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sexta-feira, 4 de março de 2011

CARNAVAL

CARNAVAL
                                                         
Atrás do trio elétrico s
ó não vai quem já morreu... – Caetano Veloso.


Ao contrário do que reza o frevo de Caetano Veloso, não são somente os “vivos” que formam a multidão de foliões que se aglomera nas ruas das grandes cidades brasileiras ou de outras plagas onde se comemore o Carnaval. 
O Espiritismo nos esclarece que estamos o tempo todo em companhia de uma inumerável legião de seres invisíveis, recebendo deles boas e más influências a depender da faixa de sintonia em que nos encontremos.
Essa massa de espíritos cresce sobremaneira nos dias de realização de festas pagãs, como é o Carnaval. Nessas ocasiões, como grande parte das pessoas se dá aos exageros de toda sorte, as influências nefastas se intensificam e muitos dos encarnados se deixam dominar por espíritos maléficos, ocasionando os tristes casos de violência criminosa, como os homicídios e suicídios, além dos desvarios sexuais que levam à paternidade e maternidade irresponsáveis. 
Se antes de compor sua famosa canção o filho de Dona Canô tivesse conhecido o livro “Nas Fronteiras da Loucura”, ditado ao médium Divaldo Pereira Franco pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda, talvez fizesse uma letra diferente e, sensível como o poeta que é, cuidaria de exortar os foliões “pipoca” e aqueles que engrossam os blocos a cada ano contra os excessos de toda ordem. 
Mas como o tempo é o senhor de todo entendimento, hoje Caetano é um dos muitos artistas que pregam a paz no Carnaval, denunciando, do alto do trio elétrico, as manifestações de violência que consegue flagrar na multidão. 

Atrás do trio elétrico também vai quem já morreu...”.
No livro citado, Manoel Philomeno, que quando encarnado desempenhou atividades médicas e espiritistas em Salvador, relata episódios protagonizados pelo venerando Espírito Bezerra de Menezes, na condução de equipes socorristas junto a encarnados em desequilíbrios.
Philomeno registra, dentre outros pontos de relevante interesse, o encontro com um certo sambista desencarnado, o qual não é difícil identificar como Noel Rosa, o poeta do bairro boêmio de Vila Isabel, no Rio de Janeiro, muito a propósito, integrava uma dessas equipes socorristas encarregadas de prestar atendimento espiritual durante os dias de Carnaval. Interessado em colher informações para a aprendizagem própria (e nossa também!), Philomeno inquiriu Noel sobre como este conciliava sua anterior condição de “sambista vinculado às ações do Carnaval com a atual, longe do bulício festivo, em trabalhos de socorro ao próximo”. Com tranquilidade, o autor de “Camisa listrada” respondeu que em suas canções traduzia as dores e aspirações do povo, relatando os dramas, angústias e tragédias amorosas do submundo carioca, mas compreendeu seu fracasso ao desencarnar, despertando “sob maior soma de amarguras, com fortes vinculações aos ambientes sórdidos, pelos quais transitara em largas aflições”.

No entanto, a obra musical de Noel Rosa cativara tantos corações que os bons sentimentos despertados nas pessoas atuaram em seu favor no plano espiritual; “Embora eu não fosse um herói, nem mesmo um homem que se desincumbira corretamente do dever, minha memória gerou simpatias e a mensagem das músicas provocou amizades, graças a cujo recurso fui alcançado pela Misericórdia Divina, que me recambiou para outros sítios de tratamento e renovação, onde despertei para realidades novas”. Como acontece com todo espírito calceta que por fim se rende aos imperativos das sábias leis, Noel conseguiu, pois, descobrir “que é sempre tempo de recomeçar e de agir” e assim ele iniciou a composição de novos sambas, “ao compasso do bem, com as melodias da esperança e os ritmos da paz, numa Vila de amor infinito...”.

Entre os anos 60 e 70, Noel Rosa integrava a plêiade de espíritos que ditaram ao médium, jornalista e escritor espírita Jorge Rizzini a série de composições que resultou em dois discos e apresentações em festivais de músicas mediúnicas em São Paulo. O entendimento do Poeta da Vila quanto às ebulições momescas, é claro, também mudou: “O Carnaval para mim, é passado de dor e a caridade, hoje, é-me festa de todo, dia, qual primavera que surge após inverno demorado, sombrio”.

