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quinta-feira, 22 de março de 2012

Quando a hora chegar


 


Wilson Garcia

Dei “ordens” para minha mulher, sob o testemunho de minha filha, de 13 anos. Quis deixar as coisas claras, sem discussão, pois o diálogo nesse caso teria um desfecho desfavorável: duas contra um. Diálogo é fundamental, mas peraí... Ela quis saber, imediatamente, a razão “fundamental” das minhas determinações. Simples, disse-lhe: desde quando conheci o espiritismo que o tema da morte ronda-me a vida. Rondava antes, mas eu não ligava. Atenção, mesmo, só depois do espiritismo. Fui colecionando experiências, teorias, informações. Primeiro, foi o choque do Livro dos Espíritos. Sim, choque! Forte, cento e vinte volts; sei lá. Funcionou, despertei. Mas era só o começo. Tinha muita coisa pela frente. Tomei conhecimento de que morte e vida fazem parte de uma única realidade: a vida. Ou seja, morreremos, mas não perderemos a vida. A morte virá, mas a vida vencerá. Flutuaremos, despertaremos,seremos. Até aí, tudo bem. Pensava em luto, tristeza, perda, separação, tudo aquilo que acontece com quem fica depois da partida de alguém. E ainda tinha os negativistas, os niilistas, os céticos, a me infernizarem com suas ladainhas do fim e do nada. Eu teria tempo, precisaria de tempo para superar a ideia do luto, já que seria preciso fazer uma mudança cultural inevitável, pois ninguém de bom-senso vai negar que um dos maiores problemas nossos com os preconceitos e os falsos conceitos tem origem cultural, resultado da consciência sociológica que desenvolvemos. Eu disse consciência. Fácil: a palavra sociológica é morte; a palavra espírita é desencarne. Ficamos séculos pensando no morrer, na sua representação negra. Acho até que, de tanto experimentar, fixou-se o sentimento no DNA de cada um dos ocidentais. Espero que não, para não precisar interferir aí. Depois, veio André Luiz. Foi rápido, um pulo. Li-o, sofregamente; tudo o que pude, duas, três, muitas vezes. Imagens, imagens, imagens. André Luiz narra desencarnes, liga-os ao espaço e ao tempo, mostra as pessoas em situações felizes e infelizes. Vi o “céu” no Nosso Lar e o “inferno” no Umbral. Durou tempo, muito tempo para perceber as diferenças entre uma coisa e outra, pois há uma sutilidade presente que o espírito não percebe de imediato. Por isso, para muitos, céu e Nosso Lar, inferno e Umbral parecem a mesma coisa. O choque provocado pelo Livro dos Espíritos se ampliou com os livros de André Luiz. Vi duas coisas: era preciso prosseguir, mas era preciso

ajuste também. As novas ideias trazem em si um perigo: a desestabilização. Por isso, é preciso dar tempo para as mudanças culturais e emocionais. Daí para frente foi uma desordem no caos. Li tudo, sem cronologia, mas li. Deparei-me com o fabuloso Ernesto Bozzano e seu “A crise da morte”. Colige documentos, analisa comunicações mediúnicas, sintetiza magistralmente as ocorrências da morte, o instante, o filme final, as preocupações do espírito e os desdobramentos delas. O forte teor da narrativa de Camilo Castelo Branco sobre o suicídio combina com as informações de André Luiz, mas André Luiz vai um pouco além ao tratar de si mesmo como exemplo de suicídios involuntários. Aumenta, assim, o compromisso com a vida, a responsabilidade com o viver. O anedotário insurgente dos velórios assustou-me quando revelados os seus desdobramentos espirituais. O corpo ali estendido, o ritual, as lamentações, os elogios repletos de uma falsa moral e as chacotas perturbadoras, toda uma realidade dura, doída, e ao mesmo tempo reincidente. Mas ri, também, com alguns “testamentos” deixados em vida, a respeito do morrer e do viver. Um deles marcou-me profundamente. Era de Militão Pacheco, um médico homeopata respeitado. Militão percebeu a proximidade da morte e preocupou-se mais com seus familiares. Resolveu deixar clara em seu “testamento” a vontade de dispensar todos os rituais, os séquitos, a ideia de dor e tristeza. “Ordenou” a alegria serena, fixou sua convicção no espírito, na sua sobrevivência, na sua individualidade. Uma peça marcante, enfim, obedecida quando finou-se.Há tempo para plantar e para colher, diz Saulo, latinizado Paulo. Nãoserei ingênuo afirmando que o choque do Livro dos Espíritos desapareceu por completo depois de tanto tempo. Continuo sob seus efeitos, cada vez mais brandos, é verdade, mas ainda assim presentes. Saber da existência, sobrevivência e imortalidade desta individualidade denominada alma, agora mais fortemente entendida por espírito, é valioso; incorporar essa verdade ao dia-a-dia aprendi que demora. Mas, sinto-me suficientemente forte para elaborar o meu próprio“testamento”, certo de que será cumprido.Ei-lo:
Quando eu morrer, não quero luto. Minha cor não é o preto nem o roxo, é o branco alvo e luzidio de um espaço sem fim. Não quero choro, vela, velório. Permita que meu corpo vazio de espírito se ajuste e mande-o para o crematório. Deixo a você decidir o que fazer com as cinzas.

