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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O que é o espiritismo?


O QUE É O ESPIRITISMO?

ALLAN KARDEC

Preâmbulo

 

As pessoas que têm apenas um conhecimento superficial do Espiritismo são

naturalmente levadas a manifestar certas dúvidas que, por certo, um estudo completo

da Doutrina lhes daria a solução; mas falta-lhes o tempo, e muitas vezes

a vontade, para se dedicarem a seguidas observações. Muitas desejariam, antes

de tentar essa tarefa, pelo menos saber do que se trata e se vale a pena dela se

ocuparem. Então, pareceu-nos útil apresentar, numa forma resumida, algumas das

questões fundamentais que nos são diariamente endereçadas; para o leitor isso

será uma primeira iniciação, e, para nós, o tempo ganho por não termos de repetir

constantemente a mesma coisa.

O primeiro capítulo contém, sob a forma de conversação, respostas às objeções

mais comuns apresentadas por aqueles que ignoram os primeiros fundamentos da

Doutrina, assim como a refutação dos principais argumentos dos seus contraditores.

Essa forma nos pareceu a mais indicada porque não tem a aridez da

forma dogmática.

O segundo capítulo é consagrado à exposição sumária das partes da ciência

prática e experimental sobre as quais, na falta de um conhecimento completo, o

observador principiante deve colocar a sua atenção para julgar com conhecimento

de causa; ele é, de certa forma, o resumo de O Livro dos Médiuns. Frequentemente

as objeções nascem das falsas ideias que se fazem, a priori, sobre o que não se

conhece. Retificar essas ideias é prevenir as objeções e este é o objetivo deste

pequeno escrito.

O terceiro capítulo pode ser considerado como o resumo de O Livro dos Espíritos;

é a solução, pela Doutrina Espírita, de um certo número de problemas de

ordem psicológica, moral e filosófica, do mais alto interesse, que diariamente se

apresentam e aos quais nenhuma filosofia deu, até agora, soluções satisfatórias.

Que alguém procure resolvê-los por qualquer outra teoria, sem a solução que lhes

fornece o Espiritismo, e verá quais são as respostas mais lógicas e que melhor

satisfazem à razão.

Este resumo não é útil somente aos principiantes — que nele poderão colher

em pouco tempo, e economicamente, as noções mais essenciais — mas também

aos adeptos a quem fornece os meios de responder às primeiras objeções que não

deixarão de lhes fazer, e, além disso, porque nele encontrarão reunidos, numa forma

reduzida e sob um mesmo rápido olhar, os princípios que jamais devem perder

de vista.

Para responder desde agora, e de uma forma sumária, a questão formulada no

título deste opúsculo, diremos que:

 

O Espiritismo é, ao mesmo tempo, uma ciência de observação

e uma doutrina filosófica. Como ciência prática, ele consiste

nas relações que se podem estabelecer com os espíritos;

como filosofia, ele compreende todas as consequências morais

que decorrem dessas relações.

Pode-se defini-lo assim:

O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, da origem

e do destino dos espíritos, e das suas relações com o

mundo corporal.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

A EDUCAÇÃO DO MÉDIUM


A EDUCAÇÃO DO MÉDIUM


A educação da mediunidade é um trabalho que começa antes da reencarnação, continua na encarnação e prossegue na vida após o desencarne. Mas enquanto está nesta dimensão, o médium tem como necessidade primeira evangelizar a si mesmo.

Haverá um tempo previsto para a educação do médium? Tempo não há, pois a mediunidade é trabalho para muitas reencarnações na existência do espírito. Na verdade, esta faculdade, em suas mais variadas ramificações, está presente em todos os homens. Todavia, é após o desabrochar na existência atual que o trabalho se efetiva com mais intensidade e, a partir daí, não deve mais parar ou estacionar, sob a possibilidade de um recomeço muito mais árduo e penoso. Sabemos que a faculdade, estando presente em nós, deve eclodir sozinha, mas isso não quer dizer que não possamos trabalhar na modelação de nosso espírito por meio das atividades evangelizadoras, na doação fraternal de atendimento aos irmãos necessitados. Identificados os sintomas que caracterizam a faculdade mediúnica, cabe ao sensitivo o dever de educá-la. Somente ele é capaz de se qualificar nessa condição; nenhum sinal externo pode chamar a atenção do observador, a fim de apontar as pessoas que sejam possuidoras de mediunidade. Mesmo sabendo que a mediunidade é uma faculdade originária no espírito e que se exterioriza através do organismo físico – não apresenta síndromes externas – e mesmo quando algumas destas possam tipificar sua presença, tal conclusão jamais poderá ser infalível.
Propiciando a interferência dos desencarnados na vida humana, a princípio, a mediunidade gera estados particulares na emotividade, porque mais facilmente se registram a presença e o envolvimento de seres negativos ou perniciosos; a irradiação das suas energias produz esses estados anômalos, desagradáveis, que podem ser confundidos com problemas patológicos. Porém, o sensitivo é constantemente chamado para a observação dessas manifestações consigo mesmo, por surgirem em momentos menos próprios ou aparentemente sem causas desencadeadoras. O orientador espírita deve ser capaz de convencê-lo de que o exercício correto da mediunidade não oferece perigo algum a quem quer que seja.

