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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Introdução de O Livro dos Espíritos (3ªparte da postagem)


   Introdução de O Livro dos Espíritos (3ª parte da postagem) 
                                                      
                                                          
                                                                   V
                                                              
Reconheceu -se mais tarde que a cesta e a prancheta não eram, realmente, mais do
que um apêndice da mão; e o médium, tomando diretamente do lápis, se pôs a escrever por
um impulso involuntário e quase febril. Dessa maneira, as comunicações se tornaram mais
rápidas, mais fáceis e mais completas. Hoje é esse o meio geralmente empregado e com
tanto mais razão quanto o número das pessoas dotadas dessa aptidão é muito considerável e
cresce todos os dias. Finalmente, a experiência deu a conhecer muitas outras variedades da
faculdade mediadora, vindo-se a saber que as comunicações podiam igualmente ser
transmitidas pela palavra, pela audição, pela visão, pelo tato, etc., e até pela escrita direta
dos Espíritos, isto é, sem o concurso da mão do médium, nem do lápis.
Obtido o fato, restava comprovar um ponto essencial - o papel do médium nas
respostas e a parte que, mecânica e moralmente, pode ter nelas. Duas circunstâncias
capitais, que não escapariam a um observador atento, tornam possível resolver-se a questão.
A primeira consiste no modo por que a cesta se move sob a influência do médium, apenas
lhe impondo este os dedos sobre os bordos. O exame do fato demonstra a impossibilidade
de o médium imprimir uma direção qualquer ao movimento daquele objeto. Essa
impossibilidade se patenteia, sobretudo, quando duas ou três pessoas colocam juntamente
as mãos sobre a cesta. Fora preciso entre elas uma concordância verdadeiramente fenomenal de movimentos. Fora preciso,
demais, a concordância dos pensamentos, para que pudessem estar de acordo quanto à
resposta a dar à questão formulada. Outro fato, não menos singular, ainda vem aumentar a
dificuldade. É a mudança radical da caligrafia, conforme o Espírito que se manifesta,
reproduzindo-se a de um determinado Espírito todas as vezes que ele volta a escrever. Fora
necessário, pois que o médium se houvesse exercitado em dar à sua própria caligrafia vinte
formas diferentes e, principalmente, que pudesse lembrar-se da que corresponde a tal ou tal
Espírito.
A segunda circunstância resulta da natureza mesma das respostas que, as mais das
vezes, especialmente quando se ventilam questões abstratas e científicas, estão
notoriamente fora do campo dos conhecimentos e, amiúde, do alcance intelectual do
médium, que, além disso, como de ordinário sucede, não tem consciência do que se escreve
debaixo da sua influência; que, frequentemente, não entende ou não compreende a questão
proposta, pois que esta o pode ser num idioma que ele desconheça, ou mesmo mentalmente,
podendo a resposta ser dada nesse idioma. Enfim, acontece muito escrever a cesta
espontaneamente, sem que se haja feito pergunta alguma, sobre um assunto qualquer,
inteiramente inesperado.
Em certos casos, as respostas revelam tal cunho de sabedoria, de profundeza e de
oportunidade; exprimem pensamentos tão elevados, tão sublimes, que não podem emanar
senão de uma Inteligência superior, impregnada da mais pura moralidade. Doutras vezes,
são tão levianas, tão frívolas, tão triviais, que a razão recusa admitir derivem da mesma
fonte. Tal diversidade de linguagem não se pode explicar senão pela diversidade das
Inteligências que se manifestam. E essas Inteligências estão na Humanidade ou fora da
Humanidade? Este o ponto a esclarecer-se e cuja explicação se encontrará completa nesta
obra, como a deram os próprios Espíritos.
Eis, pois, efeitos patentes, que se produzem fora do círculo habitual das nossas
observações; que não ocorrem misteriosamente, mas, ao contrário, à luz meridiana, que
toda gente pode ver e comprovar; que não constituem privilégio de um único indivíduo e
que milhares de pessoas repetem todos os dias. Esses efeitos têm necessariamente uma
causa e, do momento que denotam a ação de uma inteligência e de uma vontade, saem do
domínio puramente físico. Muitas teorias foram engendradas a este respeito. Examiná-las-emos dentro em pouco e
veremos se são capazes de oferecer a explicação de todos os fatos que se observam.
Admitamos, enquanto não chegamos até lá, a existência de seres distintos dos humanos,
pois que esta é a explicação ministrada pelas Inteligências que se manifestam, e vejamos o
que eles nos dizem.
                                         VI
Conforme notamos acima, os próprios seres que se comunicam se designam a si
mesmos pelo nome de Espíritos ou Gênios, declarando, alguns, pelo menos, terem
pertencido a homens que viveram na Terra. Eles compõem o mundo espiritual, como nós
constituímos o mundo corporal durante a vida terrena.
Vamos resumir, em poucas palavras, os pontos principais da doutrina que nos
transmitiram, a fim de mais facilmente respondermos a certas objeções.
“Deus é eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom.
“Criou o Universo, que abrange todos os seres animados e inanimados, materiais e
“imateriais.
“Os seres materiais constituem o mundo visível ou corpóreo, e os seres imateriais, o
“mundo invisível ou espírita, isto é, dos Espíritos.
“O mundo espírita é o mundo normal, primitivo, eterno, preexistente e sobrevivente
a “tudo.
“O mundo corporal é secundário; poderia deixar de existir, ou não ter jamais
“existido, sem que por isso se alterasse a essência do mundo espírita.
“Os Espíritos revestem temporariamente um invólucro material perecível, cuja
“destruição pela morte lhes restitui a liberdade.
“Entre as diferentes espécies de seres corpóreo, Deus escolheu a espécie humana
“para a encarnação dos Espíritos que chegaram a certo grau de desenvolvimento, dando-lhe
“superioridade moral e intelectual sobre as outras.
“A alma é um Espírito encarnado, sendo o corpo apenas o seu envoltório