Não quero tristeza maior do que aquela de alguém que sai em viagem, sem dia certo para retornar. Leve e afetiva como uma pluma solta no ar. Não quero homenagens formais e imerecidas. Se alguma coisa valho, olhe-me na imagem de sua alma e diga ternamente: até breve.Não quero despedidas definitivas. Em algum momento voltarei e mesmo que demore, estarei próximo do seu coração. Não quero saudades doloridas, revividas nos objetos guardados. Dá tudo que usei e os momentos inapagáveis, mantenha-os pelo prazer do prazer. Não quero biografias mitificadoras. Se tiverem que escrever sobre mim, façam-no com franqueza, lealdade e muita sinceridade. Digam o que fui e o que fiz, para servir de exemplo, e o que não fiz, também. Saibam que os fracassos, às vezes, são mais valiosos. Não quero disputa alguma sobre herança. Parto como vim, em espírito. Meu único espólio consiste de carinho, ternura e coração, patrimônio que mais se multiplica quanto mais se divide. Não quero comunicados fúnebres. Eles não fazem sentido para o espírito imortal. Diz apenas: “Partiu hoje, de retorno ao seu lar de origem, o espírito do meu esposo. Ele viveu por aqui durante X anos. Reencarnou cheio de esperanças, de sonhos e me garantiu que mesmo tendo realizado apenas os que pôde, retorna ao espaço com mais sonhos e esperanças. Obrigado a todos por partilharem comigo este momento sublime”

IMAGEM:A morte de Sócrates, do pintor francês Jacques-Louis David

quinta-feira, 15 de março de 2012

NAMORO,FASE DO ENCANTAMENTO




                                           FOTOS NO AUGE DO ENCANTAMENTO...

Blogagem coletiva proposta pela amiga Rosélia,do blog Espiritual-idade,Rosa do Luzdeluma e Rute do Publicarparapartilhar.Será uma coletiva intutalada:O AMOR EM PEDAÇOS OU O AMOR POR PARTES.Hoje iniciando com a fase do ENCANTAMENTO.Poderia falar de mim,sobre mim,já que teria muito pra dizer pela experiência que a vida nos dá,todavia,escolhi mostrar A VIDA COMO ELA É DE FATO,no que espero ser útil à todos que nos leiam;Aos mais velhos explicando os porquês de tudo que já foi vivenciado e aos mais jovens,fortalecendo a paciência,a tolerância,a compreensão,a lealdade,a amizade,a cumplicidade etc...Elementos essenciais para a sobrevivência do AMOR.

NAMORO

Pergunta - Além da simpatia geral, oriunda da semelhança que entre eles
exista, votam-se os Espíritos recíprocas afeições particulares?

Resposta - Do mesmo modo que os homens, sendo, porém, que mais forte é o
laço que prende os Espíritos uns aos outros, quando carentes de corpo material, porque
então esse laço não se acha exposto às vicissitudes das paixões. Item no. 291, de "O
Livro dos Espíritos".