 Nenhum sinal externo pode chamar a atenção do observador, a fim de apontar as pessoas que sejam possuidoras de mediunidade
Se observarmos o livro O Consolador, por Emmanuel, através de Chico Xavier, nas perguntas 387 e 388, poderemos verificar a grande importância que devemos dar a esses mecanismos de elevação que a natureza nos concede:
387 - Qual a maior necessidade do médium?
- A primeira necessidade do médium é evangelizar-se a si mesmo antes de se entregar às grandes tarefas doutrinárias, pois, de outro modo, poderá esbarrar sempre com o fantasma do personalismo, em detrimento de sua missão.
388 - Nos trabalhos mediúnicos temos de considerar, igualmente, os imperativos da especialização?
- O homem do mundo, no círculo de obrigações que lhe competem na vida, deverá sair da generalidade para produzir o útil e o agradável, na esfera de suas possibilidades individuais. Em mediunidade, devemos submeter-nos aos mesmos princípios. A especialização na tarefa mediúnica é mais que necessária e somente de sua compreensão poderá nascer a harmonia na grande obra de vulgarização da verdade a realizar (a resposta não está em sua totalidade).
Observando bem estas orientações de Emmanuel, vamos ver que o empenho é necessário para o engrandecimento da faculdade, e esse empenho é contínuo na escalada a desempenhar.
Mas, ainda assim, poderíamos nos perguntar: o que é educação ou desenvolvimento da mediunidade? Responderíamos: É o conjunto de ações educativas direcionadas para o exercício correto da mediunidade, educação essa que não se prende às quatro paredes do templo espírita. Mas vai além, no envolvimento das orientações basilares do Mestre, quando diz: “Orai e vigiai, no que concerne às nossas imperfeições, como também nossas ações ainda perniciosas. E vai e não peques mais, para que não te suceda coisa ainda pior”. Diz respeito à mudança de estrutura mental, vibracional e de ação no bem, pois o Mestre não somente diz que deixemos de praticar o mal, mas que pratiquemos, acima de tudo, o bem. Principalmente, modificando a condição interpretada por nós do grande Amor – terapia legada por Jesus para todos nós: não fazer ao próximo aquilo que não queremos para nós. Ao modificar a estrutura negativista desta frase, temos: faça ao próximo aquilo que queres para ti mesmo. Identificamos nossa verdadeira missão como cristãos em qualquer tarefa, transformando essas tarefas, desde as mais simplórias, em tarefas redentoras pela ação do Amor.
A educação da mediunidade é um trabalho para toda a vida. Começa antes da reencarnação, continua nela e prossegue no além-túmulo.
Há uma grande necessidade de amparo ao candidato ao mediunismo – na presença de problemas psíquicos, emocionais e físicos – recebendo, na casa espírita, orientações de cunho doutrinários. Antes da entrega do neófito ao exercício mediúnico, é necessário que ocorra uma harmonização espiritual.
É importante que seja levado ao conhecimento do médium principiante que, na fase inicial, é natural o surgimento de um clima psicológico inconstante, de altos e baixos. Isso é compreensível, uma vez que a mediunidade propicia a interferência dos desencarnados na vida humana de forma mais próxima. E, geralmente, são seres envolvidos com o mal ou com atos perniciosos, transmitindo assim a irradiação de suas energias, produzindo sensações anômalas, desagradáveis, que perfeitamente podem ser confundidas com problemas patológicos. Tudo isso deve ser bem esclarecido ao irmão que se propõe para a nova tarefa. Segundo Erasto, em O Livro dos Médiuns (capítulo XXII, item Segundo Erasto, em O Livro dos Médiuns (capítulo XXII, item 236), “Médium é o ser, é o indivíduo que serve de traço de união aos espíritos, para que estes possam comunicar-se facilmente com os homens”.

 É importante que seja levado ao conhecimento do médium principiante que, na fase inicial, é natural o surgimento de um clima psicológico inconstante, de altos e baixos... Isso é compreensível 

O médium tem, como condição primordial, o estudo, para a busca de compreensão da sua faculdade e do conhecimento da natureza dos espíritos que utilizam sua faculdade mediúnica para um contato mais próximo com os encarnados. O estudo traz ao médium uma condição mais segura de trabalho pois, consciente e entendedor de sua faculdade, ele vai trabalhar colaborando ainda mais com os técnicos espirituais responsáveis pela atividade mediúnica que frequenta. E, com a segurança obtida com o estudo, ele sintoniza melhor com os mentores, como também poderá envolver os comunicantes para que se portem ordenadamente, e não como muitos que chegam transformando as reuniões em perfeitas confusões.
Nesse estudo profundo que o médium deverá realizar em sua caminhada, ele se defrontará com a necessidade de se conhecer, cumprindo-lhe ao mesmo tempo conhecer as qualidades que deve procurar desenvolver em si, assim como os hábitos viciosos e os obstáculos que podem embaraçá-lo no desempenho de sua tarefa. Para uma auto realização, é necessário o exame permanente de consciência a fim de conhecer sempre, a todo momento, o estado da própria alma.
A mediunidade é, sem dúvida, poderoso instrumento que pode se converter em lamentável fator de perturbação, tendo em vista o nível espiritual e moral daquele que se encontra investido de tal recurso; ela não é uma faculdade portadora de requisitos morais. A moralização do médium liberta-o das influências dos espíritos inferiores e perversos, que se sentem impossibilitados de maior predomínio.
Cada dia, o medianeiro se defrontará com sensações novas e viverá emoções que lhe cabem verificar, de modo que possa treinar o controle pessoal, estabelecendo uma linha demarcatória entre a sua personalidade e as personalidades que o utilizam psiquicamente, até mesmo auxiliando-as nas comunicações.
A compreensão das Leis dos Fluidos, isto é, a identificação fluídica entre o médium e o espírito, constitui fator de altíssima importância para uma comunicação harmônica. Se eles são contrários, se essa relação fluídica se repele, a comunicação mediúnica vai se processar com dificuldades, e o médium deve estar ciente disso.
Enfim, a educação mediúnica é para toda a existência, pois à medida que o medianeiro se torna mais hábil e aprimorado, melhores requisitos ele tem à sua disposição para a realização do ministério abraçado.
Buscando novamente o grande manancial de informações, que é O Livro dos Médiuns, na segunda parte, no capítulo XVII, item 211, Formação dos Médiuns, verificamos: “O escolho da maioria dos médiuns iniciantes é ter relações com espíritos inferiores, e devem se considerar felizes quando são apenas espíritos levianos. Toda a sua atenção deve tender a não lhes deixar tomar pé, porque uma vez ancorados não é sempre fácil desembaraçar-se deles. E um ponto tão capital, sobretudo no início, que sem as preocupações necessárias, pode-se perder o fruto das mais belas faculdades”.
Na verdade, o empenho do médium em se moralizar deverá fazer parte do processo de sua auto educação, sintonizando profundamente com as palavras do Cristo: “Conhecereis a verdade e ela vos libertará”.
Por isso, a meta prioritária é a criatura conhecer a si mesma; é preciso permanente exame de consciência, com o fim de se conhecer sempre, em todos os atos praticados por nós. Conhecendo-nos um pouco mais poderemos, com maior facilidade, nos dedicar sem medos ao exercício. O estudo que visa à identidade dos espíritos fala bem alto no processo de educação do médium.

