúrbio de desenvolvimento que afeta milhares de crianças em todo o mundo. Foi uma descoberta isolada – nenhum dos dois sabia o que o outro pesquisava, e ambos deram o mesmo nome à síndrome: Autismo. Foi considerada uma “coincidência inacreditável”, mas fica claro que houve uma intervenção do plano espiritual ao nos convidar para dar mais atenção àquelas crianças e ampara-las no seu sofrimento.
A palavra autismo vem do grego autos, que significa “de si mesmo”. O nome é perfeito. O traço mais flagrante da doença é o isolamento do mundo exterior, com a conseqüente perda de interação social. Em vez de dedicar-se à exploração do mundo exterior, como acontece normalmente, a criança autista permanece dentro das fronteiras de seu próprio universo pessoal.


II – Conceito, quadro clínico e epidemiologia:


Segundo a OMS, o autismo é um transtorno invasivo do desenvolvimento, definido pela presença de desenvolvimento anormal que se manifesta antes da idade de 3 anos e pelo funcionamento anormal em três áreas: interação social, comunicação e comportamento restrito e repetitivo.
O comprometimento da interação social é observado na falta de empatia, na falta de resposta às emoções de outras pessoas e no retraimento social.
Já o comprometimento da comunicação é percebido na falta de uso social da linguagem, na falta de linguagem não-verbal, na pobreza de expressão verbal e no comprometimento em jogos de imitação.
O autista também apresenta um comportamento restrito e repetitivo, o que pode ser observado através de estereotipias motoras e preocupações estereotipadas com datas, horários e itinerários.
Podem também existir sintomas inespecíficos como fobias, auto-agressão, ataques de birra e distúrbios alimentares.
Há deficiência mental em cerca de ¾ dos casos, embora todos os níveis de Q.I. possam ocorrer em associação com o autismo. Às vezes há capacidade prodigiosa para funções como memorização, cálculo e música.
Segundo recentes publicações da Revista Brasileira de Psiquiatria, publicação da ABP, alguns autores sugerem que o diagnóstico já pode ser estabelecido por volta dos 18 meses de idade. Outras informações epidemiológicas mostram que há de 1a 5 casos em cada 10.000 crianças e que a doença ocorre em meninos 2 a 3 vezes mais do que em meninas.


III - Causas:


A maioria dos casos de autismo tem causa desconhecida. Alguns casos são presumivelmente decorrentes de alguma condição médica das quais infecções intra-uterinas (como a rubéola congênita), doenças genéticas (como a síndrome do x frágil) e ingestão de álcool durante a gravidez (provocando a síndrome fetal alcoólica) estão entre as mais comuns.


IV - Neurônios-espelho:


Descobertas científicas recentes apontam para um defeito nos neurônios-espelho como causa do autismo. Estes neurônios são um subconjunto de células que refletem no cérebro do observador os atos realizados por outro indivíduo (se eu pego um objeto, alguns neurônios são ativados em meu cérebro; se eu observo o indivíduo pegando o objeto, os mesmos neurônios são ativados em meu cérebro como se eu estivesse pegando o objeto).
Os neurônios-espelho foram descobertos, acidentalmente, no início da década de 90 por pesquisadores italianos da Universidade de Parma, que estudavam um determinado tipo de neurônio motor de macacos. Este neurônio disparava quando o macaquinho pegava uma fruta e para surpresa de todos, disparou também quando ele observou um dos pesquisadores pegar a fruta, como se ele mesmo estivesse pegando-a para comer.
Uma série de experimentos realizados posteriormente demonstrou a existência destes neurônios no cérebro humano. Portanto podemos dizer que através dos neurônios-espelho, nós podemos compreender “visceralmente” um ato observado. Nós sentimos a experiência vivida por outro em nossas mentes. Mas não é só esta a função destes neurônios.
Diversos estudos realizados nas Universidades da Califórnia e College de Londres e no centro de Pesquisa Jülich, na Alemanha, demonstraram as funções de reconhecimento de intenções dos atos, de emoções vividas por outra pessoa (então se uma pessoa te diz: “eu sei o que você está sentindo”, talvez ela não saiba o quanto esta frase é verdadeira) e o importante papel de aprendizado por imitação de novas habilidades, como a linguagem por exemplo.
A partir do final da década de 90, pesquisadores da Universidade da Califórnia se empenharam em determinar uma possível conexão entre neurônios-espelho e autismo, já que ficou demonstrada a associação entre essas células e empatia, percepção dos atos e intenções alheios e aprendizado da linguagem, funções deficientes nos autistas.