A carne nada vale”. O Carnaval, conforme os conceitos de Bezerra de Menezes, é festa que ainda guarda vestígios da barbárie e do primitivismo que ainda reina entre os encarnados, marcado pelas paixões do prazer violento. Como nosso imperativo maior é a Lei de Evolução, um dia tudo isso, todas essas manifestações ruidosas que marcam nosso estágio de inferioridade desaparecerão da Terra. Em seu lugar, então, predominarão a alegria pura, a jovialidade, a satisfação, o júbilo real, com o homem despertando para a beleza e a arte, sem agressão nem promiscuidade. A folia em que pontifica o Rei Momo já foi um dia a comemoração dos povos guerreiros, festejando vitórias; foi reverência coletiva ao deus Dionísio, na Grécia clássica, quando a festa se chamava bacanalia; na velha Roma dos césares, fortemente marcada pelo aspecto pagão, chamou-se saturnalia e nessas ocasiões se imolava uma vítima humana.

Na Idade Média, entretanto, é que a festividade adquiriu o conceito que hoje apresenta, o de uma vez por ano é lícito enlouquecer, em homenagem aos falsos deuses do vinho, das orgias, dos desvarios e dos excessos, em suma.

Bezerra cita os estudiosos do comportamento e da psique da atualidade, “sinceramente convencidos da necessidade de descarregarem-se as tensões e recalques nesses dias em que a carne nada vale, cuja primeira silaba de cada palavra compõe o verbete carnaval”. Assim, em três ou mais dias de verdadeira loucura, as pessoas desavisadas, se entregam ao descompromisso, exagerando nas atitudes, ao compasso de sons febris e vapores alucinantes. Está no materialismo, que vê o corpo, a matéria, como inicio e fim em si mesmo, a causa de tal desregramento. Esse comportamento afeta inclusive aqueles que se dizem religiosos, mas não têm, em verdade, a necessária compreensão da vida espiritual, deixando-se também enlouquecer uma vez por ano.

Processo de loucura e obsessão. As pessoas que se animam para a festa carnavalesca e fazem preparativos organizando fantasias e demais apetrechos para o que consideram um simples e sadio aproveitamento das alegrias e dos prazeres da vida, não imaginam que, muitas vezes, estão sendo inspiradas por entidades vinculadas às sombras. Tais espíritos, como informa Manoel Philomeno, buscam vitimas em potencial “para alijá-las do equilíbrio, dando inicio a processos nefandos de obsessões demoradas”. Isso acontece tanto com aqueles que se afinizam com os seres perturbadores, adotando comportamento vicioso, quanto com criaturas cujas atitudes as identificam como pessoas respeitáveis, embora sujeitas às tentações que os prazeres mundanos representam, por também acreditarem que seja lícito enlouquecer uma vez por ano.

Esse processo sutil de aliciamento, esclarece o autor espiritual, dá-se durante o sono, quando os encarnados, desprendidos parcialmente do corpo físico, fazem incursões às regiões de baixo teor vibratório, próprias das entidades vinculadas às tramas de desespero e loucura. Os homens que assim procedem não o fazem simplesmente atendendo aos apelos magnéticos que atrai os espíritos desequilibrados e desses seres, mas porque a eles se ligam pelo pensamento, “em razão das preferências que acolhem e dos prazeres que se facultam no mundo íntimo”. Ou seja, as tendências de cada um, e a correspondente impotência ou apatia em vencê-las, são o imã que atrai os espíritos desequilibrados e fomentadores do desequilíbrio, o qual, em suma, não existiria se os homens se mantivessem no firme propósito de educar as paixões instintivas que os animalizam.

Há dois mil anos. Tal situação não difere muito dos episódios de possessão demoníaca aos quais o Mestre Jesus era chamado a atender, promovendo as curas “milagrosas” de que se ocupam os evangelhos. Atualmente, temos, graças ao Espiritismo, a explicação das causas e consequências desses fatos, desde que Allan Kardec fora convocado à tarefa de codificar a Doutrina dos Espíritos. Conforme configurado na primeira obra da Codificação - O Livro dos Espíritos - estamos, na Terra, quase que sob a direção das entidades invisíveis: “Os espíritos influem sobre nossos pensamentos e ações?”, pergunta o Codificador, para ser informado de que “a esse respeito sua (dos espíritos) influência é maior do que credes porque, frequentemente, são eles que vos dirigem”. Pode parecer assustador, ainda mais que se se tem os espíritos ainda inferiorizados à conta de demônios.