Nenhuma teoria se concretiza bem sem o exercício, sem o trabalho. Podemos ver isso seguindo a orientação dos espíritos que auxiliaram Kardec na Codificação, em O Livro dos Espíritos, pergunta 625: “Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem para lhe servir de guia e modelo?” Jesus, é a resposta. Seguindo esse grandioso modelo, verificamos que seus ensinamentos não ficaram sem o aval de sua exemplificação, traçando a base de suas orientações, que nos norteiam até hoje.
Estando a mente vazia, com os pensamentos infelizes à vista, é necessário o trabalho ativo e o preenchimento de nossa mente com coisas edificantes. Assim, é imprescindível enriquecer nosso pensamento, incorporando a ele os tesouros morais e culturais, os únicos que nos possibilitaram direcionar a luz que é jorrada do mais alto para nós.
Em toda a parte, existe a cooperação espiritual com o mundo material. Onde há pensamento, há correntes mentais, e onde há correntes mentais, existem associações. E, como sabemos, toda associação é interdependência e influenciação recíproca. Daí, verificamos a necessidade de ter uma vida nobre, trabalho ativo, compreensão fraterna, serviço ao semelhante, respeito à natureza e oração. Tudo isso constitui alguns meios de assimilar os princípios superiores da vida, porque sempre recebemos de acordo com o que damos. E tratando de mudar o ritmo vibracional de nossos pensamentos e, em seguida, de nossos atos, seguramente também vamos sintonizar com maior facilidade os benfeitores que visam ao engrandecimento humano.
Voltando à pergunta do livro O Consolador, pergunta 387: “Qual a maior necessidade do médium?” Resposta: A primeira necessidade do médium é evangelizar-se”. Cabe perguntar a nós mesmos o que significa o termo “evangelizar-se”. Diz-nos André Luiz, em seu livro Missionários da Luz, que "é imprescindível saber que tipo de onda mental assimilamos para conhecer a qualidade de nosso trabalho e ajuizar nossa direção".
A mediunidade é neutra e não basta por si só.
E é ainda André Luiz que nos orienta com bastante clareza no seu livro Nos Domínios da Mediunidade: “Cada médium com a sua mente, cada mente com seus raios, personalizando observações e interpretações, e conforme os raios que arremessamos, erguer-se-á o domicílio espiritual na onda de pensamentos a que nossas almas se afeiçoam”.
Essa energia viva, que é o pensamento, cria em torno de nós forças sutis, criando centros magnéticos ou ondas vibratórias com as quais emitimos nossas situações e recebemos outras. Abriremos comunicação e envolvimento com núcleos e mentes, com os quais nos colocamos em sintonia através de nossos pensamentos.  Onde há pensamento, há correntes mentais, e onde há correntes mentais, existem associações

