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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

HISTÓRIA DA REENCARNAÇÃO

14.2 - HISTÓRIA DA REENCARNAÇÃO:
14.2.1 - PRÉ – HISTÓRIA:
ARQUEOLOGIA:
É através dela é que temos conhecimento das crenças dos primeiros homens na face da terra, pelas amostras dos fragmentos de gravuras e esculturas que sobreviveram à ação dos séculos, fica clara entre eles uma idéia universal do espírito que sobrevive a morte do corpo físico. Algumas dessas crenças tomavam uma forma de regresso ao corpo físico pelos processos da mumificação, ou do renascimento em um corpo novo.
14.2.2 - NA HISTÓRIA ENTRE OS POVOS:
ÁFRICA:
A crença da reencarnação existem em quase 100 tribos negras:
47 tribos:– Acreditam na metempsicose, aceitando a possibilidade da reencarnação em animais.
36 tribos:– Na reencarnação propriamente dita, palingenesia.
12 tribos: – Em que ambas são possíveis.
  • ZULUS
    Reencarnação aperfeiçoamento gradual do individuo, até que o retorno não seja mais necessário.
  • OESTE DA ÁFRICA
    Reencarnação é algo tão bom que as pessoas não querem se livrar do ciclo, nascimento e morte. Reencarnar é bom para a alma.
  • SUL DA NIGÉRIA
    Acredita-se que a alma pode retornar em pessoas variadas e de sexo diferentes.
  • OS IORUBAS (YORUBA)
    Povo do grupo Sudanês da África Ocidental, que vive no sudoeste da Nigéria. Essas tribos deixam que os feiticeiros advinhem o que a criança foi, para depois a mãe dar um nome adequado, segundo essas tribos, a alma desce para o centro da terra e lá permanece de 2 meses a 2 anos, dependendo da extensão da saudade que sente do mundo acima. A gravidez dolorosa indica uma morte dolorosa na vida anterior.
    Povo do grupo Sudanês da África Ocidental, que vive no sudoeste da Nigéria. Essas tribos deixam que os feiticeiros advinhem o que a criança foi, para depois a mãe dar um nome adequado, segundo essas tribos, a alma desce para o centro da terra e lá permanece de 2 meses a 2 anos, dependendo da extensão da saudade que sente do mundo acima. A gravidez dolorosa indica uma morte dolorosa na vida anterior.
  • ZAIRE: Gêmeos e trigêmeos são honrados como chefes renascidos.
ÁSIA:
  • BIRMANESES
    Crêem no retorno dos indivíduos.
  • BUDISMO OFICIAL
    Aceitam que as pessoas assumam características de uma ou mais personalidades prévias, mas negam que sejam idênticas a alguma personalidade anterior.
  • BALINESES – (INDONÉSIA)
    Tem forte tradição na reencarnação, crêem que as pessoas renascem repetidas vezes na mesma família.
  • JAPONESES
    Tem algumas visões de reencarnações que são anteriores ao budismo.
     
EUROPA:
  • CELTAS
    Acreditam que após um número de vidas, possam atingir um “Céu Branco” onde se tornariam conscientes de Deus. Após cada morte, a alma tem um período de descanso.
  • TEUTÕES
    Acreditavam que reencarnavam na mesma família com o mesmo nome.
  • SAXÕES
    Acreditavam que a pessoa torna-se uma rosa ou uma pomba, por um tempo, e depois segue seu rumo a lugares divinos.
  • DRUÍDAS:
    Tidos como bárbaros, os antigos druidas, principalmente os que viviam na Gália (hoje França e Bélgica), sustentavam uma admirável concepção filosófica e mística a respeito da imortalidade da alma. Seus sacerdotes eram famosos pelo nível de sabedoria. Os gauleses chegaram a dar, a cada criminoso condenado, um prazo de cinco anos, depois da sentença de morte e antes da execução, para que se preparasse para o estado futuro, através do cultivo da vida anterior. As influências da conquista romana destruíram sua filosofia e religião. Segundo Allan Kardec eles acreditavam na Reencarnação, porém historicamente não se pode afirmar isso.
AMÉRICA DO NORTE:
  • TLINGITS
    Habitavam o sudeste do Alasca e noroeste do Canadá, tinham especial atenção aos Estigmas (marcas no corpo que indicam a identidade do recém-nascido). A alma que retorna pode escolher sua futura mãe. O sonho das grávidas com os parentes falecidos tinha muita importância. Após a morte, a alma vai para diferentes lugares. Um deles é para onde vão os que morreram violentamente. Há indícios de crença na Metempsicose.
  • ESQUIMÓS OCIDENTAIS
    Acreditavam na reencarnação, acreditam em cincos estágios ascendentes após a vida, entre eles reencarnações sobrepostas, em que alguém renasceu antes da personalidade previa ter morrido.
  • LESTE DA AMÉRICA DO NORTE
    Crença na reencarnação raizada e difundida. Em comum que as pessoas de coração puro podiam se lembrar das vidas passadas.
  • CHIPPAWAYS
    Acreditavam que o sonho era o instrumento para rever e enxergar o futuro. Outras Tribos Indígenas: viam os pioneiros brancos como gerações que retornavam do passado.
MÉXICO E AMÉRICA CENTRAL:
  • As tribos acreditavam na reencarnação:
  • ÍNDIOS MEXICANOS
    Acreditavam na Metempsicose. Pessoas importantes retornariam como belos pássaros e animais superiores; os de baixa condição como: besouros e outros animais inferiores.