 A integração de duas criaturas para a comunhão sexual começa
habitualmente pelo período de namoro que se traduz por suave encantamento. Dois
seres descobrem um no outro, de maneira imprevista, motivos e apelos para a entrega
recíproca e daí se desenvolve o processo de atração. O assunto consubstanciaria o que
seria lícito nomear como sendo um "doce mistério" se não faceássemos nele as
realidades da reencarnação e da afinidade.
Inteligências que traçaram entre si a realização de empresas afetivas ainda no
Mundo Espiritual, criaturas que já partilharam experiências no campo sexual em
estâncias passadas, corações que se acumpliciaram em delinquência passional, noutras
eras, ou almas inesperadamente harmonizadas na complementação magnética,
diariamente compartilham as emoções de semelhantes encontros, em todos os lugares da
Terra.
Positivada a simpatia mútua, é chegado o momento do raciocínio.
Acontece, porém, que diminuta é, ainda, no Planeta, a percentagem de pessoas,
em qualquer idade física, habilitadas a pensar em termos de auto-análise, quando o
instinto sexual se lhes derrama do ser.
Estudiosos do mundo, perquirindo a questão apenas no "lado físico", dirão
talvez tão-somente que a libido entrou em atividade com o seu poderoso domínio e,
obviamente, ninguém discordará, em tese, da afirmativa, atentos que devemos estar à
importância do impulso criativo do sexo, no mundo psíquico, para a garantia e
perpetuação da vida no Planeta. É imperioso anotar, entretanto, em muitos lances da
caminhada evolutiva do Espírito, a influência exercida pelas inteligências desencarnadas
no jogo afetivo. Referimo-nos aos parceiros das existências passadas, ou, mais
claramente, aos Espíritos que se corporificarão no futuro lar, cuja atuação, em muitos
casos, pesa no ânimo dos namorados, inclinando afeições pacificamente raciocinadas
para casamentos súbitos ou compromissos na paternidade e na maternidade, namorados
esses que então se matriculam na escola de laboriosas responsabilidades. Isso porque a
doação de si mesmos à comunhão sexual, em regime de prazer sem ponderação, não os
exonera dos vínculos cármicos para com os seres que trazem à luz do mundo, em cuja
floração, aliás, se é verdade que recolherão trabalho e sacrifício, obterão também
valiosa colheita de experiência e ensinamento para o futuro, se compreenderem que a
vida paga em amor todos aqueles que lhe recebem com amor as justas exigências para a
execução dos seus objetivos essenciais.

Do livro Vida e Sexo – Chico Xavier/Emmanuel

sábado, 10 de março de 2012

JESUS E DEUS


Sei que o texto é longo,mas leia-o pois vale muito a pena para tirar dúvidas sobre a questão se Jesus é Deus à luz da lógica,da razão e do bom senso.A ideia para a postagem me chegou por conta de um email que recebi de uma amiga muito querida com alguns questionamentos e entre eles estava este tema,que é dúvida de muitos.A s outras dúvidas responderei depois.Bom estudo!!

ESTUDANDO O EVANGELHO - MARTINS PERALVA

23
Jesus e Deus – 1º

Meu Pai e eu somos um.
Aqueles que afirmam, ou, pelo menos, crêem que Jesus e Deus são a mesma entidade, louvam-se, sem dúvida, nas seguintes palavras do Mestre: — “Meu Pai e eu Somos um.”
Baseando-nos, contudo, nessas palavras para cultivarmos a crença de que Jesus é o próprio Deus, seremos, forçosa e inevitavelmente, compelidos a também igualar o Mestre aos discípulos, o Cristo aos apóstolos, pois no Evangelho de João (capítulo 14º, versículo 20) está escrito: “... estou em meu Pai e vós em mim e eu em vós”.
Não há outra alternativa.
Não há diferença entre as duas frases: “Meu Pai está em mim e eu nele”, com que se refere Jesus a Deus, e a outra: “Vós (estais) em mim e eu em vós”, com que o mesmo Jesus se reporta aos discípulos.
De fato Jesus sempre esteve com Deus. E Deus, por sua vez, sempre esteve com Jesus.
A vontade de um sempre foi a do outro.
São um pelo pensamento — uma vez que tudo quan¬to o Cristo realizava e realiza ainda é sob a inspiração direta de Deus.
A Alma puríssima de Jesus é o cristalino espelho onde a vontade do Senhor dos Mundos se reflete sobe¬rana e misericordiosa.
Deus é o Pai, Jesus é o Filho.
Deus é o Soberano Universal, Causa Primária de Todas as Coisas, Inteligência Suprema do Universo, como O define o Espiritismo.
Jesus é o Seu Embaixador na Terra.
Deus criou o Universo, que é a soma, a reunião, o conjunto de todos os mundos, galáxias, constelações, sistemas planetários.
Jesus, Seu Enviado, presidiu a formação do orbe terrestre, daí ter afirmado: — “Sou o princípio de todas as coisas, eu que vos falo.”
E nós acrescentamos, em nome das luzes da Doutrina Espírita: de todas as coisas terrestres.
Diz Emmanuel que o Cristo organizou o cenário da vida, criando, sob as vistas de Deus, o indispensável à existência dos seres do porvir”.