Em Evolução em Dois Mundos, André Luiz, na página 129, diz: “A aura é, portanto, a nossa plataforma onipresente em toda comunicação com as rotas alheias, antecâmara do espírito, em todas as nossas atividades de intercâmbio com a vida que nos rodeia, através da qual somos vistos e examinados pelas inteligências superiores, sentidos e reconhecidos pelos nossos afins, e temidos e hostilizados ou amados e auxiliados pelos irmãos que caminham em posição inferior à nossa”.
“Isso porque exteriorizamos, de maneira invariável, o reflexo de nós mesmos, nos contatos de pensamentos a pensamentos, sem necessidade das palavras para as simpatias ou repulsões fundamentais”.
Esclarece ainda, no mesmo livro: “É por essa couraça vibratória, espécie de carapaça fluídica, em que cada consciência constrói o seu ninho ideal, que começaram todos os serviços da mediunidade na Terra, considerando-se a mediunidade como atributo do homem encarnado para corresponder-se com os homens liberados do corpo físico”.
Podemos verificar que refletimos o que sentimos e pensamos em nós mesmos, e é essa aura que nos apresenta como verdadeiramente somos. Principalmente reforçando o ditado “A raiva é um veneno que tomamos e esperamos que outros morram”, ou seja, essa mesma raiva ficará impregnada em nós, transparecendo aquilo que sentimos e afetando principalmente o nosso próprio tônus vibratório.
Plasmamos em torno de nós, através da força do pensamento nessas zonas vibratórias que nos constituem, nosso “eu” verdadeiro, e assim somos conhecidos por todos no mundo espiritual, ligando-nos ao bem ou a ignorância.
Envolvemo-nos em uma onda vibratória que modifica nosso tônus de vibração, ligando-nos imediatamente àqueles que conosco comungam os mesmos pensamentos e atos. E, quando dormimos, temporariamente, distanciamo-nos de nossa aparelhagem física, indo ter com os mesmos com os quais nos ligamos mentalmente; aí nos vêm os sonhos temerosos e “pesados”, principalmente no que concerne ao sexo, brigas, mortes, etc. Passamos os dias direcionando energias em prazeres ou pensando fortemente em tais prazeres, dessa forma criando-os fluidicamente, manifestando nossas intenções no mundo espiritual.
Conclamamos nossos irmãos leitores que revisem o livro A Gênese - capítulo XIV, Os Fluidos, item 13, Criação Fluídica - para, numa análise mais profunda, verificarem a importância de nossos pensamentos nessas criações emanadas de nós mesmos.
Lembremos sempre: praticando tanto o bem como o mal, estaremos sempre respirando na mesma faixa, intimamente associados, com as mentes ligadas ao bem ou às trevas.
Conforme já sabemos, o espiritismo não é o "dono" da mediunidade; esta é inerente ao espírito e projetada ao corpo físico, como uma faculdade orgânica. Encontra-se em quase todos os indivíduos, como um meio imensurável de progresso.
Observando algumas palavras de André Luiz, psicografadas por Chico Xavier, poderemos compreender uma poderosa observação feita por esse nosso irmão: “Deus ajuda a criatura através das criaturas”. E completamos: desencarnadas ou encarnadas, ou seja, vamos verificar que o intercâmbio estará presente em todas as etapas da natureza, e em várias e diferentes condições vibracionais.
Entre os espíritos já desencarnados também há médiuns que exercem fraternalmente o labor, facultando que entidades do mais alto, das esferas mais elevadas, possam também trazer palavras de consolo e orientação àquelas que se encontram na retaguarda da evolução, ainda que o meio mais difundido seja o intercâmbio entre encarnados com os desencarnados.
A mediunidade não poderá ser utilizada como uma profissão por aquele que já se encontra revestido por ela pois, como processo de crescimento e purificação do próprio ser em caminhada estagiária no plano em que vive, a mediunidade deve sempre ser precedida pelo amor, pela sintonia, buscando acima de tudo galgar resultados mais profundos.  A raiva é um veneno que tomamos esperando que o outro morra, ou seja, essa mesma raiva ficará impregnada em nós
Vemos a medicina ser utilizada por médicos que objetivam simplesmente o ganho. Todavia, dia chegará em que os médicos utilizarão essa faculdade para o bem maior, provocando assim o aparecimento de uma medicina vibracional bem mais profunda e comprometida com a causa humana; mais envolvida com o amor conseguirá, enfim, tratar do ser como um todo e não simplesmente como um corpo.
A mediunidade deve ser canalizada para fins nobres, evitando-se transformá-la em motivo de profissionalização ou espetáculos que buscam gerar emoções passageiras.
Independentemente da vontade de seu possuidor, funciona quando acionada pelos espíritos que a manipulam, sendo, portanto, credora de assistência moral.
Sabemos que todos somos médiuns, pois todos sofremos influências dos espíritos e, na seara do Cristo, há muitas mediunidades. E ainda que não sejam ostensivas, não são menos importantes.
Se por enquanto não temos em nosso quadro de tarefas a mediunidade ostensiva, sejamos então médiuns do bem, das palavras de carinho, do consolo, da ajuda, do bom conselho, da caridade, pois mesmo aí estaremos sendo  envolvidos por aqueles do lado invisível que também trabalham para o engrandecimento da humanidade e o consolo dos corações aflitos.(FONTE:REVISTA ESPIRITISMO &CIÊNCIA-ED.17)

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Depressão, uma visão espírita


Depressão, uma visão espírita


 


Desde passado longínquo autoridades médicas e psicológicas têm buscado explicações para os estados depressivos, considerando apenas como estado mórbido. Será apenas distúrbio somático, decorrente de síndromes nervosas?


Mais recentemente já se começo a pensar que a depressão, causas e consequências poderiam ter outras configurações, a partir de estudos até mesmo do comportamento humano.


Não haveria também causas espirituais? Dizemos espirituais e não religiosas, pois qualquer nome que se dê, sabemos que o corpo humano é constituído do corpo e alma (espírito),sem contar que a doutrina espírita encontra um outro componente, o perispírito.


Como objeto de estudos dentro da doutrina espírita fomos buscar em renomados autores encarnados, especialistas quanto ao mecanismo da mente e nos desencarnados como forma de conhecer a visão Espírita da depressão.


O ponto de partida é um texto extraído do Boletim da Associação Médico-Espírita do Estado do Espírito Santo, de autoria do médico Dr. Wilson Ayub Lopes, que buscou em obras espíritas elementos para seu artigo “A DEPRESSÃO NA VISÃO ESPÍRITA’.


A leitura desse texto, demonstra bem a conceituação médica da depressão, enriquecida com preciosos esclarecimentos de espíritos evoluídos registrados na bibliografia doutrinária., concluindo pelo nexo causal entre moléstia e pertubação do espírito. Vamos então procurar uma síntese de informações para se entender como o mundo espiritual pode ter influências no surgimento de depressões, nas suas variadas manifestações.


Claro, óbvio , que a primeira obra seja o EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, de Allan Kardec, na tradução de J. Herculano Pires.


Os elementos que coligimos fomos buscar no Capítulo V – Bem aventurados os aflitos…, o que já nos prenuncia um estado espiritual para um grande número de depressões a que os seres humanos estão sujeitos.


O que são aflições? São alterações do modo de vida que se transformam em vicissitudes, que têm uma causa justa e considerando que Deus é justo, a causa é, por conseqüência, justa.


Segundo Kardec, essas vicissitudes tem duas causas distinta, podendo ser originária da vida presente ou de outras vidas.


Porque a ligação de vicissitudes com depressão? Simplesmente porque, segundo o Dr. Ayub, a depressão decorre ou é “uma alteração do estado de humor, uma tristeza intensa, um abatimento profundo”.