“Há no homem três coisas: 1°, o corpo ou ser material análogo aos animais e
“animado pelo mesmo princípio vital; 2°, a alma ou ser imaterial, Espírito encarnado no
“corpo; 3°, o laço que prende a alma ao corpo, princípio intermediário entre a matéria e o
“Espírito.

“Tem assim o homem duas naturezas: pelo corpo, participa da natureza dos animais, cujos
“instintos lhe são comuns; pela alma, participa da natureza dos Espíritos.
“O laço ou perispírito, que prende ao corpo o Espírito, é uma espécie de envoltório
“semimaterial.

 A morte é a destruição do invólucro mais grosseiro. O Espírito conserva o
“segundo, que lhe constitui um corpo etéreo, invisível para nós no estado normal, porém
que “pode tornar-se acidentalmente visível e mesmo tangível, como sucede no fenômeno
das “aparições.
“O Espírito não é, pois, um ser abstrato, indefinido, só possível de conceber-se pelo
“pensamento. É um ser real, circunscrito, que, em certos casos, se torna apreciável pela
“vista, pelo ouvido e pelo tato.
“Os Espíritos pertencem a diferentes classes e não são iguais, nem em poder, nem
em “inteligência, nem em saber, nem em moralidade. Os da primeira ordem são os Espíritos
“superiores, que se distinguem dos outros pela sua perfeição, seus conhecimentos, sua
“proximidade de Deus, pela pureza de seus sentimentos e por seu amor do bem: são os
anjos “ou puros Espíritos. Os das outras classes se acham cada vez mais distanciados dessa
“perfeição, mostrando-se os das categorias inferiores, na sua maioria eivados das nossas
“paixões: o ódio, a inveja, o ciúme, o orgulho, etc. Comprazem-se no mal. Há também,
entre “os inferiores, os que não são nem muito bons nem muito mais, antes perturbadores e
“enredadores, do que perversos. A malícia e as inconseqüências parecem ser o que neles
“predomina. São os Espíritos estúrdios ou levianos.
“Os Espíritos não ocupam perpetuamente a mesma categoria. Todos se melhoram
“passando pelos diferentes graus da hierarquia espírita. Esta melhora se efetua por meio da
“encarnação, que é imposta a uns como expiação, a outros como missão. A vida material é
“uma prova que lhes cumpre sofrer repetidamente, até que hajam atingido a absoluta
“perfeição moral.
“Deixando o corpo, a alma volve ao mundo dos Espíritos, donde saíra, para passar
“por nova existência material, após um lapso de tempo mais ou menos longo, durante o
qual “permanece em estado de Espírito errante. (1)
_________
(1) Há entre esta doutrina da reencarnação e a da metempsicose, como a admitem certas seitas,
uma diferença característica, que é explicada no curso da presente obra.