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Em todas as suas referências, Jesus sempre esclarece que não é Deus.
Que não é Onipotente.
Que a Sua vontade está condicionada à do Pai.
Em comovedora, constante e sublime demonstração de obediência e compreensão filiais, põe sempre acima do Seu o Poder de Deus.
Embaixador Celeste, nada fêz em discordância com a vontade do Pai, que O enviou, em missão apostolar, ao globo terrestre.
A Sabedoria e o Amor do Pai, que O fêz descer das infinitas regiões de luz para as sombras do mundo, estiveram sempre com o Filho.
Nos pensamentos, nas palavras, nas atitudes.
Eram e são, por conseguinte, um pelo pensamento, um pelo coração, um pela inteligência.
Tanto quanto os discípulos, tocados pelo ideal evangélico — de que era Jesus a personificação na Terra — eram também um com o Mestre.
Os discípulos estavam com Jesus, quanto Jesus estava com os discípulos.
Nada mais claro.
Nem mais lógico.
Nem mais simples.
Quando um Embaixador, um Ministro, um Cônsul, afinal, segue invariàvelmente a orientação do governo que representa, embora representante e governo sejam pessoas distintas, são um pelo pensamento, porque um executa fielmente a vontade do outro.
Não houve até hoje, na Terra, quem representasse com tamanha fidelidade o pensamento do seu representado, como Jesus o fêz com relação a Deus.
Basta meditar sobre isto: Deus é Amor, Jesus éAmor.
Deus governa o Universo, de que a Terra é minúsculo departamento. Jesus é o Mandatário do Pai neste mundo.
Mas são um pelo pensamento.