E Kardec complementa que as vicissitudes são as aflições de que a pessoa é tomada, as decepções, as frustrações, enfim, vários acontecimentos que deprimem o estado de espírito, como se costuma dizer em linguagem mais accessível


A quem cabe a culpa por essas aflições? Kardec responde que “cabem senão a si mesmo”, pois por orgulho ou falta de conhecimento, atribuem à falta de sorte, à Providência, sua má estrela, sem pensar que sua má estrela é sua própria falta de compreensão.


Segundo o Dr. Ayub, a depressão se apresenta sob três formas, decorrentes do fenômeno causal. Algumas são comportamentais, outras advem de um estado mórbido e ainda as que fogem ao controle do homem, são de caráter imponderável, e ocorrem dentro da misericórdia divina: a perda de um ente querido, um acidente fatal, reveses da fortuna, flagelos naturais.


Muitas vezes a depressão decorre de um sentimento de culpa ou de arrependimento, sendo estes casos diretamente decorrentes da ação ou omissão do homem.


Analisando a depressão originária de vidas passadas, se o espírito encarnado volta a deixar de cumprir seus compromissos dentro do seu livre arbítrio; escolhida a ação, depois se arrepende e fica com a consciência culpando-o, talvez até mesmo por vislumbres de lembranças do passado.


Não foi o que ocorreu com Pedro e com Judas? Ambos se arrependeram e caíram num estado depressivo, do qual só a fé e a força de vontade podem tirar desse estado.


Vimos que Pedro se arrependeu, pediu perdão, e se reabilitou perante Cristo, o que não conseguiu Judas Iscariote.


Este, deprimido e arrependido viu no suicídio a única forma de se redimir do seu erro. Aqui vale uma pergunta não propriamente dentro do tema, mas para reflexão: essa sua traição não estaria dentro dos desígnios de Deus, pois com todo Seu poder poderia ter evitado a prisão de Jesus? A nós parece que estava escrito!


Segundo pesquisadores, a depressão se apresenta sob formas diferentes, com intensidade e/ou duração variáveis. E também que todo depressivo, em regra geral é triste, mas a recíproca não é verdadeira.


Porque estamos defendendo a posição, com certeza com boas companhias, de que a depressão em muitos e muitos casos pode ser consequência de uma causa espiritual?


Não nos disse Jesus, “no mundo tereis aflições..?”


Vamos também transcrever um trecho de Kardec:


“O Espiritismo é a ciência nova que vem revelar aos homens, por meio de provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e suas relações com o mundo corpóreo. Ele no-lo mostra, não mais como coisa sobrenatural, porém, ao contrário, como uma das forças vivas e sem cessar atuantes da Natureza, como a fonte de uma imensidade de fenômenos até hoje incompreendidos e, por isso, relegados para o domínio do fantástico e do maravilhoso. É a essas relações que o Cristo alude em muitas circunstâncias e daí vem que muito do que ele disse permaneceu ininteligível ou falsamente interpretado. O ESPIRITISMO É A CHAVE COM O AUXÍLIO DA QUAL TUDO SE EXPLICA DE MODO FÁCIL (Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo I).


Porque não buscarmos na luz da Doutrina o que o Espiritismo e os espíritos evoluídos e benfeitores dos encarnados sob a proteção de Jesus, pode dar a propósito do tema?


Nós, espíritas convictos, sabemos que a reencarnação é a chave que recebemos da Misericórdia Divina para o aperfeiçoamento do nosso Espírito, e nesse caminho encontramos sempre os Espíritos que nos amam e se preocupam com o nosso estado corpóreo e espiritual. São Bons Espíritos que nos acompanham, nos dão assistência sempre e, principalmente, nos fortalecem intuindo para o caminho do êxito na missão.
Assim, todo encarnado deprimido vai encontrar na Doutrina excelente aliada para recuperação da sua saúde . Basta querer encontrar o remédio certo, na medida certa, e na hora certa.



De: Nery Porchia


 

segunda-feira, 4 de março de 2013


·         Mensagem

Entrevista com Divaldo

 
 
 
 

 

 
Entrevista com Divaldo - 2009
 
ADEP - Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal

http://www.veg11.com.br/site/entrevista-com-divaldo

ADEP/JDE – Como é que se deve dar o auto-passe, por exemplo, se eu estou necessitado, estou obsidiado, ou perturbado, se eu vou dar o auto-passe eu não me vou auto-perturbar na mesma?
Divaldo – Não, porque vai criar a condição necessária mediante a oração.
Para você poder aplicar-se o auto-passe, irá concentrar-se, orar, e enquanto realiza esse mister desvincula-se do psiquismo negativo e, nesse momento revigora-se.
As suas energias, como numa auto-hemoterapia, irão auxiliá-lo no refazimento.
No meu caso, porque estou sempre junto a muitas pessoas, quando me sinto indisposto, recorro a esse maravilhoso expediente autoterapêutico.
Noutras ocasiões, solicito a Nilson que me aplique a bioenergia, quando nos encontramos juntos, ocorrendo com ele o mesmo, o que nos ajuda a manter o equilíbrio e o bem-estar.
 
ADEP/JDE – (…) é no sentido dos ponteiros do relógio ou ao contrário?
Divaldo – No sentido dos ponteiros do relógio.
Após o que eu denominaria, embora com imprecisão, como sendo uma limpeza psíquica, concentro-me nos plexo coronário e cardíaco, logo conseguindo a recuperação anelada.
 
ADEP/JDE – Olhe Divaldo, se os espíritas são a minoria porque é que sofrem tanto o assédio dos Espíritos inferiores?
Divaldo – Porque aqueles Espíritos inimigos foram nossas vítimas, e vendo hoje o nosso esforço para melhorarmos moralmente, agridem-nos a fim de manter-nos na retaguarda onde se encontram.
Um número expressivo de espíritas, é constituído de cristãos que falimos e que geramos situações embaraçosas, infelicitando muitas vidas, de forma que essas vítimas tornaram-se nossos adversários e não nos desculpam o mal que lhes fizemos.
 