V - O sistema espelho "quebrado":


E realmente, estudos realizados na Universidade de Saint Andrews, na Escócia, Universidade de tecnologia de Helsinque, na Finlândia, além dos estudos na Universidade da Califórnia, provaram que a atividade dos neurônios-espelho dos autistas é reduzida em diversas áreas cerebrais:
- No córtex cingulado anterior e insular, o que pode explicar a ausência de empatia;
- No córtex pré-motor, o que pode explicar a sua dificuldade de perceber atos alheios;
- E no giro angular, explicando problemas na linguagem.


VI - Marcas espirituais – patogênese remota:


Apesar dos avanços científicos, o autismo permanece um mistério, um desafio, um enigma que só se revelará mais claramente ao nosso entendimento a partir da introdução da realidade espiritual.
Já se sabe que disfunções neurológicas (como as disfunções dos neurônios-espelho) produzem repercussões de natureza autística, mas continuaremos com a pergunta maior: que causas produzem as disfunções neurológicas? Se a responsabilidade for atribuída aos genes, a pergunta se desloca e se reformula assim: que causas produzem desarranjos nos complexos encaixes genéticos?
Segundo a literatura médico-espírita e orientações mediúnicas recebidas no GEEP da Associação, o autismo como outros graves distúrbios mentais (psicoses por ex.) resulta de graves desvios de comportamento no passado, de choques frontais com as leis que regem o universo. Então, o que antecede à predisposição genética e às disfunções neurológicas são as graves faltas pretéritas.
Entre o passado de faltas e as presentes alterações genéticas, neurológicas e mentais do autismo encontramos uma ponte que liga estes dois momentos distintos. Esta ponte é o próprio processo de reencarnação. Aqui se encontra a formação do autismo. Há duas possibilidades ou vias de ligação:
1a O reencarnante com profundas lesões perispirituais produzindo alterações neurológicas e a conseqüente formação do autismo.
2a O reencarnante rejeita a reencarnação levando à formação do autismo.
Na 1a possibilidade, a consciência do reencarnante marcada pela culpa, acarretou severos danos no perispírito e conseqüentes lesões no SNC. Há uma incapacidade de organizar um corpo sadio na atual encarnação. Neste caso a entidade espiritual fica aprisionada no corpo deficiente, sem conseguir estabelecer comunicação. Esta possibilidade ou via de formação do autismo é defendida por alguns estudiosos que acreditam que certos autistas, constituem angustiantes tentativas de se entender com o mundo externo. Há casos de autistas que alcançaram certa melhora e relataram que muitas vezes entendiam o que as pessoas lhe diziam, mas não sabiam como responder verbalmente. Recorriam, por isto, aos gritos e ao agitar das mãos, único mecanismo de comunicação que dispunham.
Na outra possibilidade, via ou ponte de ligação entre passado de faltas e autismo, temos o indivíduo com a consciência marcada pela culpa, temendo colher os frutos em uma nova existência compulsória, rejeitando a reencarnação, provocando autismo. No livro “Loucura e obsessão”, de Manoel Philomeno de Miranda, temos a confirmação da hipótese de rejeição à reencarnação. Nos capítulos 7 e 18, o Dr. Bezerra de Menezes explica que o indivíduo com a consciência culpada é reconduzido à reencarnação e acaba buscando o encarceramento orgânico para fugir sem resgatar as graves faltas do passado. Trata-se de um vigoroso processo de auto-obsessão, por abandono consciente da vida. Conclui dizendo que muitos espíritosbuscam na alienação mental, através do autismo, fugir às suas vítimas e apagar as lembranças que o atormentam.