AMÉRICA DO SUL:
  • INCAS
    Acreditavam que uma pessoa poderia retornar ao seu corpo, se este fosse corretamente mumificado.
  • TRIBOS BRASILEIRAS
    Acreditam na reencarnação.
AUSTRÁLIA E OCEANIA:
  • ABORÍGENES AUSTRALIANOS
    Tudo leva a crer que as idéias sobre a reencarnação fossem universais entre os Aborígenes Australianos, tendo permanecido mais tarde entre as Tribos Centrais e as do Norte. Depois da chegada dos Europeus, foi difundida entre eles a crença de que retornariam como homens brancos.
  • OKINAWA
    Ao Norte do Pacífico, acreditam que a alma deixa o corpo 49 dias após a morte. Depois de um período não maior que 7 gerações, a alma retorna num corpo cuja aparência lembra a encarnação prévia.
EGÍPCIOS:
  • EGITO
    Foi a pátria dos mais elevados ensinos ocultos e segundo Heródoto, a pioneira na crença da imortalidade da alma. Ensinava, em sua pureza original a doutrina dos vários “invólucros” do homem, como o corpo físico, o corpo astral e o duplo etéreo.Os Egípcios acreditavam que depois da morte a alma habitava durante 3 mil anos em todo tipo de encarnação vegetal e animal, e só então retornava como humana. Só voltaria ao corpo original se ele estivesse corretamente mumificado
CALDEUS:
  • Sua sociedade secreta sustentava a doutrina da reencarnação como uma das suas verdades fundamentais. Seus mestres, chamados “Magos”, acreditavam que a alma evoluída, após várias encarnações, encaminhava-se a um estado de suprema felicidade, no qual podia lembrar-se de todas as suas vidas anteriores e não precisava mais encarnar. Com esse tesouro de sasbedoria, passaria a ajudar e guiar as raças futuras que surgissem na Terra. Para eles todos os seres vivos eram variantes manifestações da Vida Uma e do Ser Uno.
     
CHINA:
  • Sua doutrina esotérica referente à encarnação aparece na obra de Lao-Tsé, o Tão-Teh-King. Nela, o universo e a alma humana procedem da união e ação do princípio universal. O Tão, com a atividade criadora do universo, o Teh. Tudo sai do Tão e volta ao Tão, a grande unidade.
GREGOS:
  • GRÉCIA
    Famosa por seus grandes filósofos, a Grécia teve também grandes ocultistas e místicos. Sua visão sobre a reencarnação originava-se dos “Mistérios Órficos”. Segundo a doutrina órfica, a pessoa é formada de um pequeno elemento divino e um grande e mau elemento tirânico. Os humanos precisam aprender a eliminar o elemento tirânico dentro de si. Isso leva necessariamente muitas encarnações, a partir das quais a libertação é possível. A recompensa e a punição virão nas próximas reencarnações humanas ou animai
  • PITÁGORAS
    O grande instrutor ocultista da Grécia, sua escola e seus adeptos aceitavam e ensinavam a doutrina da vida depois da morte, diferente das mais antigas, por pregar que os bons animais podiam encarnar como humanos, e que os humanos podiam encarnar como animais ou plantas.
  • PLATÃO
    Filósofo que marcou fundo o pensamento ocidental, defendia que a alma reencarnada tem vislumbres de recordações de suas vidas passadas, como instintos e intuições. Dessas vidas originam-se as idéias inatas.