ADEP/JDE – Então não é pela grandeza, vá lá, da Doutrina Espírita mas sim por uma perseguição pessoal?
Divaldo – Exatamente.
Porque eles vêm para a cobrança e sabem que o Espiritismo representa tudo de libertador, e que, se nos afeiçoarmos à doutrina, servindo-a com abnegação eles nos perdem, entregando-se, desse modo ao infeliz tentame de prejudicar-nos.
 
ADEP/JDE – Com o avanço tecnológico destes últimos cem anos é esperado que a tecnologia no Além pelo menos esteja igual, ou superior, não é?
Se assim for, podemos dizer que as obsessões deixaram de ser pessoais, isto é, o obsessor andar atrás de outro e passar a haver obsessões eletrônicas?
Divaldo – Eles usam muitas técnicas e utilizam de recursos que antes não conhecíamos, portanto, não sabendo precatar-nos.
Desse modo, já os utilizavam, só que os ignorávamos, porque nos faltavam esclarecimentos próprios.
Muitos casos, por exemplo, de auto-obsessão decorrem de chips colocados no cérebro perispiritual, resultando na hipnose por uma voz monótona, repetitiva, levando o indivíduo a certos estados psicopatológicos com o tempo; outras vezes, eles utilizam a ressonância magnética.
Ao invés de ficarem ao lado, enviam ondas mentais sucessivas.
As mesmas vêm em nossa direção e se encontram resistência não nos afetam, mas isso raramente ocorre.
Com o tempo, porém, a sua insistência como que vai gastando o campo defensivo até sermos alcançados, passando a sentir-lhes as idéias infelizes, assim estabelecendo-se o vínculo que abre espaço ao intercâmbio doentio.
 
ADEP/JDE – E como é que os trabalhadores espíritas se podem preparar para combater essas obsessões, esses trabalhos?
É só confiar na equipe espiritual?
Divaldo – Não.
Têm que fazer o esforço de deter-se numa auto-análise a respeito da própria conduta.
Encontramos essa diretriz na resposta que os Mentores deram à questão de n° 919, conforme exarada em O Livro dos Espíritos, lutando, sem cessar para superar as más inclinações e fazer todo o bem possível.
Se, por exemplo, me dou conta de que estou muito interessado numa coisa que não me é normal e que me pode trazer danos, eu reflexiono que essa ocorrência pode ser uma inspiração negativa.
Então eu procuro diluí-la, substituindo esse tipo de pensamento por um outro edificante.
Os cuidados com a mente, as palavras e os atos devem ser constantes.
 
ADEP/JDE – Vigilância.
Divaldo – Vigilância, sim, sem cessar.
 
ADEP/JDE – Uma pergunta, Divaldo, Infante D. Henrique é o guia de Portugal, não é?
Porque é que ele se chama Helil?
Divaldo – Eu tenho a impressão que o nome procede de uma tradição do mundo espiritual, na condição de membro dos primeiros colaboradores de Jesus na construção das sociedades terrestres, sendo uma designação muito especial, e que não foi física, a ele dada, talvez, pelos Espíritos nobres.
 
ADEP/JDE – E o Infante D. Henrique não reencarnou desde que foi Infante D. Henrique?
Divaldo – Acredito que não.
Ele veio com a missão especial de alargar os horizontes do mundo e de desenhar para Portugal a missão do país dos navegantes mais notáveis de todos os tempos...
 
ADEP/JDE – Então era um Espírito muito evoluído.
Divaldo – Sem qualquer dúvida, sim.
 
ADEP/JDE – A Rainha Santa Isabel, desde que foi rainha também não voltou a encarnar?
Divaldo – Segundo a informação que tenho do mundo espiritual, não, porque ela atingiu um estado de completude.
A sua vida foi tão notável, que não deixou débitos morais para futuros resgates.
As emoções nobilitantes foram-lhe tão superiores que ela não precisou mais de retornar.
Espíritos desse nível podem retornar nestes ou nos dias do futuro, no período de regeneração, para promover a sociedade de maneira mais rápida, digamos que num salto quântico.
 
ADEP/JDE – Ela é o guia do movimento espírita?
Divaldo – Acredito que sim, mas não apenas do movimento espírita...
 
ADEP/JDE – Lá na organização do mundo espiritual cada país tem um guia?
São subordinados de quem?
É tipo presidente da república e cada cidade tem um governador?
Divaldo – Seria mais um conselho de administradores dos povos.
Cada um deles estaria vinculado a um povo sob a presidência de Jesus, como numa grande empresa, em que Jesus é o presidente e os outros são chefes de departamentos...
 
ADEP/JDE – Os Apóstolos estão reencarnados na Terra ou estão “santificados”?
Divaldo – Os Apóstolos continuam trabalhando.
Daquilo que sabemos, Judas teve a sua última reencarnação como Joana d’Arc, João Evangelista como Francisco d’Assis.
De alguns outros não temos informações confiáveis, porém eles continuam no Colégio Apostólico trabalhando pela construção do mundo novo sob a égide de Jesus.
 
ADEP/JDE – 2012 é um ano mágico? Segundo as tradições Maias e outras, parece que vão acontecer muitas coisas, terremotos, tsunamis.
Divaldo – Eu confesso que não acredito.
Porque é provável que os Maias hajam parado o seu calendário por qualquer circunstância que nos escapa.
A humanidade gosta muito de tragédias, de fenômenos físicos dolorosos, de apocalipses e desgraças.
Os Espíritos nobres afirmam que essas profecias não podem ter data fixa, porque dependem muito do livre-arbítrio da sociedade.
Se nós prosseguirmos em determinadas circunstâncias acontecerão tais ou quais ocorrências, mas se mudarmos para melhor acontecerão outras.
Então, o ano 2012 talvez esteja dentro desse cômputo das transformações naturais lentas, porque em todas as épocas temos tido maremotos, tsunamis e outros fenômenos sísmicos tão graves quanto esses que ora se encontram anunciados.
 