24
Jesus e Deus – 2º

Meu Pai, nas tuas mãos entrego a minha alma.
Vai o Espiritismo ganhando terreno não só no coração, mas também na consciência da Humanidade, em virtude da lógica de sua doutrina e da clareza com que estuda e elucida os problemas da evolução espiritual.
E como os explica com simplicidade, a cada dia mais se vêem os seus adeptos defrontados com variadas interpelações, das mais simples às mais complicadas.
Percebe-se, no homem moderno, a ânsia do conhe¬cimento.
E como quem está sequioso procura, naturalmente, dessedentar-se, vem-se o Espiritismo constituindo, sob os clarões do Evangelho, a fonte generosa que a todos ampara, na sublime missão de servir.
Inegavelmente vem sendo a Doutrina Espírita o poço de Jacob da atualidade. Localizado à margem do caminho, fornece aos viajores a preciosa linfa do esclareci¬mento e da consolação.
Assim sendo, cresce a responsabilidade dos que lhe abraçam os ideais renovativos; eis que se tornam alvo de expressivas indagações, inclusive das que se referem à personalidade de Jesus, que, no parecer de muita gente, é o próprio Deus.
Embora dispensando o maior apreço à opinião dos que pensam, aceitam e difundem a idéia de que Jesus e Deus são a mesma entidade, somos compelidos a abordar, com sincera genuflexão, o delicado e transcendente problema.
Coloquemos, todavia, à guisa de moldura, as próprias palavras do Mestre.
Folheemos, pois, mui respeitosamente, o Evangelho do Senhor — Repositório de Suas lições, Santuário de Suas palavras.
Deixemos que os próprios ensinos do Cristo de Deus façam luz sobre o assunto, eqüacionem o problema que tanto tem aguçado a curiosidade dos homens.
As passagens que alinharemos a seguir foram extraidas do Novo Testamento.
Todas elas se reportam, com absoluta clareza, ao assunto em estudo, deixando, pelo menos a nós, Espíritas, a convicção de que Jesus é um, e Deus é outro.
Um — é o Pai; outro — é o Filho.
Deus — o Criador do Universo.
Jesus — o Governador Espiritual da Terra.
O primeiro — Outorgante.
O Segundo — Outorgado.
Reflitamos, pois.
“A palavra que ouvistes não é minha, mas do Pai que me enviou.” — João, capítulo 14º, versículo 24.
“Porque me chamais bom? Não há bom senão um só, que é Deus.” — Mateus, capítulo 19º, versículo 17; Marcos, capítulo 10º, versículo 18; Lucas, capítulo 18º, versículo 19.
“... eu desci do Céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.” — João, capítulo 6º, versículo 38.
“Assim procedo para que o mundo saiba que eu amo o Pai e faço como o Pai me ordenou.” — João, capítulo 14º, versículo 31.
“Quem quer que me recebe, recebe aquele que me enviou.” — Lucas, capítulo 9º, versículo 48.
“... agora procurais dar-me a morte, a mim que vos tenho dito a verdade que aprendi de Deus.” — João, capítulo 8º, versículo 40.
“Ainda estou convosco por um pouco de tempo e vou em seguida para aquele que me enviou.” — João, capítulo 7º, versículo 33.
“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Conso¬lador a fim de que esteja para sempre convosco.” — João, capítulo 14º, versículo 16.
“Se me amásseis, alegrar-vos-íeis de que eu vá para o Pai, pois o Pai é maior do que eu.” — João, capítulo 14º, versículo 28.
“Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice.” — Mateus, capítulo 26º, versículo 39.
Mais adiante, no versículo 42, continua a sublime e incompreendida conversação com Deus: “Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice, sem que eu o beba, faça-se a tua vontade.”
Mais adiante, ainda, o incisivo, admirável, incontrovertido apontamento de Lucas (capítulo 23º, versículo 46): — “Meu Pai, nas tuas mãos entrego a minha alma.”

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Jesus declara que a palavra ouvida não foi sua, mas do Pai.
Que Ele não é bom, mas Deus o é.
Que não desceu do Céu para fazer a Sua vontade, mas a dAquele que O enviou.
Que ama o Pai.
Que quem O recebe, recebe Aquele que O enviou.
Que aprendeu a verdade de Deus.
Que vai para junto daquele que O enviou.
Que rogará ao Pai e Ele nos dará outro Consolador.
Que, se o amássemos, alegrar-nos-íamos de que fosse para o Pai.
Que o Pai é maior do que Ele.
Pede que o cálice seja afastado dEle, se possível.
Que, se não for possível, se faça a vontade do Pai.
Entrega, afinal, nas mãos de Deus o Seu Espírito, a Sua Alma.


25
Jesus e Deus – 3º

herdeiros de Deus e co-herdeiros de Jesus Cristo.
No exame do problema da identidade de Jesus com Deus, do Filho com Pai, é justo e conveniente auscultemos, também, a opinião dos apóstolos.
Precisamos conhecer o pensamento, o testemunho daqueles que foram vasos escolhidos para o ministério evangélico.
Diz Allan Kardec, com a prudência e sensatez que lhe caracterizavam o Espírito: “De todas essas opiniões, as de maior valor são, incontestàvelmente, as dos apóstolos, uma vez que estes O assistiram em sua missão, e uma vez também que, se Ele lhes houvesse dado instruções secretas, respeito à Sua natureza, alguns traços dessas instruções se descobririam nos escritos deles. Tendo vivido na sua intimidade, melhor do que ninguém haviam eles de conhecê-Lo.”
Ouçamos a palavra de Pedro, o velho Barjonas, que assistiu a Jesus desde a primeira hora.
“O Deus de nossos Pais ressuscitou a Jesus, que vós fizestes morrer, pendurando-o no madeiro.” — Atos, capítulo 5º, versículo 30.
“Varões israelitas, atendei a estas palavras: Jesus, o Nazareno, varão aprovado por Deus diante de vós.. .“ — Atos, capítulo 2º, versículo 22.
“A este Jesus, Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas.” — Atos, capítulo 2º, versículo 32.
“Que, pois, toda a Casa de Israel saiba, com absoluta certeza, que Deus fez Senhor e Cristo a esse Jesus que vós crucificastes.” — Atos, capítulo 2º, versículo 36.
“Foi por vós, primeiramente, que Deus suscitou seu Filho e vo-lo enviou para vos abençoar, a fim de que cada um se convertesse da sua má vida.” — Atos, capítulo 3º, versículo 26.