“Tendo o Espírito que passar por muitas encarnações, segue-se que todos nós temos tido
“muitas existências e que teremos ainda outras, mais ou menos aperfeiçoadas, quer na
Terra, “quer em outros mundos.
“A encarnação dos Espíritos se dá sempre na espécie humana; seria erro acreditar-se
“que a alma ou Espírito possa encarnar no corpo de um animal.
“As diferentes existências corpóreas do Espírito são sempre progressivas e nunca
“regressivas; mas, a rapidez do seu progresso depende dos esforços que faça para chegar à
“perfeição.
“As qualidades da alma são as do Espírito que está encarnado em nós; assim, o
“homem de bem é a encarnação de um bom Espírito, o homem perverso a de um Espírito
“impuro.
“A alma possuía sua individualidade antes de encarnar; conserva-a depois de se
“haver separado do corpo.
“Na sua volta ao mundo dos Espíritos, encontra ela todos aqueles que conhecera na
“Terra, e todas as suas existências anteriores se lhe desenham na memória, com a
lembrança “de todo bem e de todo mal que fez.
“O Espírito encarnado se acha sob a influência da matéria; o homem que vence esta
“influência, pela elevação e depuração de sua alma, se aproxima dos bons Espíritos, em
cuja “companhia um dia estará. Aquele que se deixa dominar pelas más paixões, e põe
todas as “suas alegrias na satisfação dos apetites grosseiros, se aproxima dos Espíritos
impuros, “dando preponderância à sua natureza animal.
“Os Espíritos encarnados habitam os diferentes globos do Universo.
“Os não encarnados ou errantes não ocupam uma região determinada e circunscrita;
“estão por toda parte no espaço e ao nosso lado, vendo-nos e acotovelando-nos de contínuo.
“É toda uma população invisível, a mover-se em torno de nós.
“Os Espíritos exercem incessante ação sobre o mundo moral e mesmo sobre o
mundo “físico. Atuam sobre a matéria e sobre o pensamento e constituem uma das
potências da “Natureza, causa eficiente de uma multidão de fenômenos até então
inexplicados ou mal “explicados e que não encontram explicação racional senão no
Espiritismo.
“As relações dos Espíritos com os homens são constantes. Os bons Espíritos nos
“atraem para o bem, nos sustentam nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com “coragem e resignação. Os maus nos impelem para o mal: é-lhes um gozo ver-nos e
“assemelhar-nos a eles.
“As comunicações dos Espíritos com os homens são ocultas ou ostensivas. As
“ocultas se verificam pela influência boa ou má que exercem sobre nós, à nossa revelia.
“Cabe ao nosso juízo discernir as boas das más inspirações. As comunicações ostensivas se
“dão por meio da escrita, da palavra ou de outras manifestações materiais, quase sempre
“pelos médiuns que lhes servem de instrumentos.
“Os Espíritos se manifestam espontaneamente ou mediante evocação.
“Podem evocar-se todos os Espíritos: os que animaram homens obscuros, como os
“das personagens mais ilustres, seja qual for a época em que tenham vivido; os de nossos
“parentes, amigos, ou inimigos, e obter-se deles, por comunicações escritas ou verbais,
“conselhos, informações sobre a situação em que se encontram no Além, sobre o que
“pensam a nosso respeito, assim como as revelações que lhes sejam permitidas fazer-nos.
“Os Espíritos são atraídos na razão da simpatia que lhes inspire a natureza moral do
“meio que os evoca. Os Espíritos superiores se comprazem nas reuniões sérias, onde
“predominam o amor do bem e o desejo sincero, por parte dos que as compõem, de se
“instruírem e melhorarem. A presença deles afasta os Espíritos inferiores que,
inversamente, “encontram livre acesso e podem obrar com toda a liberdade entre pessoas
frívolas ou “impelidas unicamente pela curiosidade e onde quer que existam maus instintos.
Longe de se “obterem bons conselhos, ou informações úteis, deles só se devem esperar
futilidades, “mentiras, gracejos de mau gosto, ou mistificações, pois que muitas vezes
tomam nomes “venerados, a fim de melhor induzirem ao erro.
“Distinguir os bons dos maus Espíritos é extremamente fácil. Os Espíritos
superiores “usam constantemente de linguagem digna, nobre, repassada da mais alta
moralidade, “escoimada de qualquer paixão inferior; a mais pura sabedoria lhes transparece
dos “conselhos, que objetivam sempre o nosso melhoramento e o bem da Humanidade. A
dos “Espíritos inferiores, ao contrário, é inconseqüente, amiúde trivial e até grosseira. Se,
por “vezes, dizem alguma coisa boa e verdadeira, muito mais vezes dizem falsidades e
absurdos, “por malícia ou ignorância. Zombam da credulidade dos homens e se divertem à
custa dos “que os interrogam, lisonjeando-lhes a vaidade, alimentando-lhes os desejos com
falazes “esperanças. Em resumo, as comunicações sérias, na “mais ampla acepção do termo, só são dadas nos centros sérios, onde intima comunhão de
“pensamentos, tendo em vista o bem.
“A moral dos Espíritos superiores se resume, como a do Cristo, nesta máxima
“evangélica: Fazer aos outros o que quereríamos que os outros nos fizessem, isto é, fazer o
“bem e não o mal. Neste princípio encontra o homem uma regra universal de proceder,
“mesmo para as suas menores ações.
“Ensinam-nos que o egoísmo, o orgulho, a sensualidade são paixões que nos
“aproximam da natureza animal, prendendo-nos à matéria; que o homem que, já neste
mundo, “se desliga da matéria, desprezando as futilidades mundanas e amando o próximo,
se “avizinha da natureza espiritual; que cada um deve tornar-se útil, de acordo com as
“faculdades e os meios que Deus lhe pôs nas mãos para experimentá-lo; que o Forte e o
“Poderoso devem amparo e proteção ao Fraco, porquanto transgride a Lei de Deus aquele
“que abusa da força e do poder para oprimir o seu semelhante. Ensinam, finalmente, que, no
“mundo dos Espíritos, nada podendo estar oculto, o hipócrita será desmascarado e
“patenteadas todas as suas torpezas, que a presença inevitável, e de todos os instantes,
“daqueles para com quem houvermos procedido mal constitui um dos castigos que nos
estão “reservados; que ao estado de inferioridade e superioridade dos Espíritos
correspondem “penas e gozos desconhecidos na Terra.
“Mas, ensinam também não haver faltas irremissíveis, que a expiação não possa
“apagar. Meio de consegui-lo encontra o homem nas diferentes existências que lhe
permitem “avançar, conformemente aos seus desejos e esforços, na senda do progresso,
para a “perfeição, que é o seu destino final.”
Este o resumo da Doutrina Espírita, como resulta dos ensinamentos dados pelos
Espíritos superiores. Vejamos agora as objeções que se lhe contrapõem...
                                             CONTINUA...


