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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A Família em Primeiro Lugar



                                  Dois dos neus  filhos com o pai e mulheres para representar a família!! 


     
         O administrador Stephen Kanitz, colunista da revista Veja, escreveu em edição de fevereiro de 2002 mais ou menos o seguinte:

         Há vinte anos presenciei uma cena que modificou radicalmente minha vida. Foi num almoço com um empresário respeitado e bem mais velho que eu.

         O encontro foi na própria empresa. Ele não tinha tempo para almoçar com a família em casa, nem com os amigos num restaurante. Os amigos tinham de ir até ele.

         Seus olhos estavam estranhos. Achei até que vi uma lágrima no olho esquerdo. “Bobagem minha”, pensei. Homens não choram, especialmente na frente dos outros.

         Mas, durante a sobremesa, ele começou a chorar copiosamente. Fiquei imaginando o que eu poderia ter dito de errado. Supus que ele tivesse se lembrado dos impostos pagos no dia.

         “Minha filha vai se casar amanhã”, disse sem jeito, “e só agora a ficha caiu. Percebo que mal a conheci.

         Conheço tudo sobre meu negócio, mal conheço minha própria filha. Dediquei todo o tempo à minha empresa e me esqueci de me dedicar à família.”

         Voltei para casa arrasado. Por meses, me lembrava dessa cena e sonhava com ela. Prometi a mim mesmo e a minha esposa que nunca aceitaria seguir uma carreira assim.

         Colocar a família em primeiro lugar não é uma proposição tão aceita por aí. Normalmente, a grande discussão é como conciliar família e trabalho. Será que dá?

         O cinema americano vive mostrando o clichê do executivo atarefado que não consegue chegar a tempo para a peça de teatro da filha ou ao campeonato mirim de seu filho.

         Ele se atrasou justamente porque tentou conciliar trabalho e família. Só que surgiu um imprevisto de última hora, e a cena termina com o pai contando uma mentira ou dando uma desculpa esfarrapada.

         Se tivesse colocado a família em primeiro lugar, esse executivo teria chegado a tempo. Teria levado pessoalmente a criança ao evento.

         Teria dado a ela o suporte psicológico necessário nos momentos de angústia que antecedem um teatro ou um jogo.

         A questão é justamente essa. Se você, como eu e a grande maioria das pessoas, tem de conciliar família com amigos, trabalho, carreira ou política, é imprescindível determinar quem você coloca em primeiro lugar.

         Colocar a família em primeiro lugar tem um custo com o qual nem todos podem arcar. Implica menos dinheiro, fama e projeção social.

         Muitos de seus amigos poderão ficar ricos, mais famosos que você e um dia olhá-lo com desdém. Nessas horas, o consolo é lembrar um velho ditado que define bem por que priorizar a família vale a pena:

         “Nenhum sucesso na vida compensa um fracasso no lar.”

         Qual o verdadeiro sucesso de ter um filho drogado por falta de atenção, carinho e tempo para ouvi-lo no dia-a-dia?

         De que adianta ser um executivo bem-sucedido e depois chorar durante a sobremesa porque não conheceu sequer a própria filha?
*   *   *
         O lar constitui o cadinho redentor das  almas. Merece nosso investimento em recursos de afeto, compreensão e boa vontade, a fim de dilatar os laços da estima.

         Os que compõem o lar são os marcos vivos das primeiras grandes responsabilidades do Espírito encarnado.
 

         Assim, acima de todas as contingências de cada dia, compete-nos ser o cônjuge generoso e o melhor pai, o filho dedicado e o companheiro benevolente.

         Afinal, na família consangüínea, temos o teste permanente de nossas relações com toda a Humanidade.
 

(Redação do Momento Espírita, baseado no artigo de Stephen Kanitz, revista Veja, seção Ponto de vista, de 20 de fevereiro de 2002 e no cap. 19 do livro Conduta espírita, do Espírito André Luiz, psicografia de Waldo Vieira, ed. Feb.
http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=1924&let=F&stat=0)


“Chico disse”??


O médium Francisco Cândido Xavier trabalhou a vida toda, não só para sobreviver, mas também pela causa espírita. Deixou o exemplo de idealismo e compreensão do “dai de graça o que de graça recebeste”. O espírito desencarnado  Emmanuel o acompanhou sempre, espírito iluminado que auxiliava o grande médium a expressar uma vida baseada nos ensinamentos de Jesus.