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Ouçamos, agora, a Paulo de Tarso, o erudito e sublimado Doutor dos Gentios.
Paulo de Tarso — o ardoroso discípulo de Gamaliél e seu presumível substituto no Sinédrio.
Conheçamos, também, o vigoroso e inspirado pensamento do notável bandeirante do Evangelho do Reino, “cujos escritos prepararam os primeiros formulários da religião cristã”.
“Se o confessais de boca que Jesus Cristo é o Senhor e se credes que Deus o ressuscitou dentre os mortos, sereis salvos.” — Romanos, capítulo 10º, versículo 9.
“Porque se nós, quando inimigos fomos reconciliados com Deus mediante a morte do Seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela Sua vida.” — Romanos, capítulo 5º, versículo 10.
“Deus, em sua bondade, tendo querido que Ele mor¬resse por todos — por ser Ele bem digno de Deus...“ — Hebreus, capítulo 2º, versículo 9.
“Se somos filhos, somos também herdeiros, herdei¬ros de Deus e co-herdeiros de Jesus-Cristo.” — Romanos, capítulo 8º, versículo 17.

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Como se vê, assimilando o pensamento de Jesus, os apóstolos dão testemunho sobre a personalidade do Mestre.
Dezenas de passagens semelhantes poderiam ser alinhadas, sem qualquer dificuldade, todas elas estabelecendo clara distinção entre Deus e Jesus, entre o Pai e o Filho.
Depois do auto-pronunciamento do Cristo, inegàvelmente as opiniões mais abalizadas são as dos apóstolos, uma vez que participaram da vida de Jesus, em todos os instantes da sua atividade pública.
Privaram da intimidade do Senhor.
Recebiam-lhe, diretamente dos lábios, os ensinos e as instruções.
Ouviam-lhe, diuturnamente, as lições de eterna beleza e de eterna sabedoria.
Acatar-lhes, pois, o pensamento, constitui homena¬gem viva de nossas almas àqueles homens pelo próprio Mestre escolhidos, e pré-escolhidos, para o ministério evangélico.
Se a palavra de Jesus e as opiniões dos apóstolos nos merecem fé, não tenhamos dúvida em afirmar que Deus é um, e Jesus é outro.
Deus — é o Pai.
Jesus — é o Filho.
E nós, os humanos, somos os irmãos de Jesus.
Herdeiros de Deus.
Co-herdeiros de Jesus.

 

domingo, 5 de fevereiro de 2012

REFLEXÕES SOBRE A  GRANDE  TRANSIÇÃO PLANETÁRIA
 
            Queridos amigos, estas são reflexões imprescindíveis, que todos nós, espíritas, comprometidos com a divulgação e vivência dos ensinamentos do Espiritismo, necessitamos fazer, compreendendo que estamos sendo convocados, diretamente, para contribuir com o processo de regeneração da Humanidade.
Minha proposta aos queridos amigos é a de observarmos mais atentamente a mensagem-revelação do Espírito Órion., contida no livro Transição Planetária.
Ressaltarei desse capítulo, que é o terceiro, os pontos referentes à convocação que é feita pelo emissário que veio de uma das Pleiâdes (constelação do Touro), especialmente a nós, espíritas.
Incialmente apresento algumas considerações.