segunda-feira, 16 de julho de 2012

BCAP - 5ªFASE – REINTEGRAÇÃO


BCAP - 5ªFASE – REINTEGRAÇÃO


FAZENDO UMA VIAGEM ENTRE O QUE  FOI,O QUE É E O QUE DEVERIA SER,ROGANDO QUE JESUS NOS AMPARE , NOS DANDO FORÇAS PARA SEGUIRMOS SEMPRE A MELHOR DIREÇÃO.QUE POSSAMOS RECONHECER NOSSAS FALHAS,PERDOAR E SER INDULGENTE COM AS FALHAS DOS OUTROS JÁ QUE PRECISAMOS DA INDULGÊNCIA DOS OUTROS PARA CONOSCO.MINHA GRATIDÃO COM AS AMIGAS ROSÉLIA,RUTE E LUMA PELA OPORTUNIDADE DE TANTA REFLEXÃO.
ZILDA

O amor é de origem divina. Quanto mais se doa, mais multiplica sem jamais exaurir-se. Partidários da libertinagem, porém, empenham-se em insensata cruzada para torná-lo livre, como se jamais não o houvera sido. Confundem-no com sensualidade e pensam convertê-lo apenas em instinto primitivo, padronizado pelos impulsos da sexualidade atribulada. Liberdade para amar, sem dúvida, disciplina para o sexo também.
JOANNA DE ÂNGELIS