Mas, do mesmo modo como somos facilmente dominados pelos maus espíritos, quando, como já dito, sintonizamos na mesma frequência de pensamento, também obtemos, pelo mesmo processo, o concurso dos bons, aqueles que agem a nosso favor em nome de Jesus. Basta, para tanto, estarmos predispostos a suas orientações, atentos ao aviso de “orar e vigiar” que o Cristo nos deu há dois mil anos, através do cultivo de atitudes salutares, como a prece e a prática da caridade desinteressada. Esta última é a característica de espíritos como Bezerra de Menezes, que em sua última encarnação fora alcunhado de “o médico dos pobres” e hoje é reverenciado no meio espírita como “o apostolo da caridade no Brasil”. Fonte: Revista Visão Espírita - Março/2000

A Doutrina Espírita nem apóia nem condena o Carnaval, o que ela sempre faz é nos esclarecer. O Carnaval é uma festa popular e, como em qualquer outro dia, o importante é buscarmos ficar em equilíbrio e tranquilidade, sem aflições nem excessos. Enquanto muitos se divertem, desequilibradamente, podemos fazer o bem. Se gostamos do carnaval, podemos entrar na festa, mas lembrando que a doutrina nos ensina a manter sempre uma postura moral elevada, independente da ocasião. No mais, para todas as situações da vida, lembremos sempre da recomendação de Paulo de Tarso (I Coríntios 10:23): “Todas as coisas me são lícitas, mas nem tudo me convém; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas edificam”.
                                                                 &

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Transição Planetária--Divaldo/M.P.de Miranda


Estamos no limiar da grande transição, em que o nosso planeta passará da condição de mundo de provas e expiações para mundo de regeneração. Isso já constava no planejamento celestial há muito tempo e não se dará, obviamente, num passe de mágica, pois se trata de um processo de transformação lento e gradual, porém, impostergável.
As tragédias naturais, como o tsunami do Oceano Índico – objeto de nossas considerações – fazem parte desse processo, pois elas têm o objetivo de fazer a Humanidade progredir mais depressa, através do expurgo daqueles Espíritos calcetas, refratários à ordem e à evolução moral e espiritual, que já não podem mais ser retardadas. Eles passarão algum tempo em outras esferas, aprendendo as leis do Amor e do Bem, até que tenham condições de retornar ao nosso planeta, para dar seu contributo em benefício do progresso da Humanidade.
Nesta extraordinária obra, o leitor conhecerá os mecanismos e as razões de Ordem Superior da transição planetária, em favor das mudanças urgentes e necessárias que promovam o respeito às leis à ética e à Natureza, transformando o homem num ser integral, consciente dos seus deveres para com Deus, consigo próprio e o próximo.
C  O  M  P  A  R  T  I  L H  E

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

DISTÚRBIO EMOCIONAIS

DISTÚRBIO EMOCIONAIS
 
 
Enquanto nos demoramos encarnados no plano terrestre, um tipo de impaciência existe, sutil, capaz de arrastar-nos aos piores distúrbios emotivos: a revolta contra nós mesmos.
 
Acolhemos receios infundados, em torno de opiniões que formulem de nós, seja por deformidades físicas, frustrações orgânicas, conflitos psicológicos ou empeços sociais de que sejamos portadores, e adotamos o medo por norma de ação, no exagerado apreço a nós mesmos, e dessa inquietação sistemática comumente se deriva um desgosto contínuo contra as forças vivas que nos entretecem o veículo de manifestação.
 
E tanto espancamos mentalmente esses recursos que acabamos neuróticos, fatigados, enfermos ou obsessos, escorregando mecanicamente para a calha da desencarnação prematura. Tudo por falta de paciência com as nossas provações ou com os nossos defeitos. Decerto, ninguém nasce no corpo físico para louvar as deficiências que carrega ou ampliá-las, mas é preciso aceitar-nos como somos e fazer o melhor de nós. Desinibirão construtiva. Compreensão do aprendizado que se tem pela frente. Acolher o instrumento físico de que o Alto Comando da Vida nos considera necessitados, tanto para resgatar culpas do pretérito na esfera individual, quanto para a consecução de empresas endereçadas ao benefício coletivo, e realizar todo o bem que pudermos.
 
O corpo carnal de que dispões ou a paisagem doméstico-social em que te situas, representam em si o utensílio certo e o lugar justo, indispensáveis à provação regeneradora ou à missão específica a que te deves afeiçoar. Por isso mesmo, o ponto nevrálgico da existência é o teste difícil que te exercita a resistência moral, temperando-te o caráter, no rumo do serviço maior do futuro.
 