ADEP/JDE – A ciência vai descobrir o Espírito?
Divaldo – Já o descobriu em diversas ocasiões através de diversos cientistas, que optaram porém, em dar-lhe outra denominação.
Por exemplo, o Dr. Firsoff, inglês, declarou: «O espírito, para mim, é um ser de interação universal, semelhante à eletricidade e à gravidade, que pensa.»
Utilizando-se da palavra inglesa Mind, afirmou que o mesmo é constituído de mindons, de corpúsculos.
Portanto, um astrofísico dessa talha fazer tal afirmação, é a constatação da descoberta do Espírito.
O Dr. Rupert Scheldrak, que é um notável biólogo, autor dos campos "morfogenéticos", muito criticado na época (o que não lhe tira o valor de pesquisador honesto e respeitado por outros), quando apresentou a sua tese, também conseguiu constatar que existe no universo uma força oculta.
De igual maneira, diversos outros estudiosos lograram encontrar o Espírito.
 
ADEP/JDE – A transcomunicação instrumental praticamente não evoluiu desde os anos sessenta.
Quer dizer, há assim uns fatos, mas vá lá, não há uma coisa mais aprofundada. Isto deve-se a quê?
À falta de condições ético-morais da humanidade ou estão à espera de novas oportunidades?
Divaldo – Não, eu acredito que não.
Se bem observarmos, o fenômeno espírita veio até à TCI, só que usando os instrumentos da época: a mesinha, a ardósia, a cesta de vime.
Com o advento dos gravadores, da televisão, acreditou-se que se poderia mais facilmente detectar essa realidade nessa área, assim como na virtual.
Mas os passos até então conseguidos não foram muito expressivos.
Que eu saiba hoje são poucos os grupos que estão trabalhando em TCI com os resultados desejáveis, salvadas algumas nobres exceções.
 
ADEP/JDE – Divaldo, há tempos, se não me falha a memória, o Divaldo tinha apontado que por volta mais ou menos de 2050 poderia iniciar-se a época da Regeneração…
Divaldo – Sim, é verdade.
Nessa época já estaremos em um período avançado na condição de mundo de regeneração.
Penso, que esse, é também o conceito defendido pelo Espírito Emmanuel através de Francisco Cândido Xavier.
 
ADEP/JDE – A grande maioria da população não é espiritualista, ou se o é, é boca para fora, não é?
A guerra, o compadrio - (Significado: Proteção injusta ou ilícita, favorecimento.), tráfico de armas, tráfico de pessoas, tráfico de drogas, será a sensação que está tudo num caos.
Falta tão pouco tempo, os espíritas são tão pouquinhos, não vivem um bocado à margem da realidade?
Será que Deus tem outros planos mais assertivos para mudar?
Divaldo – Acredito que sim.
Tenho certeza que as reencarnações, conforme vem ocorrendo, serão massivas e o número de Espíritos nobres que se reencarnarão é muito grande.
Teremos uma espécie de Renascença da beleza, do amor e da verdade...
 
ADEP/JDE – Nessa altura, não é?
Divaldo – Nessa altura, sim, nesses anos próximos.
A partir de 2025 a 2050 teremos o momento da grande transição e, como os Espíritos maus, segundo as tradições, não encontrarão campo vibratório para reencarnar na Terra, irão para planos inferiores.
Haverá uma mudança em breve, graças às gerações que formarão a Era Nova.
 
ADEP/JDE – A Igreja Católica vai acabar?
Divaldo – Não acredito.
Como organização acredito que se adaptará aos novos métodos como vem acontecendo através da História.
 
ADEP/JDE – Emmanuel estará com nove anos, segundo dizem.
Ele vai ser espírita?
Tem uma missão fora do Espiritismo?
Divaldo – Confesso que, a esse respeito, tenho poucas ou quase nenhumas informações que mereçam confiança.
A considerar-se como verdadeiras, acredito que o nobre Espírito desempenhará um papel de alta relevância na sociedade do porvir.
 
ADEP/JDE - A Joanna d’Ângelis segundo lhe disse vai reencarnar por volta de 2015.
Vai ser no Brasil?
Divaldo – Na oportunidade em que abordou o tema, ela não estabeleceu uma data, informando-me que estava sendo programada para renascer no Brasil.
Esclareceu que, terminada a tarefa que desenhou para realizar orientando-me, logo que ocorra a minha desencarnação, ela estará de retorno...
 
ADEP/JDE – Ela disse que vinha ser espírita?
Divaldo – Ela foi religiosa católica, nas próximas anteriores reencarnações, no entanto, nos últimos duzentos anos no Além estudou muito o Espiritismo, fez parte da equipe de o Consolador, e pretende vir na condição de espírita.
 
ADEP/JDE – (risos). Olhe, não sente um friozinho na barriga por ela estar voltando e você ter de partir primeiro?
Divaldo – Não, pelo contrário, sinto-me jubiloso, porque ela constatará como é difícil a existência na Terra...
 
ADEP/JDE – Tem conhecimento de outros Espíritos nobres que estejam voltando, para além dela?
Divaldo – Os Espíritos amigos me esclarecem que várias Entidades superiores que estiveram na Terra nos períodos passados estão preparando-se para retornar, quais estrelas do Céu que cairão sobre o planeta, para fazerem a grande mudança para mundo de regeneração, adotando o comportamento espírita.
 