Casamento e Família

Diante das contestações que se avolumam, na atualidade, pregando a
reforma dos hábitos e costumes, surgem os demolidores de mitos e de
Instituições, assinalando necessidade de uma nova ordem que parece assentar
as bases na anarquia.
A onda cresce e o tresvario domina, avassalador ameaçando os mais
nobres patrimônios da cultura, da ética e da civilização, conquistados sob ônus
pesados, no largo processo histórico da evolução do homem.
Os aficionados da revolução destruidora afirmam que valores ora
considerados, são falsos, quando não falidos, que os mesmos vêm
comprimindo o indivíduo, a sociedade e as massas, que permanecem jungidos
ao servilismo e a hipocrisia, gerando fenômenos alucinatórios e mantendo, na
miséria de vários matizes, grande parte da humanidade.
Entre as instituições que, para eles, se apresentam ultrapassadas,
destacam o matrimônio e a família, propondo a promiscuidade sexual, que
disfarçam com o nome “amor livre”, e a independência do jovem, imaturo e
inconseqüente, sob a justificativa de liberdade pessoal, que não pode nem
deve ser asfixiada sob os impositivos da ordem, da disciplina, da educação...
Excedendo-se, na arbitrariedade das propostas ideológicas ainda não
confirmadas pela experiência social nem pela convivência na comunidade,
afirmam que a criança e o jovem não são dependentes quanto parecem,
podendo defender-se e realizar-se, sem a necessidade da estrutura familiar, o
que libera os pais negligentes de manterem os vínculos conjugais, separando-se tão logo enfrentam insatisfações e desajustes, sem que se preocupem com
a prole.
Não é necessário que analisemos os problemas existenciais destes dias,
nem que façamos uma avaliação dos comportamentos alienados, que parecem
resultar da insatisfação, da rebeldia e do desequilíbrio, que grassam em larga
escala.
Não podemos, no entanto, numa visão apressada, mediante exame
superficial, acusar o casamento dos fracassos das uniões carnais, sem o
amadurecimento emocional dos parceiros, nem o instituto da família, ainda
vítima de tal situação.
A monogamia é conquista de alto valor moral da criatura humana, que se
dignifica pelo amor e respeito ao ser elegido, com ele compartindo alegrias e
dificuldades, bem-estar e sofrimentos, dando margem às expressões da
afeição profunda, que se manifesta sem a dependência dos condimentos
sexuais, nem dos impulsos mais primários da posse, do desejo insano.
Utilizando-se da razão, o homem compreende que a vida biológica é uma
experiência muito rápida, que ainda não alcançou biótipos de perfeição, graças
ao que, é frágil, susceptível de dores, enfermidades, limitações, sendo, os
estágios da infância como o da juventude, preparatórios para os períodos do
adulto e da velhice.
Assim, o desgaste e o abuso de agora tornam-se carência e infortúnio mais
tarde, na maquinaria que deve ser preservada e conduzida com morigeração.
Aprofundando o conceito sobre a vida, se lhe constata a anterioridade ao
berço e a continuidade após o túmulo, numa realidade de interação espiritual
com objetivos definidos e inamovíveis, que são os mecanismos inalienáveis do
14progresso, em cujo contexto tudo se encontra sob impositivos divinos
expressos nas leis universais.
Desse modo, baratear, pela vulgaridade, a vida e atirá-la a situações
vexatórias, destrutivas, constitui crime, mesmo quando não catalogado pelas
leis da justiça, exaradas nos transitórios códigos humanos.
O matrimônio é uma experiência emocional que propicia a comunhão
afetiva, da qual resulta a prole sob a responsabilidade dos cônjuges, que se
nutrem de estímulos vitais, intercambiando hormônios preservadores do bem estar físico e psicológico.
Não é, nem poderia ser  uma incursão ao país da felicidade, feita de sonhos
e de ilusões.
Representa um tentame, na área da educação do sexo, exercitando a
fraternidade e o entendimento, que capacitam as criaturas para mais largas
incursões na área do relacionamento social.
Ao mesmo tempo, a família constitui a célula experimental, na qual se
forjam valores elevados e se preparam os indivíduos para uma convivência
salutar no organismo universal, onde todos nos encontramos fixados.
A única falência, no momento, é a do homem, que perturba, e, insubmisso,
deseja subverter a ordem estabelecida, a seu talante, em vãs tentativas de
mudar a linha do equilíbrio, dando margem às alienações em que mergulha.
Certamente, muitos fatores sociológicos, psicológicos, religiosos e
econômicos contribuíram para este fenômeno. Não obstante, são injustificáveis
os comportamentos que investem contra as instituições objetivando demoli-las,
ao invés de auxiliar de forma edificante em favor da renovação do que pode ser
recuperado, bem como da transformação daquilo que se encontre
ultrapassado.
O processo da evolução é inevitável. Todavia, a agressão, pela violência,
contra as conquistas que devem ser alteradas, gera danos mais graves do que
aqueles que buscam corrigir.
O lar, estruturado no amor e no respeito aos direitos dos seus membros, é
a mola propulsionadora do progresso geral e da felicidade de cada um, como
de todos em conjunto.
Para esse desiderato, são fixados compromissos de união antes do berço,
estabelecendo-se diretrizes para a família, cujos membros se voltam a reunir
com finalidades específicas de recuperação espiritual e de crescimento
intelecto-moral, no rumo da perfeição relativa que todos alcançarão.
Esta é a finalidade primeira da reencarnação. A precipitação e o
desgoverno das emoções respondem pela ruptura da responsabilidade
assumida, levando muitos indivíduos ao naufrágio conjugal e à falência familiar
por exclusiva responsabilidade deles mesmos.
Enquanto houver o sentimento de amor no coração do homem — e ele
sempre existirá, por ser manifestação de Deus ínsita na vida — o matrimônio
permanecerá, e a família continuará sendo a célula fundamental da sociedade.
Envidar esforços para a preservação dos valores morais, estabelecidos pela
necessidade do progresso espiritual, é de todos que, unidos, contribuirão para
uma vida melhor e uma humanidade mais feliz, na qual o bem será resposta
primeira de todas as aspirações.