O livro Transição Planetária, a meu ver, é a obra mediúnica mais importante dos últimos tempos ao abordar o grandioso processo da renovação planetária, conforme está predito, e como isso se realizará, para que a Terra alcance o patamar da regeneração.
            Jesus, no Sermão profético (Mt c.24 e 25; Mc c.13; Lc 21:5-36) fala do
“princípio das dores” e da“grande tribulação”.
            Em O Livro dos Espíritos, em resposta à questão 1019 proposta por Allan Kardec, o Espírito São Luís elucida, com muita clareza, o que deverá ocorrer para que o bem reine na Terra. Também em A Gênese, cap. XVIII, Kardec aprofunda os esclarecimentos com relação à grande transformação moral e espiritual do planeta.
Na magnífica obra mediúnica Há dois mil anos, (FEB, 1939), Emmanuel, através da psicografia de Chico Xavier, relata no cap. VI da segunda parte, intitulado “Alvoradas do reino do Senhor”, o discurso de Jesus (texto que divulguei há 3 anos para todos os nossos grupos), quando recepcionava um grupo de mártires sacrificados no circo romano. Segundo Emmanuel, o Mestre fez naquele momento sublime, “a exposição de suas profecias augustas”. Nessa importante profecia – recordemos que isto aconteceu há dois mil anos –encontramos detalhes de como se dará a transição, que ora está em curso.
No ano de 1948, a FEB lança o livro Caminho, verdade e vida, de Emmanuel/Chico Xavier, em cujo cap.140, intitulado “Para os montes”, o autor espiritual tece comentários sobre um dos versículos do Sermão profético, conforme Mt 24:16. O texto é notável pois traça um panorama - àquela época –do que estamos vivendo hoje.
Recentemente, a Mentora Joanna de Ângelis, através de Divaldo Franco, divulga a mensagem intitulada “A Grande transição”, (livro Jesus e Vida – LEAL, 2007) excelente esclarecimento sobre o tema que estou enfocando. Interessante assinalar que esta mensagem foi transmitida, penso eu, como preparação para o livro Transição Planetária , que é o objeto de nossas reflexões.
Todos os textos acima evidenciam que a importante contribuição do querido Benfeitor Manoel Philomeno de Miranda, está doutrinariamente fundamentadanas obras citadas.
A obra Transição Planetária, traz, portanto, minuciosos esclarecimentos acerca do processo da regeneração do planeta Terra. Sendo assim é imprescindível que todos os que estarão recebendo essas reflexões estejam em dia com a leitura desse livro. E quem já leu releia...
A seguir, observemos o trecho em que Órion esclarece a vinda de milhares de Espíritos da mesma Esfera ao qual pertence que, inicialmente, estarão se dirigindo às comunidades espirituais (que são denominadas entre nós de ‘colônias espirituais’) que estão próximas à Terra, expondo o grandioso programa ,“de forma que, unidos, formemos uma só caravana de laboriosos servidores, atendendo as determinações do Governador terrestre, o Mestre por excelência.”
“De todas essas comunidades(colônias espirituais) seguirão grupos espirituais preparados para a disseminação do programa, comunicando-se nas instituições espíritas sérias e convocando os seus membros à divulgação das diretrizes para os novos cometimentos.
Expositores dedicados e médiuns sinceros estarão sendo convocados a participarem de estudos e seminários, para que seja desencadeada uma ação internacional no planeta, convidando as pessoas sérias à contribuição psíquica e moral em favor do novo período.”
É importante que leiam todo o capítulo e que atentemos para as advertências que Órion transmite. Claro que os testemunhos acontecerão, como podemos imaginar.
Na parte final da mensagem ele afirma : “ O modelo a seguir permanece Jesus, e a nova onda de amor trará de retorno o apostolado, os dias inesquecíveis das perseguições e do martirológio que, na atualidade, terá características diversas, já que não se podem matar impunemente os corpos como no passado...”
Queridos amigos, agora já sabemos.
A sintonia com essa programação depende de cada um, desde que aceite participar. Mas penso que todos estamos, vibratoriamente e honrosamente, engajados nesse nobre propósito.
Como diz Joanna, a amorável  Benfeitora de todos nós:
“Aclimatados à atmosfera do Evangelho, respiremos o ideal da crença...
E unidos uns aos outros, entre os encarnados e com os desencarnados, sigamos.
Jesus espera: avancemos!


Suely Caldas Schubert 

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