ADEP/JDE – Quem é que o vai substituir na condição de “Paulo de Tarso” da atualidade ? Raul Teixeira?
Divaldo – José Raul Teixeira é um grande trabalhador, um verdadeiro missionário da seara espírita.
Eu acredito, porém, que cada um de nós tem um tipo de tarefa.
Desse modo, cada qual encerra o seu ciclo de atividades e a Divindade envia novos trabalhadores bem equipados para darem prosseguimento à construção do Bem.
 
ADEP/JDE – O que é que os Espíritos lhe dizem sobre a cura do cancro, do sida, do Alzheimer? Estão aí com a genética?
Divaldo – Informam-me que, por enquanto, essas doenças ainda são uma necessidade para o nosso processo de auto-iluminação.
 
ADEP/JDE – Porque é que as pessoas têm ansiedade sem a querer ter, e sem ter razões para isso?
Divaldo – Muitas dessas aflições procedem de existências pretéritas que se impõem como necessidade de libertação.
Desse modo, a culpa, ínsita no inconsciente do indivíduo, produz-lhe reações emocionais, que impulsionam aos distúrbios de ansiedade, assim como de outras denominações.
 
ADEP/JDE – Quem foi Maria, Mãe de Jesus? Ela voltou a encarnar?
Divaldo – A Mãe de Jesus é um Espírito de alta estirpe, que foi elegida para recebê-lO na Terra.
Não acredito que ela haja retornado ao proscênio terrestre, reencarnando-se.
 
ADEP/JDE – Ela é endeusada pelas religiões ou é mesmo um Espírito muito evoluído?
Divaldo – O endeusamento é fruto da ignorância, das superstições das massas.
Nada obstante, trata-se de um Espírito muito elevado.
Eu estive na Turquia, na casa onde ela teria vivido os seus últimos dias, e confesso que foi um dos ambientes psíquicos mais agradáveis que eu já vivenciei.
Oportunamente, eu visitei a Gruta da Natividade, o local do Calvário, a Cave de Lázaro, conforme asseveram as tradições, mas em nenhum desses recintos eu experimentei as emoções dulçurosas que senti naquele recanto de paz...
Aquela região impressionou-me profundamente, como se permanecesse impregnada pelos fluidos dos antigos tempos...
Para ser elegida como a mãe de Jesus não podia ser um Espírito qualquer, e que veio nessa missão única, não mais tendo retornado em corpo físico.
 
ADEP/JDE – E o Pai de Jesus?
Divaldo – Também foi um homem extraordinário, isso eu sei.
E o tenho em alto conceito, em razão da sua renúncia e humildade, apagando-se, quanto possível, como enunciou João Baptista: «É necessário que eu diminua para que Ele cresça».
 
ADEP/JDE – Mas também terá deixado de reencarnar na Terra?
Divaldo – Penso, que sim.
 
ADEP/JDE – As notícias veiculadas nos meios de comunicação (eu não sabia disto) informam que, na América, já se faz uma operação que consiste numa pequena rede num cabo perto da axila, debaixo da pele, isto sobre a depressão.
Depois uma nova incisão no cérebro onde é colocado um arame que irá provocar um estímulo elétrico ao nervo vago.
Mediante este tratamento a depressão desaparece.
A questão é a seguinte: como é que se pode analisar à luz da Doutrina Espírita se está ligada a processos obsessivos ou a espíritos?
Divaldo – Caso isso seja verdade, porque eu também desconheço a técnica, ocorre que, no problema cármico a pessoa já merece a libertação do transtorno, conforme sucede com tantas outras enfermidades.
Todavia, se o paciente ainda não possua créditos morais para a libertação, o processo terapêutico poderá produzir estímulos para a produção da serotonina, da noradrenalina, o que ajudará na melhora da depressão, mas não, penso, na conquista da saúde integral.
Passará a apresentar outros distúrbios de conduta, outros tipos de problemáticas afligentes, porque, para as Divinas Leis não importa como a pessoa resgate os seus débitos, mas que os resgate.
 
ADEP/JDE – Duas últimas: Barack Obama é um enviado de Deus?
Divaldo – Eu diria que ele veio numa grande missão para resgatar o seu povo que se encontrava equivocado, politicamente, acreditando-se senhores do mundo, como ocorrera no passado com os romanos...
Tornou-se necessário que viesse um Espírito sereno e não belicoso para colocar certos limites e favorecer com a humildade de reconhecer os limites a que todos estamos submetidos.
 
ADEP/JDE – Está no nosso carma passarmos por uma guerra mundial, com tanto armamento militar?
Divaldo – Por incrível que pareça, o excesso de armas inibe a guerra, porque todos têm medo de iniciá-la, face aos danosos resultados que podem advir..
O Professor Pietro Ubaldi disse-me, faz muitos anos, quando estivemos juntos, que uma 3ª guerra mundial não seria factível, porque o vencedor tombaria sobre o vencido.
As armas de destruição em massa seriam de tal forma desastrosas, que os ventos contaminariam toda a Terra, e ninguém seria vencedor...
Desse modo, pessoalmente não creio numa 3ª guerra mundial, mas acredito que muitas dessas armas, quando superadas, são utilizadas em movimentos destrutivos locais, guerrilhas, terrorismo, agressividade...
 
ADEP/JDE – Uma última mensagem?
Divaldo – Está na hora de todos nos abraçarmos e construirmos uma sociedade saudável, caracteriza pelo ideal que dignifique a presença do homem novo, do cristão autêntico; que esqueçamos mágoas e ressentimentos e nos recordemos que o amor é a única solução, conforme recomendaram Allan Kardec e Jesus.
Deveremos, nós, os espíritas, olhar o futuro com otimismo e trabalharmos para que o bem e a verdade sejam os sinais defluentes do amor na edificação da felicidade humana.
 
Entrevista concedida ao Jornal de Espiritismo (ADEP), em Portugal, 05/10/2009.
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