Nossas perturbações emocionais quase sempre decorrem da nossa relutância em aceitar alguns dos aspectos menos agradáveis, conquanto passageiros da nossa vida. Saibamos, pois, rentear com eles honestamente, corajosamente. Nada de subterfúgios. Temos um corpo defeituoso ou estamos em posição vulnerável à crítica? Seja assim.
 
Contrariamente a isso, porém, reflitamos que ninguém está órfão da Bondade de Deus e, confiando-nos a Deus, procuremos concretizar tudo de bom ou de belo, no círculo de trabalho que se nos atribui.
 
Por outro lado, vale observar que reconhecer a existência do erro ou do desajuste em nós é sinal de melhoria e progresso. Os espíritos embutidos na inércia não enxergam as próprias necessidades morais. Acomodam-se à suposta satisfação dos sentidos em que se lhes anestesia a consciência, até que a dor os desperte, a fim de que retomem o esforço que lhes compete na jornada de evolução e aprimoramento.
 
Agradeçamos, desse modo, a luz espiritual de que já dispomos para analisar a nossa personalidade e, abraçando as tarefas de equilíbrio ou reequilíbrio que nos compete efetuar no próprio espírito, enfrentemos os nossos obstáculos com paciência e serenidade, na certeza de que podemos solucionar todos os problemas na oficina do serviço com a bênção de Deus.
 
(Xavier, Francisco Cândido. Do Livro: Alma e Coração.  Ditado pelo Espírito Emmanuel)
 

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

HISTÓRIA DA REENCARNAÇÃO

14.2 - HISTÓRIA DA REENCARNAÇÃO:
14.2.1 - PRÉ – HISTÓRIA:
ARQUEOLOGIA:
É através dela é que temos conhecimento das crenças dos primeiros homens na face da terra, pelas amostras dos fragmentos de gravuras e esculturas que sobreviveram à ação dos séculos, fica clara entre eles uma idéia universal do espírito que sobrevive a morte do corpo físico. Algumas dessas crenças tomavam uma forma de regresso ao corpo físico pelos processos da mumificação, ou do renascimento em um corpo novo.
14.2.2 - NA HISTÓRIA ENTRE OS POVOS:
ÁFRICA:
A crença da reencarnação existem em quase 100 tribos negras:
47 tribos:– Acreditam na metempsicose, aceitando a possibilidade da reencarnação em animais.
36 tribos:– Na reencarnação propriamente dita, palingenesia.
12 tribos: – Em que ambas são possíveis.
  • ZULUS
    Reencarnação aperfeiçoamento gradual do individuo, até que o retorno não seja mais necessário.
  • OESTE DA ÁFRICA
    Reencarnação é algo tão bom que as pessoas não querem se livrar do ciclo, nascimento e morte. Reencarnar é bom para a alma.
  • SUL DA NIGÉRIA
    Acredita-se que a alma pode retornar em pessoas variadas e de sexo diferentes.
  • OS IORUBAS (YORUBA)
    Povo do grupo Sudanês da África Ocidental, que vive no sudoeste da Nigéria. Essas tribos deixam que os feiticeiros advinhem o que a criança foi, para depois a mãe dar um nome adequado, segundo essas tribos, a alma desce para o centro da terra e lá permanece de 2 meses a 2 anos, dependendo da extensão da saudade que sente do mundo acima. A gravidez dolorosa indica uma morte dolorosa na vida anterior.
    Povo do grupo Sudanês da África Ocidental, que vive no sudoeste da Nigéria. Essas tribos deixam que os feiticeiros advinhem o que a criança foi, para depois a mãe dar um nome adequado, segundo essas tribos, a alma desce para o centro da terra e lá permanece de 2 meses a 2 anos, dependendo da extensão da saudade que sente do mundo acima. A gravidez dolorosa indica uma morte dolorosa na vida anterior.
  • ZAIRE: Gêmeos e trigêmeos são honrados como chefes renascidos.
ÁSIA:
  • BIRMANESES
    Crêem no retorno dos indivíduos.
  • BUDISMO OFICIAL
    Aceitam que as pessoas assumam características de uma ou mais personalidades prévias, mas negam que sejam idênticas a alguma personalidade anterior.
  • BALINESES – (INDONÉSIA)
    Tem forte tradição na reencarnação, crêem que as pessoas renascem repetidas vezes na mesma família.
  • JAPONESES
    Tem algumas visões de reencarnações que são anteriores ao budismo.
     