Benedita Fernandes

S.O.S. FAMÍLIA
DIVALDO PEREIRA FRANCO
DITADO POR JOANNA DE ÂNGELIS E DIVERSOS ESPÍRITOS



quinta-feira, 12 de julho de 2012

CONTINUAÇÃO DA INTRODUÇÃO DE O LIVRO DOS ESPÍRITOS


CONTINUAÇÃO DA INTRODUÇÃO DE O LIVRO DOS ESPÍRITOS
                                                               
                                                              IV

Se os fenômenos, com que nos estamos ocupando, houvessem ficado restritos ao
movimento dos objetos, teriam permanecido, como dissemos, no domínio das ciências
físicas. Assim, entretanto, não sucedeu: estava-lhes reservado colocar-nos na pista de fatos
de ordem singular. Acreditaram haver descoberto, não sabemos pela iniciativa de quem, que
a impulsão dada aos objetos não era apenas o resultado de uma força mecânica cega; que
havia nesse movimento a intervenção de uma causa inteligente. Uma vez aberto, esse
caminho conduziu a um campo totalmente novo de observações. De sobre muitos mistérios
se erguia o véu. Haverá, com efeito, no caso, uma potência inteligente? Tal a questão. Se essa potência existe, qual é
ela, qual a sua natureza, a sua origem? Encontra-se acima da Humanidade? Eis outras
questões que decorrem da anterior.
As primeiras manifestações inteligentes se produziram por meio de mesas que se
levantavam e, com um dos pés, davam certo número de pancadas, respondendo desse modo
- sim, ou - não, conforme fora convencionado, a uma pergunta feita. Até aí nada de
convincente havia para os cépticos, porquanto bem podiam crer que tudo fosse obra do
acaso. Obtiveram-se depois respostas mais desenvolvidas com o auxílio das letras do
alfabeto: dando o móvel um número de pancadas correspondente ao número de ordem de
cada letra, chegava-se a formar palavras e frases que respondiam às questões propostas. A
precisão das respostas e a correlação que denotavam com as perguntas causaram espanto. O
ser misterioso que assim respondia, interrogado sobre a sua natureza, declarou que era
Espírito ou Gênio, declinou um nome e prestou diversas informações a seu respeito. Há
aqui uma circunstância muito importante, que se deve assinalar. É que ninguém imaginou
os Espíritos como meio de explicar o fenômeno; foi o próprio fenômeno que revelou a
palavra. Muitas vezes, em se tratando das ciências exatas, se formulam hipóteses para darse
uma base ao raciocínio. Não é aqui o caso.
Tal meio de correspondência era, porém, demorado e incômodo. O Espírito (e isto
constitui nova circunstância digna de nota) indicou outro. Foi um desses seres invisíveis
quem aconselhou a adaptação de um lápis a uma cesta ou a outro objeto. Colocada em cima
de uma folha de papel, a cesta é posta em movimento pela mesma potência oculta que move
as mesas; mas, em vez de um simples movimento regular, o lápis traça por si mesmo
caracteres formando palavras, frases, dissertações de muitas páginas sobre as mais altas
questões de filosofia, de moral, de metafísica, de psicologia, etc., e com tanta rapidez
quanta se se escrevesse com a mão.
O conselho foi dado simultaneamente na América, na França e em diversos outros
países. Eis em que termos o deram em Paris, a 10 de junho de 1853, a um dos mais
fervorosos adeptos da doutrina e que, havia muitos anos, desde 1849, se ocupava com a
evocação dos Espíritos: “Vai buscar, no aposento ao lado, a cestinha; amarra-lhe um lápis;
coloca-a sobre o papel; põe-lhe os teus dedos sobre a borda” Alguns instantes após, a cesta
entrou a mover-se e o lápis escreveu, muito legível, esta frase: “Proíbo expressamente que transmitas a quem quer que
seja o que acabo de dizer. Da primeira vez que escrever, escreverei melhor.”
O objeto a que se adapta o lápis, não passando de mero instrumento, completamente
indiferentes são a natureza e a forma que tenha. Daí o haver-se procurado dar-lhe a
disposição mais cômoda. Assim é que muita gente se serve de uma prancheta pequena.
A cesta ou a prancheta só podem ser postas em movimento debaixo da influência de
certas pessoas, dotadas, para isso, de um poder especial, as quais se designam pelo nome de
médiuns, isto é - meios ou intermediários entre os Espíritos e os homens. As condições que
dão esse poder resultam de causas ao mesmo tempo físicas e morais, ainda imperfeitamente
conhecidas, porquanto há médiuns de todas as idades, de ambos os sexos e em todos os
graus de desenvolvimento intelectual. É, todavia, uma faculdade que se desenvolve pelo
exercício. V
Reconheceu -se mais tarde que a cesta e a prancheta não eram, realmente, mais do
que um apêndice da mão; e o médium, tomando diretamente do lápis, se pôs a escrever por
um impulso involuntário e quase febril. Dessa maneira, as comunicações se tornaram mais
rápidas, mais fáceis e mais completas. Hoje é esse o meio geralmente empregado e com
tanto mais razão quanto o número das pessoas dotadas dessa aptidão é muito considerável e
cresce todos os dias. Finalmente, a experiência deu a conhecer muitas outras variedades da
faculdade mediadora, vindo-se a saber que as comunicações podiam igualmente ser
transmitidas pela palavra, pela audição, pela visão, pelo tato, etc., e até pela escrita direta
dos Espíritos, isto é, sem o concurso da mão do médium, nem do lápis.
Obtido o fato, restava comprovar um ponto essencial - o papel do médium nas
respostas e a parte que, mecânica e moralmente, pode ter nelas. Duas circunstâncias
capitais, que não escapariam a um observador atento, tornam possível resolver-se a questão.
A primeira consiste no modo por que a cesta se move sob a influência do médium, apenas
lhe impondo este os dedos sobre os bordos. O exame do fato demonstra a impossibilidade
de o médium imprimir uma direção qualquer ao movimento daquele objeto. Essa
impossibilidade se patenteia, sobretudo, quando duas ou três pessoas colocam juntamente
as mãos sobre a cesta. Fora preciso