VII - Marcas espirituais – os sintomas:


Considerando a possibilidade de rejeição à reencarnação podemos fazer uma nova leitura dos sintomas autísticos. Começando pelo isolamento, sinal de que o autista não admite invasões em seu mundo; como porém, a participação mínima do lado de cá da vida é inevitável, sua manifestação se reduz a alguns movimentos repetitivos como agitar as mãos, girar indefinidamente um prato ou a roda de um brinquedo, qualquer coisa enfim, que mantenha a mente ocupada com rotinas irrelevantes que o livrem do convívio entre as pessoas.
Uma explicação possível para o sintoma autista de girar sobre si mesmo, seria a produção de tonteira através da rotação, provocando um passageiro desdobramento entre perispírito e corpo físico, livrando a criança, momentaneamente, da prisão celular.
As crianças autistas muitas vezes manifestam rejeição a alguma parte do corpo, através de auto-agressão. Isso pode ser um sinal de rejeição à própria personalidade.
Quanto à relação ambígua consigo mesma, manifestada pela troca dos pronomes pessoais (referindo-se a si mesma como “tu” e ao outro como “eu”), podemos pensar na possibilidade de obsessão espiritual, já que com os desacertos do passado, muitos são os desafetos.
Uma análise mais profunda da disfunção da linguagem, pode ser feita a partir da hipótese proposta por Hermínio Miranda em seus livros “A alquimia da mente” e “Autismo, uma leitura espiritual”. Segundo o autor, normalmente ao reencarnar, o espírito se instala à direita do cérebro e por 2 ou 3 anos passa para o hemisfério esquerdo a programação da personalidade daquela encarnação. Neste período é formado o mecanismo da linguagem. No caso do autismo o espírito permanece –autísticamente- no lado direito, área não-verbal do cérebro, sem participar deste processo. É natural que este ser que vem compulsoriamente, sem interesses em envolver-se com as pessoas e o mundo, torne o seu sistema de comunicação com o ambiente, o mais rudimentar e precário possível. Encontramos informações que reforçam esta hipótese:
-1a sabe-se que o corpo caloso, estrutura que liga os dois hemisférios cerebrais, não desempenha durante os primeiros 2 ou 3 anos de vida, a função de separar faculdades dos dois hemisférios.
-2a a partir do segundo ou terceiro ano de vida é que o hemisfério esquerdo assume a linguagem.
-3a o autismo eclode até o terceiro ano de vida quando se percebe uma interrupção do desenvolvimento da linguagem.
Parece então que até os 2-3 anos as crianças vão se comunicando através dos 2 hemisférios, e a partir de então só se comunica quem tiver implantado no h.esquerdo esta função, o que não acontece com o autista.


VIII - Tratamentos:


O autismo é um quadro de extrema complexidade que exige abordagens multidisciplinares, visando a questão educacional e da socialização, assim como o tratamento médico.
O tratamento médico é realizado com medicamentos para reduzir sintomas como agitação e agressividade.
É importante dizer que pesquisas têm sido dirigidas no sentido de se encontrar medicamentos que estimulem a liberação de neurotransmissores específicos ou reproduzam os seus efeitos. Neurotransmissores que sejam responsáveis pelo funcionamento químico dos neurônios-espelho.
Do ponto de vista do espírito, por mais paradoxal que possa parecer, o remédio para o autismo é o próprio autismo como forma de drenagem perispiritual.


IX - Prognóstico:


Alguns pacientes autistas conseguem alcançar um certo nível de autonomia. A literatura mostra que alguns fatores estão ligados a um melhor prognóstico:
1- Significativa destreza verbal adquirida antes de instalada a doença.
2- Diagnóstico precoce e concentração de esforços tão cedo quanto possível. Tratamento e terapia devem ser iniciados quando a anormalidade é observada na criança pela 1a vez.