JUDEUS:
  • JUDAISMO
    Fazia parte dos dogmas judaicos o nome ressurreição. Entendiam que era o retorno a vida no próprio corpo(cadáver). Para a ciência é materialmente impossível. Reencarnação é a volta da alma ou espírito a vida corpórea, mas num outro corpo que nada tem a ver com o corpo anterior.
  • CABALA
    Escritos Secretos, é a principal base Esotérica dos Judeus. Segundo ela, todas as almas, entre longos intervalos de descanso e purificação, são sujeitas a repetidos renascimentos. Nestes, há um esquecimento total das vidas anteriores. A finalidade é purificar-se, evoluir e atingir a perfeição.
  • ZOHAR
    Livro Secreto - Baseia-se nos ensinamentos da cabala e os amplifica a idéia de que se atinge a perfeição através de repetidos renascimentos.
  • ESSÊNIOS
    Constituíam uma seita mística que apareceu entre os judeus durante o século que precedeu o nascimento de Jesus. Ela contribuiu muito para a divulgação das verdades da reencarnação entre os judeus. Foi a mais importante seita mística do seu tempo.
CRISTIANISMO:
  • CRISTÃOS PRIMITIVOS
    Na primitiva igreja cristã havia uma doutrina esotérica e, parte dela, consistia no ensino da preexistência da alma. Essa doutrina era conhecida como “Mistérios” ou “Ensinos Íntimos” e não era revelada as massas. Os escritos dos primeiros padres da igreja cristã estão repletos de muitas alusões a esses mistérios. Orígenes escreveu muito sobre essas coisas. João Batista era geralmente reconhecido como a reencarnação de Elias, até pela massa popular.
  • GNÓSTICOS
    Os Gnósticos que constituíam uma ordem e escola na igreja primitiva, ensinavam a reencarnação clara e abertamente, sendo por isso perseguidos pelos mais conservadores.
  • SANTO AGOSTINHO
    Em confissões, diz textualmente: “Não vivi em outro corpo antes de entrar no ventre de minha mãe”.
  • CLERO
    A Reencarnação teve por vários séculos muito adeptos sérios da igreja primitiva, ela era reconhecida como florescente até pelos que a combatiam. Os diversos Concílios Eclesiásticos pronunciaram-se contra a doutrina da reencarnação, consideravam-na uma heresia. Os ensinamentos foram condenados e censurados. Até que, no ano de 553, um Concílio cuidadosamente preparado pelo Imperador Bizantino Justiniano, considerou-a um anátema. Dois fatores levaram a Igreja a esta decisão: primeiro foi a grande campanha desencadeada por Theodora – cortesã libidinosa, amante e, posteriormente, esposa de Justiniano – que não se conformava com a idéia de ter de reencarnar diversas vezes para expiar seus crimes e erros; segundo, a doutrina do céu e do inferno imediatos dava maior poder ao clero, em vias de consolação. Uma vez cristalizado, é muito difícil modificar-se um dogma. Assim, até hoje a Igreja condena a doutrina da reencarnação.
ISLAMISMO:
  • ISLÃ:
    Embora não tenham uma crença explícita na reencarnação, algumas seitas muçulmanas acreditam nela, de um modo fatalista, que conduz o homem a uma quietude e a uma indiferença inimigas de todo o progresso e que negam o livre-arbítrio. Há os que pensam que a alma humana possa passar para um animal ou para outra pessoa, dependendo do seu estágio.
  • SUFIS:
    Nesta seita, influenciados por Zoroastro, crêem na reencarnação. Segundo eles a alma imortal entra neste mundo por um curto período para ganhar experiência. Ela pode ter descido de esferas superiores ou estar trabalhando para a sua ascensão, a partir da esfera inferior. O número de reencarnações é pequeno, pois consideram a progressão e o retrocesso da alma como um processo de auto-fortalecimento. A aceleração do auto-fortalecimento leva, depois de algumas encarnações, a uma virada decisiva.