EUROPA:
  • CELTAS
    Acreditam que após um número de vidas, possam atingir um “Céu Branco” onde se tornariam conscientes de Deus. Após cada morte, a alma tem um período de descanso.
  • TEUTÕES
    Acreditavam que reencarnavam na mesma família com o mesmo nome.
  • SAXÕES
    Acreditavam que a pessoa torna-se uma rosa ou uma pomba, por um tempo, e depois segue seu rumo a lugares divinos.
  • DRUÍDAS:
    Tidos como bárbaros, os antigos druidas, principalmente os que viviam na Gália (hoje França e Bélgica), sustentavam uma admirável concepção filosófica e mística a respeito da imortalidade da alma. Seus sacerdotes eram famosos pelo nível de sabedoria. Os gauleses chegaram a dar, a cada criminoso condenado, um prazo de cinco anos, depois da sentença de morte e antes da execução, para que se preparasse para o estado futuro, através do cultivo da vida anterior. As influências da conquista romana destruíram sua filosofia e religião. Segundo Allan Kardec eles acreditavam na Reencarnação, porém historicamente não se pode afirmar isso.
AMÉRICA DO NORTE:
  • TLINGITS
    Habitavam o sudeste do Alasca e noroeste do Canadá, tinham especial atenção aos Estigmas (marcas no corpo que indicam a identidade do recém-nascido). A alma que retorna pode escolher sua futura mãe. O sonho das grávidas com os parentes falecidos tinha muita importância. Após a morte, a alma vai para diferentes lugares. Um deles é para onde vão os que morreram violentamente. Há indícios de crença na Metempsicose.
  • ESQUIMÓS OCIDENTAIS
    Acreditavam na reencarnação, acreditam em cincos estágios ascendentes após a vida, entre eles reencarnações sobrepostas, em que alguém renasceu antes da personalidade previa ter morrido.
  • LESTE DA AMÉRICA DO NORTE
    Crença na reencarnação raizada e difundida. Em comum que as pessoas de coração puro podiam se lembrar das vidas passadas.
  • CHIPPAWAYS
    Acreditavam que o sonho era o instrumento para rever e enxergar o futuro. Outras Tribos Indígenas: viam os pioneiros brancos como gerações que retornavam do passado.
MÉXICO E AMÉRICA CENTRAL:
  • As tribos acreditavam na reencarnação:
  • ÍNDIOS MEXICANOS
    Acreditavam na Metempsicose. Pessoas importantes retornariam como belos pássaros e animais superiores; os de baixa condição como: besouros e outros animais inferiores.

AMÉRICA DO SUL:
  • INCAS
    Acreditavam que uma pessoa poderia retornar ao seu corpo, se este fosse corretamente mumificado.
  • TRIBOS BRASILEIRAS
    Acreditam na reencarnação.
AUSTRÁLIA E OCEANIA:
  • ABORÍGENES AUSTRALIANOS
    Tudo leva a crer que as idéias sobre a reencarnação fossem universais entre os Aborígenes Australianos, tendo permanecido mais tarde entre as Tribos Centrais e as do Norte. Depois da chegada dos Europeus, foi difundida entre eles a crença de que retornariam como homens brancos.
  • OKINAWA
    Ao Norte do Pacífico, acreditam que a alma deixa o corpo 49 dias após a morte. Depois de um período não maior que 7 gerações, a alma retorna num corpo cuja aparência lembra a encarnação prévia.
EGÍPCIOS:
  • EGITO
    Foi a pátria dos mais elevados ensinos ocultos e segundo Heródoto, a pioneira na crença da imortalidade da alma. Ensinava, em sua pureza original a doutrina dos vários “invólucros” do homem, como o corpo físico, o corpo astral e o duplo etéreo.Os Egípcios acreditavam que depois da morte a alma habitava durante 3 mil anos em todo tipo de encarnação vegetal e animal, e só então retornava como humana. Só voltaria ao corpo original se ele estivesse corretamente mumificado
CALDEUS:
  • Sua sociedade secreta sustentava a doutrina da reencarnação como uma das suas verdades fundamentais. Seus mestres, chamados “Magos”, acreditavam que a alma evoluída, após várias encarnações, encaminhava-se a um estado de suprema felicidade, no qual podia lembrar-se de todas as suas vidas anteriores e não precisava mais encarnar. Com esse tesouro de sasbedoria, passaria a ajudar e guiar as raças futuras que surgissem na Terra. Para eles todos os seres vivos eram variantes manifestações da Vida Uma e do Ser Uno.
     