X - Conclusão:


Na certeza de que a diferença mais importante entre nós e nossos pacientes está em um pouco mais de boa vontade de nossa parte, e isto foi dito mais de uma vez pelo nossos mentores, cito mais uma vez o sr Hermínio Miranda para concluir este trabalho.
É necessário construir uma ponte para ligar o mundo externo ao mundo íntimo do paciente. É importante que não nos comportemos de forma autística, nos fechando nos nossos mundos de clichês, cheios de padrões, desinteressados em andar metade do caminho, na direção do paciente.
Uma possibilidade é tentar interpretar os seus sinais não-verbais. É bem verdade que não há muitas palavras no dicionário deles, mas a linguagem universal do amor também é não-verbal. Para se expressar através dela, há os gestos, a vibração sutil da emoção, da solidariedade, da paciência, da aceitação da pessoa como ela é, não como queremos que ela seja.
Se estivéssemos no lugar deles, como gostaríamos de ser tratados? É presumível que eles estejam fazendo tudo que lhes seja possível, dentro de suas limitações. Com um pouco de boa vontade de nossa parte, talvez concordem em tocar a mão que lhe estejamos oferecendo a fim de saltarem o abismo que nos separa!


Trabalho apresentado no MEDINESP, Congresso Médico-Espírita Nacional e Internacional, realizado em junho de 2007, São Paulo, SP. (Carlos Eduardo Sobreira Maciel -carlos.amemg@hotmail.com )


XI - Referências bibliográficas:


1- Revista Scientific American
2- Revista Brasileira de Psiquiatria
3- CID 10
4- Autismo, uma leitura espiritual - Herminio Miranda
5- Alquimia da Mente - Herminio Miranda
6- Orientações mediúnicas, Grupo de Estudos de Espiritismo e Psiquiatria da AMEMG

domingo, 16 de maio de 2010

NEHEMIAS MARIEN: O PASTOR QUE ACEITA O ESPIRITISMO




Fátima: Pastor, qual é a sua Igreja e onde fica?

Nehemias: Minha igreja é uma betel, vamos dizer, uma palavra hebraica, todo lugar, onde o ser humano está presente em Deus, o eterno, na imensurável transcendência. Eu tenho até constrangimento de dizer em que igreja, porque minha igreja é você, estarmos, juntos, a Eclésia no pensamento de Jesus, lá na Cesaréia, quando pela primeira vez disse: "Eu vou edificar a Igreja". É isso aí, é a vida, é o trabalho, é a família, caminhada. Quando as pessoas estão juntas, mesmo que não pensem da mesma maneira é uma igreja, é uma comunidade holística. Agora, sou de formação Calvinista, sou pastor presbiteriano, lá em Cobacabana, já há 43 anos, sem sair da igreja. Meus pais eram missionários lá em Mato Grosso, onde eu nasci, morei na Inglaterra, um período na França e estou no Rio de Janeiro há 26 anos, pastoriando a Igreja Presbiteriana Bethesda.

Fátima: É verdade que o senhor acredita em Reencarnação?

Nehemias: Olha só, muito grato pela pergunta. Até o ano de 546, no Concílio de Calcedônia, o Espiritismo fazia parte dos canônes da Igreja. Depois, por discussões mais administrativas e menos teológicas, foi banido do canône oficial e hoje a doutrina espírita, para a maioria dos pressupostos evangélicos, porque assim, numa confusão chamar de evangélicos só os crentes entre aspas, né? Evangélico é quem anuncia a Boa Nova. Então, eu sou professor de Teologia Bíblica e de Ciências Bíblicas. É meu livro de cabeceira. No estudo da Bíblia, as evidências da Reencarnação são assim incontestáveis, e eu acho que o Espiritismo é a mais caudalosa vertente do Cristianismo, pelas idéias. Você encontra, tanto no Antigo como no Novo Testamento, evidências claras da Reencarnação, isto é, do prosseguir da vida. Tanto Pedro, o pressuposto grande apóstolo Pedro, fala na sua segunda encíclica, no final da Bíblia, fala sobre a existência do espírito após a morte e nesta evolução do ser humano. E também São Judas, o apóstolo de Cristo, na sua epístola final, também fala sobre o mesmo tema. Então, sou uma pessoa estudiosa, aberta. Eu não tenho muros de espécie alguma. Eu tenho uma visão holística e aprendo muito com meus amados irmãos espíritas. Eu tenho um livro "Transcendência e Espiritualidade", onde abordo mais diretamente o assunto. Estou crescendo assim, nesta área e num certo diálogo. Tem algumas coisas que eu não entendo, pelos meus limites bíblicos e culturais, como também não entendo o próprio Cristo. Como vou compreender plenamente Allan Kardec?