entre elas uma concordância verdadeiramente fenomenal de movimentos. Fora preciso,
demais, a concordância dos pensamentos, para que pudessem estar de acordo quanto à
resposta a dar à questão formulada. Outro fato, não menos singular, ainda vem aumentar a
dificuldade. É a mudança radical da caligrafia, conforme o Espírito que se manifesta,
reproduzindo-se a de um determinado Espírito todas as vezes que ele volta a escrever. Fora
necessário, pois que o médium se houvesse exercitado em dar à sua própria caligrafia vinte
formas diferentes e, principalmente, que pudesse lembrar-se da que corresponde a tal ou tal
Espírito.
A segunda circunstância resulta da natureza mesma das respostas que, as mais das
vezes, especialmente quando se ventilam questões abstratas e científicas, estão
notoriamente fora do campo dos conhecimentos e, amiúde, do alcance intelectual do
médium, que, além disso, como de ordinário sucede, não tem consciência do que se escreve
debaixo da sua influência; que, freqüentemente, não entende ou não compreende a questão
proposta, pois que esta o pode ser num idioma que ele desconheça, ou mesmo mentalmente,
podendo a resposta ser dada nesse idioma. Enfim, acontece muito escrever a cesta
espontaneamente, sem que se haja feito pergunta alguma, sobre um assunto qualquer,
inteiramente inesperado.
Em certos casos, as respostas revelam tal cunho de sabedoria, de profundeza e de
oportunidade; exprimem pensamentos tão elevados, tão sublimes, que não podem emanar
senão de uma Inteligência superior, impregnada da mais pura moralidade. Doutras vezes,
são tão levianas, tão frívolas, tão triviais, que a razão recusa admitir derivem da mesma
fonte. Tal diversidade de linguagem não se pode explicar senão pela diversidade das
Inteligências que se manifestam. E essas Inteligências estão na Humanidade ou fora da
Humanidade? Este o ponto a esclarecer-se e cuja explicação se encontrará completa nesta obra, como a deram os próprios Espíritos.


Eis, pois, efeitos patentes, que se produzem fora do círculo habitual das nossas
observações; que não ocorrem misteriosamente, mas, ao contrário, à luz meridiana, que
toda gente pode ver e comprovar; que não constituem privilégio de um único indivíduo
e que milhares de pessoas repetem todos os dias. Esses efeitos têm necessariamente uma
causa e, do momento que denotam a ação de uma inteligência e de uma vontade, saem do domínio puramente físico.

Muitas teorias foram engendradas a este respeito. Examiná-las-emos dentro em pouco e
veremos se são capazes de oferecer a explicação de todos os fatos que se observam.
Admitamos, enquanto não chegamos até lá, a existência de seres distintos dos humanos,
pois que esta é a explicação ministrada pelas Inteligências que se manifestam, e vejamos o que eles nos dizem.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

BCAP - 4ªFASE - QUESTIONAMENTOS NO CASAMENTO,NA VIDA...



OBRIGADA POR MAIS UMA OPORTUNIDADE DE REFLEXÃO E OBRIGADÉRRIMA RUTE,POR ME LEMBRAR.