CHINA:
  • Sua doutrina esotérica referente à encarnação aparece na obra de Lao-Tsé, o Tão-Teh-King. Nela, o universo e a alma humana procedem da união e ação do princípio universal. O Tão, com a atividade criadora do universo, o Teh. Tudo sai do Tão e volta ao Tão, a grande unidade.
GREGOS:
  • GRÉCIA
    Famosa por seus grandes filósofos, a Grécia teve também grandes ocultistas e místicos. Sua visão sobre a reencarnação originava-se dos “Mistérios Órficos”. Segundo a doutrina órfica, a pessoa é formada de um pequeno elemento divino e um grande e mau elemento tirânico. Os humanos precisam aprender a eliminar o elemento tirânico dentro de si. Isso leva necessariamente muitas encarnações, a partir das quais a libertação é possível. A recompensa e a punição virão nas próximas reencarnações humanas ou animai
  • PITÁGORAS
    O grande instrutor ocultista da Grécia, sua escola e seus adeptos aceitavam e ensinavam a doutrina da vida depois da morte, diferente das mais antigas, por pregar que os bons animais podiam encarnar como humanos, e que os humanos podiam encarnar como animais ou plantas.
  • PLATÃO
    Filósofo que marcou fundo o pensamento ocidental, defendia que a alma reencarnada tem vislumbres de recordações de suas vidas passadas, como instintos e intuições. Dessas vidas originam-se as idéias inatas.

JUDEUS:
  • JUDAISMO
    Fazia parte dos dogmas judaicos o nome ressurreição. Entendiam que era o retorno a vida no próprio corpo(cadáver). Para a ciência é materialmente impossível. Reencarnação é a volta da alma ou espírito a vida corpórea, mas num outro corpo que nada tem a ver com o corpo anterior.
  • CABALA
    Escritos Secretos, é a principal base Esotérica dos Judeus. Segundo ela, todas as almas, entre longos intervalos de descanso e purificação, são sujeitas a repetidos renascimentos. Nestes, há um esquecimento total das vidas anteriores. A finalidade é purificar-se, evoluir e atingir a perfeição.
  • ZOHAR
    Livro Secreto - Baseia-se nos ensinamentos da cabala e os amplifica a idéia de que se atinge a perfeição através de repetidos renascimentos.
  • ESSÊNIOS
    Constituíam uma seita mística que apareceu entre os judeus durante o século que precedeu o nascimento de Jesus. Ela contribuiu muito para a divulgação das verdades da reencarnação entre os judeus. Foi a mais importante seita mística do seu tempo.
CRISTIANISMO:
  • CRISTÃOS PRIMITIVOS
    Na primitiva igreja cristã havia uma doutrina esotérica e, parte dela, consistia no ensino da preexistência da alma. Essa doutrina era conhecida como “Mistérios” ou “Ensinos Íntimos” e não era revelada as massas. Os escritos dos primeiros padres da igreja cristã estão repletos de muitas alusões a esses mistérios. Orígenes escreveu muito sobre essas coisas. João Batista era geralmente reconhecido como a reencarnação de Elias, até pela massa popular.
  • GNÓSTICOS
    Os Gnósticos que constituíam uma ordem e escola na igreja primitiva, ensinavam a reencarnação clara e abertamente, sendo por isso perseguidos pelos mais conservadores.
  • SANTO AGOSTINHO
    Em confissões, diz textualmente: “Não vivi em outro corpo antes de entrar no ventre de minha mãe”.
  • CLERO
    A Reencarnação teve por vários séculos muito adeptos sérios da igreja primitiva, ela era reconhecida como florescente até pelos que a combatiam. Os diversos Concílios Eclesiásticos pronunciaram-se contra a doutrina da reencarnação, consideravam-na uma heresia. Os ensinamentos foram condenados e censurados. Até que, no ano de 553, um Concílio cuidadosamente preparado pelo Imperador Bizantino Justiniano, considerou-a um anátema. Dois fatores levaram a Igreja a esta decisão: primeiro foi a grande campanha desencadeada por Theodora – cortesã libidinosa, amante e, posteriormente, esposa de Justiniano – que não se conformava com a idéia de ter de reencarnar diversas vezes para expiar seus crimes e erros; segundo, a doutrina do céu e do inferno imediatos dava maior poder ao clero, em vias de consolação. Uma vez cristalizado, é muito difícil modificar-se um dogma. Assim, até hoje a Igreja condena a doutrina da reencarnação.
ISLAMISMO:
  • ISLÃ:
    Embora não tenham uma crença explícita na reencarnação, algumas seitas muçulmanas acreditam nela, de um modo fatalista, que conduz o homem a uma quietude e a uma indiferença inimigas de todo o progresso e que negam o livre-arbítrio. Há os que pensam que a alma humana possa passar para um animal ou para outra pessoa, dependendo do seu estágio.
  • SUFIS:
    Nesta seita, influenciados por Zoroastro, crêem na reencarnação. Segundo eles a alma imortal entra neste mundo por um curto período para ganhar experiência. Ela pode ter descido de esferas superiores ou estar trabalhando para a sua ascensão, a partir da esfera inferior. O número de reencarnações é pequeno, pois consideram a progressão e o retrocesso da alma como um processo de auto-fortalecimento. A aceleração do auto-fortalecimento leva, depois de algumas encarnações, a uma virada decisiva.