Fátima: O senhor já manifestou este ponto de vista reencarnacionista na sua igreja?

Nehemias: Ah, sim, sim. A minha comunidade é uma igreja grande. Somos cerca de 350 congregados, tem cinco pastores, é um colegiado pastoral, além do livro. O livro é público, editado aí. Eu tenho participado de revistas. Por exemplo, no começo do ano a Revista Espírita Allan Kardec publicou uma síntese do pensamento meu, a respeito. A igreja ouve-me, aceita. Eu sou o pastor titular. Somos cinco pastores, mas estou ali, orientando a igreja, neste sentido. Eu não tenho nada de secreto na minha vida pastoral.

Fátima: Qual a receptividade do público de sua igreja, em relação ao seu conceito reencarnacionista?

Nehemias: Bem, a igreja, ela me aceita plenamente, mas eu tenho a impressão de que não só sobre o meu aspecto filosófico, teológico, doutrinário sobre o Espiritismo, mas em outros também. Porque eu, pessoalmente, Nehemias Marien, sou uma espécie de espinho de peixe na garganta da minha própria igreja, mas aceitam e vão atrás. Como diz o Mestre: "O pastor vai à frente do rebanho e o rebanho o segue, porque conhece a voz do seu pastor". Não segue em frente, mas segue a mim, mesmo que me engulam, vamos dizer assim goela abaixo, por não entenderem bem minhas nuances teológicas e espirituais, eles me aceitam. A gente vive num amor perfeito. Lá na minha igreja, pregou Libórni Siqueira, que é desembargador, um grande espírita. O Gérson Azevedo, que é ex-presidente da Federação Espírita do Rio de Janeiro. Vários espíritas pregando na Igreja. Não vão lá visitar, não. É subindo ao púlpito. É um púlpito bonito, mais alto. Usam até toga e se não quiser fardamento, ficam como estão, elegantemente vestidos e pregam lá. Então é uma igreja aberta.

Fátima: Já que o senhor acredita na Reencarnação, o que o faz continuar professando a teoria presbiteriana?

Nehemias: Olha, eu estou presbiteriano. Eu até não gosto muito desta palavra "presbiteriano", porque Calvino, João Calvino, que é o estruturador do pensamento teológico protestante, ele bebia muito lá na Idade Média. Mandou crucificar na maneira de falar, mandou queimar vivo Serventus, um médico, porque discordava dele. Criou uma doutrina chamada "Doutrina da Predestinação". Eu bato de frente contra isso. Agora eu estou lá, porque acho que estamos num "pool" de idéias e a minha cabeça é holística. Assim, vamos dizer, Nehemias Marien, teológica e pastoralmente, é um caleidoscópio. A beleza do caleidoscópio é exatamente ter vidros quebradinhos, bonitos e funcionais, com figuras geométricas de grande dimensão espiritual.

Fátima: O senhor já estudou a Doutrina Espírita?

Nehemias: Eu tenho o livro O Evangelho Segundo o Espiritismo e vários livros de Allan Kardec.

Fátima: E qual a sua opinião sobre a Doutrina Espírita?

Nehemias: Eu acho que o Espiritismo é o mais caudaloso afluente do Cristianismo. Considero a Bíblia como o mais antigo livro de psicografia e mediunidade. Eu acho que Jesus era o médium perfeito, e que a mentalidade kardecista todos nós a temos.

Fátima: Sobre a mediunidade, pastor, o que o senhor diz?