União estável à luz da Doutrina Espírita
Walter José de Carvalho Bezerra

Realmente não existem coincidências. No Universo, a Inteligência Suprema que a tudo e todos dirige, traça um plano individual e coletivo para toda a humanidade, em todos os planos e mundos, conhecidos e desconhecidos dos sentidos limitados dos homens de nosso planeta. Portanto, concordamos em quenão existe o "acaso". Também não acreditamos no destino da maneira como tem sido forjado pela mente humana.
Acreditamos no Amor. Acreditamos na Lei de Reprodução, Justiça, Amor e Caridade. Acreditamos que os espíritos, encarnados e desencarnados, se buscam nas multidões deste Universo fantástico e magnífico. Em "O Livro dos Espíritos", na pergunta 386, encontramos: "Podem dois seres que se conheceram e estimaram encontrar-se em outra existência corporal e reconhecer-se?" A resposta dos Espíritos Superiores dada a Allan Kardec foi: "Reconhecer-se não. Podem, porém,sentir-se atraídos um pelo outro. E, freqüentemente, diversa não é a causa de íntimas ligações fundadas em sincera afeição. Os dois seres se aproximam devido a circunstâncias aparentemente fortuitas, mas que na realidade, resultam da atração de dois Espíritos, que se buscam reciprocamente por entre a multidão" (grifos nosso) . Só que, na verdade, podem não ter se conhecido em outras existências, mas são espíritos afins ou por ideais ou por sentimentos ou por necessidades. São espíritos simpáticos. Não podemos esquecer que isto não quer dizer estarem no caminho do bem. Nossos sentimentos, objetivos e idéias podem estar distorcidos, não acompanhando a Lei Divina. Como também podemos dizer: Somos antipáticos àquele grupo. Mas isso acontece porque nossas idéias se contrapõem às deles, por já conhecermos ou recordarmos a Lei de Deus, que está gravada em nossa consciência.Também acreditamos que dois espíritos possam encarnar para um dia se encontrarem e muito se amarem. Existem, sim, conforme citado por Saulo de Tarso do CEPEAK, as uniões,provacionais, sacrificiais, afins e transcendentais. A maioria das uniões são provacionais, onde duas almas se encontram em processo de reajustamento. Daí as desarmonias, a desconfiança, os conflitos.Mas, também, entendemos que o verdadeiro casamento ou união é o casamento ou união de “almas”. Os outros são relações de amizade, ajuda mútua ou mesmo ajuste de contas. A união sacrificial é aquela em que uma alma iluminada se propõe a ajudar uma alma que se atrasou na sua jornada evolutiva. A união afim é aquela que reúne almas esclarecidas que muito se amam. As pessoas sentem como que se já tivessem se encontrado antes. E o amor é profundo, em paz e harmonia. A união transcendente é aquela de almas engrandecidas no bem que se reencontram no plano físico para grandes realizações. Não importam, nestes casos (afins e transcendência), as diferenças culturais ou sociais. Ao longo de nossa existência e trabalho na Seara Espírita e dedicação a estudos e pesquisas, seja no espiritismo experimental, filosofia ou religião, chegamos também a conclusão que, a medida em que o homem evolui do Reino Hominal para o Reino Espiritual, sem hipocrisia, como nos alerta o Prof. José Herculano Pires, e agindo de acordo com as Leis Divinas (Leis Naturais), mesmo as pessoas casando-se mais de uma vez, para o plano maior o que vale é o casamento de almas, ou seja, a combinação vibratória de dois seres (humanos) que se amam.
Deus, em sua infinita bondade e misericórdia, não punirá seus filhos por muito amarem ou se reencontrarem em alguma destas novas viagens, mesmo quando as condições dos homens, na atualidade, com suas Leis Sociais adequadas apenas à sua ânsia de poder, sejam as mais adversas possíveis.
O que se condena são os excessos, a promiscuidade, as desculpas de que agora se encontrou a “alma gêmea” para se cometer abusos e enganar os incautos. O que a Doutrina Espírita, enquanto moral cristã, apregoa é a paciência, tolerância, abnegação, resignação, fraternidade, ajuda aos nossos semelhantes e em especial aos nossos parceiros de labuta diária, especialmente se temos filhos, presentes de Deus que temos sob nossa responsabilidade de educar e formar para o porvir.
Acreditamos que o matrimônio ou união estável verdadeiramente só se realiza com acerto e em virtude de mútua simpatia. Assim, com afinidade e transcendência, será uma união perfeita e inseparável, um laço forte que prenderá os casais pela eternidade afora.
Sabemos que nos tempos antigos a existência de muitos filhos era considerada uma grande riqueza. As mulheres estéreis eram, por sua vez, perseguidas. Daí Móises ter consentido na “carta de divórcio”. O Homem-Jesus objetivando coibir esse abuso procurou remediar e disse: “Eu, porém vos digo que aquele que repudiar sua mulher a não ser por motivo de adultério e casar com outra, comete adultério; assim como aquele que casar com uma mulher repudiada, também comete adultério”.
Ora, para Deus nada valem os corpos; só os Espíritos valem. Entendemos, então, que a união do homem e da mulher será então ao mesmo tempo a união de dois corpos para a reprodução, todavia determinada por poderosa e irresistível simpatia, uma aliança que se efetive para sustentação e apoio mútuos, no desempenho dos encargos da existência, dos sofrimentos e dos infortúnios, na inteligência de Faride Moutran do FEEU de Porto Alegre.
Concluímos que o matrimônio e/ou a União Estável de dois seres que se amam, realizados com amor sublime, puro e verdadeiro, com base nas grandes famílias espirituais das quais fazemos parte, será uma união indissolúvel de dois espíritos em cumprimento às palavras do Divino Mestre: “Já não são dois, mas uma só carne; não separe o homem o que Deus uniu”.
Que Deus abençoe todas as uniões realizadas com pureza d’alma, com simpatia plena, sem provocar dores e sofrimentos e, com profundo respeito aos que não continuarão conosco as jornadas ainda a serem trilhadas.
Somos, em fim, uma grande família e irmãos em Cristo, filhos do mesmo Pai, e, portanto, evitemos os ódios e rancores que provocam as separações traumatizantes, evitemos o desprezo de nossos filhos e, por fim, evitemos os desgostos dos familiares carnais, para que não construamos novos débitos na contabilidade divina.
Conclamamos todos os irmãos a agirem com equilíbrio e sabedoria na constituição de suas uniões, seja pelo matrimônio, seja àquelas denominadas estáveis, seja na manutenção das antigas uniões, seja na constituição de novas famílias, a partir de famílias pré-existentes. Mas, não olvidemos jamais que o homem está neste globo terrestre para crescer e se desenvolver espiritualmente, para ser feliz, e neste contexto a família, pelo matrimônio e/ou união estável é o pilar, o sustentáculo para evolução da humanidade.
Fontes:
  • O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec – Ed. FEB.- 109ª Edição, 1994.
  • O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – Ed. IDE, 119ª Edição, 1998.
  • Curso Dinâmico de Espiritismo – O grande desconhecido – José Herculano Pires - Ed. Paidéia – 2ª Edição, 1982.
  • Bíblia Sagrada – Edição Missionária – Tradução de João Ferreira de Almeida Atualizada no Brasil, 2ª Edição, São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993.


  • Jornal do CEPEAK – MAI/JUN –2002 –Tipos de Casamento e a Sociedade Pág. 8 - Artigo de Saulo de Tarso.
  • Imitação do Evangelho – FEEU – 1ª Ed. Julho 1976 – Faride Moutran – Prefácio de Edgard Armond em 24.12.1971 e com brilhante Parecer do Prof. J. Herculano Pires, em 2.03.1972.

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