ÍNDIA:
  • HINDUÍSMO:
    A Índia pode ser considerada a grande mãe da doutrina da reencarnação, pois lá encontrou o seu mais completo florescimento. Talvez em nenhuma outra parte do planeta se encontre uma convicção tão coletiva e forte na vida da alma. Seus livros religiosos se referem a reencarnação. O conceito geral HINDUÍSTA, é que as almas humanas originam-se do Ser Supremo e essencialmente permanecem idênticas a Ele. Muitas encarnações sucessivas provocam uma involução gradual, fazendo que as almas se esqueçam de suas origens, confundam-se e se entorpeçam. Mas gradualmente, por meio de outras experiências ao longo de sucessivas encarnações, as pessoas começam a perceber para onde devem retornar. Então, cada vida é um empenho para o retorno. Ficar preso aos fascínios do mundo material é um erro. A pessoa deve separar-se deles e tornar-se espiritual, atingindo o Moksha (libertação) , e finalmente encontrando o caminho de volta a Brahma. Uma outra visão é de que as almas Jivas , começam como formas mais simples de vida. Elas alcançam o estágio humano através de estágios como minerais, vegetais e animais. Por último, tornam-se anjos, após muitas encarnações.
  • Cada Jiva tem em si o atman, o eterno, a essência divina. Samsara, o ciclo de vidas sucessivas, leva mais ou menos naturalmente ao crescimento e ao amadurecimento. Quando a alma alcança a autoconsciência humana e atinge a liberdade de escolha e a responsabilidade pessoal, seu próprio esforço determinará seu carma.
  • VEDAS
    Os Vedas (conhecimento em Sânscrito) - Conjunto de princípios, doutrinas e práticas religiosas que surge na Índia a partir de 2.000 a.C., objetivo é superar o ciclo de reencarnações (samsara) para atingir o nirvana, sabedoria resultante do conhecimento de si mesmo e do Universo. O caminho para o nirvana passa pelo ascetismo, pelas práticas religiosas, pelas orações e pela Yoga.
  • UPANISHADS
    Os Upanishads, falam da reencarnação de forma clara.
  • MAHABHARATA
    O Mahabharata e as leis do MANU, também falam da reencarnação.
  • BHAGAVAD-GITA
    O Bhagavad-gita diz, literalmente: “O Homem Real, isto é, o Espírito do Homem, nem nasce, nem morre; inato, imortal, perpétuo e eterno, sempre existiu e existirá. O corpo pode morrer ou ser morto e destruído; porém aquele que ocupou o corpo permanece depois da morte deste”.
  • BUDISMO
    Tanto o Budismo como o Hinduismo acreditam na ação do Samsara, a repetição infinita de vidas, até atingir o Mosksha. Mas os Budistas preferem falar em renascimento, em vez de reencarnação. A diferença entre as duas correntes está em annata: embora as características do falecido sejam transmitidas para a nova vida, a entidade pessoal tem um EU permanente; como se fosse a chama de uma vela acendendo outra vela, a continuidade, não a identidade. Ver Renascimento
  • BUDISMO TIBETANO
    Para eles o renascimento ocorre imediatamente. Uma especialidade tibetana é a reencarnação dos Lamas, chamada Sprul-Sku, nela a entidade é preservada, pois uma força contrária é empregada contra a desintegração da personalidade. Para tanto, é necessário muita força física e muita força de vontade. Pessoas cujas missões não foram cumpridas, algumas vezes retornam dessa maneira.
  • BUDISMO MAHAYANA
    São os que atingiram a iluminação e não precisam encarnar mais para resgatar carma, fazem-no apenas por compaixão à humanidade ainda em sofrimento. O Budismo introduziu a reencarnação na China e se tornou uma das religiões populares, no Japão e em outros países , se transformou em uma religião de ritualismo, dogmas e cerimonialismo, perdendo muito da filosofia original.
  • JAÍNISMO
    Fazem referência ao Samsara e ao Moksha , mas acreditam que o carma depende unicamente da conseqüência dos atos e não da intenções morais. Causar a morte de alguém, não intencionalmente, produziria o mesmo carma que um assassinato a sangue frio ou passional. Muito conscienciosos, os jainistas praticam ahimsa – total pacifismo – vegetarianismo estrito e o trabalho incessante. Para eles, após a morte, a alma une-se imediatamente à concepção de uma criança e renasce depois de 9 meses.
  • FILOSOFIA YOGA
    Ensina que a alma reencarnará na Terra tantas vezes quanto for preciso, para se tornar capaz de passar a planos superiores de existência. Nesta filosofia a lei de causa e efeito e a lei de atração, em que o igual é atraído por um igual, tem um grande efeito.
  • TEOSOFIA:
    Conserva pura a doutrina da Reencarnação e sua lei fundamental: a lei do carma. Para os Teósofos as idéias reencarnacionistas tiveram maior prestígio intelectual e cultural e menos polêmica, devido a sua ligação com a filosofia indiana. Segundo os adeptos, seus mestres que inspiraram o movimento vivem no Himalaia. Seu conceito de reencarnação é mais místico do que espiritual. Para se ter uma boa compreensão da teoria da reencarnação é indispensável conhecer exatamente a lei do carma e suas funções. Ela gerou um grande número de escolas, entre elas a ANTROPOSOFIA, ( movimento de esoterismo cristão fundado em 1913 por Rudolf Steiner), com doutrinas próprias sobre a reencarnação e o carma . Steiner era um gnóstico, valorizava o pensamento ensinado na fonte. Procurava o conhecimento direto com suas origens, e suas teorias são todas baseadas na inspiração do Insight (ato de perceber, de maneira súbita, a solução de um problema, a natureza de uma figura ou de um objeto, etc.).
  • ROSACRUZES, MAÇONS, ESOTÉRICOS, ALQUIMISTAS: Aceitam e difundem a Reencarnação Palingenésica.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