Nehemias: Olha, nós todos somos médiuns. Queiramos ou não. É uma questão de reconhecer, constatar e disciplinadamente desenvolver. Agora, há muitos preconceitos. Nossa cabeça é assim muito cheia de preconceitos, conceitos não, mas preconceitos temos demais. Então, eu acho o seguinte: eu, a respeito da mediunidade, até agora, estou sentindo... (emociona-se e chora). Eu acho que o verdadeiro servo de Deus é um médium. Ele não fala de si. Vamos dizer, entre aspas, traduzindo sentimentos, é uma incorporação espiritual. Ele não é dono dele, é um veículo, um canal. O importante é a mensagem que transmite.

Fátima: E quanto à comunicabilidade com os Espíritos, o que o senhor diz?

Nehemias: É isso que eu estava tentando passar. Eu tenho, até não entendo bem este espírito meu, mas eu tenho a impressão de que é uma índia, minha Biquara, mãe de minha mãe, minha avó Joana. Eu sinto assim, uma certa colocação, uma certa energia dela para mim. Todas às vezes em que eu abro o texto sagrado, para as homílias, as pregações, os sermões, sinto que estou fora de mim. Eu admito esta transcendência da Espiritualidade, esta invasão do Céu no coração humano, através da mediunidade.

Fátima: Como o senhor encara os sucessivos ataques de pastores ao Espiritismo?

Nehemias: Bom, como eu diria, nossos amados irmãos são aliados. Estamos todos no mesmo barco, mas eles fazem parte da artilharia. O artilheiro é o soldado, que vem lá atrás. A infantaria somos nós, a Doutrina Espírita, aqueles que vão lá para frente. A artilharia, ao abrir espaço à frente, solta as bombas, mas são muito ruins de cálculos matemáticos, erram os cálculos e acabam dizimando os próprios aliados. É o que acontece, criticando o Espiritismo, que está na mesma dimensão espiritual. Eu os chamo, vamos dizer assim, de bonsais espirituais, aquela plantinha que não cresce. Lá em Tóquio vi todo um horto só de bonsai, bonitos, mas não se desenvolveram espiritualmente. Estes que atacam nossos irmãos espíritas e outras tradições, com as quais não concordam, são uma espécie de pitibus. Eu acho que os ventos contrários firmam raízes de árvore e o avião sobe mais alto. Acho que é como burilando um diamante, que vira brilhante.

Fátima: Em sua opinião, qual seria o caminho mais eficiente para a Humanidade seguir em direção ao Ecumenismo?

Nehemias: Eu penso Mimo Melânquico, o grande reformador do século XVI. Ele tem uma fórmula e diz assim: "Unidade absoluta, naquilo que é essencial, o amor, por exemplo. Liberdade absoluta em tudo que é duvidoso e caridade em todas as coisas". Acho que este é o caminho do Ecumenismo.

Fátima: O que o senhor acha de Chico Xavier?

Nehemias: Chico Xavier é um nome-legenda da espiritualidade, nacional e mundial. Eu tive o privilégio de estar com ele duas vezes. Fui fazer uma série de conferências do Rio à Brasília. Viajei de carro e propus ao meu amigo levar-me em Uberaba. Oramos juntos. Olha, Chico Xavier e Dom Hélder Câmara são pessoas que me fizeram muito bem pela prece a meu favor. Rogo a Deus que este ícone da Espiritualidade, que o Mundo todo respeita, tenha assim muitos, muitos e muitos privilégios desta bênção inaudita de transbordar a Espiritualidade como ela vem fazendo pelo santo Chico Xavier.

Fátima: Espaço aberto para sua mensagem final.

Nehemias: Rogo a Deus que haja uma nova consciência no ser humano, e que é difícil abrir ao espírito. Ele, como vento, sopra onde quer, já que aqui a vida é grande Pentecostes. Que Deus abençoe os irmãos e irmãs, grandes e pequenos, que participam desta festa eucarística do Programa Nova Consciência.

(Entrevista realizada por Fátima Farias / CONSCIÊNCIA ESPÍRITA - CONSCIESP 2002 - João Pessoa, PB).

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