Chico fez pela doutrina espírita o que raros realizaram. Exemplificou a transformação moral que caracteriza o verdadeiro espírita. Esqueceu seus sonhos para trabalhar pelo próximo. Perdeu horas de sono, dispensou o descanso físico, dedicou suas horas livres do trabalho profissional para amparar, consolar os necessitados. Suas opiniões pessoais revelam o seu raciocínio, espelhando bom senso e fé raciocinada.

Enquanto estava entre nós, na expressão do corpo físico, exemplificando a sua capacidade de pensar e respeitar a ciência, não tiveram a coragem de inventar que Chico dissera isto ou aquilo. Mas o grande homem esgotou, após mais de noventa anos, o seu tempo na Terra. Nós, que tanto o amamos e entendemos em parte a grandeza do seu trabalho, reconhecemos que ele havia realizado impecavelmente a tarefa combinada no plano espiritual. 


Contribuiu para a credibilidade do espiritismo, apresentou o mundo espiritual na visão iluminada de Jesus. Apresentou dimensões melhores e as de necessidade, mas sempre com a iluminação do Consolador Prometido, o espiritismo; nunca amedrontando ou causando desconforto e desequilíbrio. Seus livros psicografados não endeusam a força das trevas, mas mostram que a luz emanada pela espiritualidade superior é que domina e controla o planeta. Apresenta Deus como o pai que Jesus descreve na parábola do filho pródigo.

Não bastasse a superioridade espiritual de Chico, havia ainda a presença constante de Emmanuel aconselhando-o, velando pelo grande tarefeiro, mergulhado em um planeta ainda de provas e expiações. Chico psicografou romances e livros científicos como Evolução em dois mundos e Mecanismo da mediunidade, que comprovam sua capacidade intelectual e moral, pois demonstra o instrumento mediúnico aguçado, bem preparado que sempre foi, compreendendo que a Terra passaria por grandes transformações físicas pois é um planeta amadurecendo para a realização da sua grande tarefa: hospital-escola de um grande número de espíritos destinados ao desenvolvimento pleno, que vai se transformar em um mundo de regeneração, com paz, amor e justiça.

Como o convite realizado na parábola do festim de núpcias, para comparecermos a um grande evento, uma festa em dimensões melhores, aqueles que permanecerem no desconhecimento da Lei de Amor, exemplificada por Jesus, continuarão seu crescimento espiritual em outras escolas semelhantes. Não há castigo, é o amor de Deus que concede aos filhos novas oportunidades. E não há filhos privilegiados, pois fomos criados simples e ignorantes com potencialidades a serem desenvolvidas através das várias encarnações.

Em uma entrevista ao SBT, Chico diz que o Brasil seria a Pátria do Evangelho, se os brasileiros conseguissem realizar essa possibilidade; mas, caso não o fizessem, o país poderia entrar em decadência... Lúcido, bom senso por ele mesmo, capacidade de compreender as necessidades do povo brasileiro que realmente não tem conseguido a expressão de superioridade espiritual. Mas se Chico precisasse, Emmanuel estaria ao seu lado para aconselhar, não permitindo que ele falasse tolices. Ora, se quando entre nós, no corpo físico, foi profundamente respeitado, por que só agora começam apresentar opiniões pessoais atribuindo-as a Chico? Será que pensam que Francisco Cândido morreu? Não sabem que a morte não existe e que Chico está mais vivo do que nós? Não sabem que ele observa e analisa o que estão fazendo com o seu trabalho?

O que não foi dito como pensamento de Chico, enquanto ele estava mergulhado na carne deve continuar no silêncio. “Melhor rejeitar noventa e nove verdades a aceitar uma mentira.”

Respeitemos o grande espírito. Deixemos em paz o grande médium. A obra dele é tão extensa que basta estudá-la para compreendê-la melhor, sem nada inventar. Deturpamos os ensinamentos de Jesus e temos que ter cuidado, como diz J. Herculano Pires no livro Ciência espírita, para não repetirmos o erro na divulgação do espiritismo. Ideias bizarras, anticientíficas não podem ser aceitas por aqueles que estudam ou deviam estudar essa doutrina que provoca o despertar das consciências, o desenvolvimento da razão iluminada pela fé.