AMOR SEM POSSESSÃO

 
AMOR SEM POSSESSÃO

O desapego é uma constante nas lições dos grandes mestres espirituais. E mesmo na vida terrena as pessoas sensatas e experientes compreendem os perigos do apego amoroso. Todas as escolas de Psicologia denunciam esses perigos e, desde os gregos até nós, os filósofos ensinam que a felicidade depende da nossa capacidade de libertar-nos do apego às coisas e aos seres. O ciúme é sintoma de apego e leva a desequilíbrios perigosos, podendo gerar doenças graves e acarretar crimes nefandos.

Lemos sempre nos jornais a expressão: “Matou par amor”. Mas a verdade é que o amor não mata, pois o amor é vida e não morte. O que mata é o ciúme, o apego amoroso, gerado por sentimentos inferiores de posse exclusivista da pessoa amada. Esses sentimentos são resquícios animais da espécie que racionalmente devemos expulsar de nós, ao invés de racionalmente aumentá-los, como em geral fazemos. Nossa imaginação pode levar os instintos animais a intensidades ameaçadoras, o que jamais ocorre nas espécies animais. Temos de aprender a amar sem apego.

Quando Cornélio escreve que “o amor na totalidade é a natureza de Deus”, lembra-nos a afirmação de João, em seu Evangelho: “Deus é amor”. E Cornélio tira deste princípio a explicação do antigo mistério da presença de Deus em nós, afirmando: “O amor é Deus em nós todos, cada qual tem um pedaço”. A seguir, adverte que quanto menos possessão pusermos no amor, mais amor teremos em nosso coração. É impossível dar-se uma lição tão elevada com palavras mais simples e de maneira mais natural.
 

Toda a dinâmica da evolução espiritual se esclarece na simplicidade caipira desses versos. Deus está presente em nós pela nossa capacidade de amar, mas enquanto não superarmos o nosso egoísmo, que tudo quer com exclusividade, o amor permanecerá sufocado pela vaidade, o desejo e a ambição. Poderíamos perguntar: mas se o amor é o próprio Deus, por que ele não vence o nosso apego? A resposta é clara: porque amor é liberdade. O amor é Deus chamando-nos para a liberdade, convocando-nos ao desapego por nossa própria compreensão e decisão. Deus não nos ama com apego, mas com liberdade e por isso não quer impor-nos a compreensão do amor que devemos atingir por nós mesmos.

Irmão Saulo
Livro Diálogo dos Vivos - Francisco Cândido Xavier e J. Herculano Pires.
 
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