Mesmo que Chico houvesse dito algo semelhante, seria necessário estudar o momento, o contexto, o sentido geral. Agora, se só sobrasse o Brasil após o suposto “apocalipse de Chico”, o feitiço viraria contra os feiticeiros, porque a vida ficaria insuportável em um país esquartejado e com uma superpopulação acima do que poderia suportar. Se a vida no Brasil com tanta corrupção, tráfico de drogas violência, já é difícil, o que justificaria sermos os escolhidos, o povo superior aos outros habitantes da Terra? Poupem-nos e respeitem o ser maravilhoso que tanto fez por todos nós: Francisco Cândido Xavier, o médium que melhor exemplificou os ensinamentos de Jesus.

Pedagoga, oradora e escritora espírita, Heloísa Pires é filha do professor e filósofo Herculano Pires.
fonte:
http://www.correiofraterno.com.br/nossas-secoes/13/700-chico-disse

domingo, 28 de agosto de 2011

A Riqueza do Pai



Quando o pólen vai conduzido pelas patinhas dos insetos e pelo vento, observamos o curioso fenômeno da fertilização no reino vegetal.

Essa integração entre o vento, as plantas e os animais nos fala da beleza que caracteriza as leis do Criador.

Mas as flores e os frutos que decorrem dessa integração nos falam da riqueza de Deus, a saciar a sede de beleza e a fome de Sua criação animal.

Quando as poeiras celestes se reúnem nos cenários cósmicos e cantam o nascimento de um novo astro, conseguimos ver a beleza do Criador a inundar os espaços.
 

Porém, ao olharmos a olho nu ou por meio de equipamentos tecnológicos, a infinidade de astros nos céus, constatamos a riqueza de Deus, a nos falar dos universos sem conta.

Quando observamos a movimentação do verme no solo, transformando a matéria em húmus fertilizante;

Quando vemos a ação dos seres unicelulares desde a ameba, no ciclo do progresso, temos a beleza da obra divina em ampla demonstração.

Entretanto, ao vermos a multiplicidade das formas animais, das cores, da plumagem, das peles, constatamos como tudo isso exprime a riqueza de Deus.

Quando nos permitimos as observações no mundo da irracionalidade, das reações animais nos impulsos do instinto e o acerto dessas reações, somos levados a penetrar os campos da beleza do Pai, que unifica o vaga-lume e o chimpanzé, a mosca e o dromedário, a formiga e o leão, na vasta cadeia da evolução animal.

Todavia, ao verificarmos as experiências humanas que reúnem em si todos os progressos dos seres inferiores à humanidade;

Ao constatarmos as sofisticações intelectuais, morais, espirituais do homem não se pode ficar indiferente a essas demonstrações da riqueza de Deus.

Tudo nos leva a conceber a Inteligência Suprema como a beleza e a riqueza plenas e perfeitas a penetrar e envolver os mundos.

E, ao reconhecer a nossa condição de filhos desse grande Pai, nos sentimos herdeiros das constelações, donos da vida, uma vez que é o nosso Pai o dono de tudo.

Observamos que toda a feiúra e a pobreza que vemos sobre o planeta é devida às construções infelizes do ser humano.

É o homem que cava para si mesmo abismos de dor e veredas de morte, em razão de dar ouvidos às sombras que ainda existem em sua intimidade.

No entanto, não há porque persistir em conservar as pobrezas da mente e do coração, desde que em Deus tudo é beleza, riqueza, um campo de vibrante evolução.

O que devemos buscar é o aprimoramento da alma, o embelezamento íntimo e a riqueza do caráter, a fim de que desenvolvamos em nós o Reino dos Céus, na marcha para a evolução.

Aprendamos a descobrir, ao nosso redor, a beleza e a riqueza de Deus a fim de que, assim sintonizados, sejamos estetas da beleza, artífices da paz e promotores do bem, nesse universo de ações, vibrações, sentimentos, em que nos movemos.
 

Redação do Momento Espírita, com base no cap. Beleza e riqueza de Deus, do livro Em nome de Deus, pelo Espírito José Lopes Neto, psicografado por Raul Teixeira, ed. Fráter.


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