ÍNDIA:
  • HINDUÍSMO:
    A Índia pode ser considerada a grande mãe da doutrina da reencarnação, pois lá encontrou o seu mais completo florescimento. Talvez em nenhuma outra parte do planeta se encontre uma convicção tão coletiva e forte na vida da alma. Seus livros religiosos se referem a reencarnação. O conceito geral HINDUÍSTA, é que as almas humanas originam-se do Ser Supremo e essencialmente permanecem idênticas a Ele. Muitas encarnações sucessivas provocam uma involução gradual, fazendo que as almas se esqueçam de suas origens, confundam-se e se entorpeçam. Mas gradualmente, por meio de outras experiências ao longo de sucessivas encarnações, as pessoas começam a perceber para onde devem retornar. Então, cada vida é um empenho para o retorno. Ficar preso aos fascínios do mundo material é um erro. A pessoa deve separar-se deles e tornar-se espiritual, atingindo o Moksha (libertação) , e finalmente encontrando o caminho de volta a Brahma. Uma outra visão é de que as almas Jivas , começam como formas mais simples de vida. Elas alcançam o estágio humano através de estágios como minerais, vegetais e animais. Por último, tornam-se anjos, após muitas encarnações.
  • Cada Jiva tem em si o atman, o eterno, a essência divina. Samsara, o ciclo de vidas sucessivas, leva mais ou menos naturalmente ao crescimento e ao amadurecimento. Quando a alma alcança a autoconsciência humana e atinge a liberdade de escolha e a responsabilidade pessoal, seu próprio esforço determinará seu carma.
  • VEDAS
    Os Vedas (conhecimento em Sânscrito) - Conjunto de princípios, doutrinas e práticas religiosas que surge na Índia a partir de 2.000 a.C., objetivo é superar o ciclo de reencarnações (samsara) para atingir o nirvana, sabedoria resultante do conhecimento de si mesmo e do Universo. O caminho para o nirvana passa pelo ascetismo, pelas práticas religiosas, pelas orações e pela Yoga.
  • UPANISHADS
    Os Upanishads, falam da reencarnação de forma clara.
  • MAHABHARATA
    O Mahabharata e as leis do MANU, também falam da reencarnação.
  • BHAGAVAD-GITA
    O Bhagavad-gita diz, literalmente: “O Homem Real, isto é, o Espírito do Homem, nem nasce, nem morre; inato, imortal, perpétuo e eterno, sempre existiu e existirá. O corpo pode morrer ou ser morto e destruído; porém aquele que ocupou o corpo permanece depois da morte deste”.
  • BUDISMO
    Tanto o Budismo como o Hinduismo acreditam na ação do Samsara, a repetição infinita de vidas, até atingir o Mosksha. Mas os Budistas preferem falar em renascimento, em vez de reencarnação. A diferença entre as duas correntes está em annata: embora as características do falecido sejam transmitidas para a nova vida, a entidade pessoal tem um EU permanente; como se fosse a chama de uma vela acendendo outra vela, a continuidade, não a identidade. Ver Renascimento
  • BUDISMO TIBETANO
    Para eles o renascimento ocorre imediatamente. Uma especialidade tibetana é a reencarnação dos Lamas, chamada Sprul-Sku, nela a entidade é preservada, pois uma força contrária é empregada contra a desintegração da personalidade. Para tanto, é necessário muita força física e muita força de vontade. Pessoas cujas missões não foram cumpridas, algumas vezes retornam dessa maneira.
  • BUDISMO MAHAYANA
    São os que atingiram a iluminação e não precisam encarnar mais para resgatar carma, fazem-no apenas por compaixão à humanidade ainda em sofrimento. O Budismo introduziu a reencarnação na China e se tornou uma das religiões populares, no Japão e em outros países , se transformou em uma religião de ritualismo, dogmas e cerimonialismo, perdendo muito da filosofia original.
  • JAÍNISMO
    Fazem referência ao Samsara e ao Moksha , mas acreditam que o carma depende unicamente da conseqüência dos atos e não da intenções morais. Causar a morte de alguém, não intencionalmente, produziria o mesmo carma que um assassinato a sangue frio ou passional. Muito conscienciosos, os jainistas praticam ahimsa – total pacifismo – vegetarianismo estrito e o trabalho incessante. Para eles, após a morte, a alma une-se imediatamente à concepção de uma criança e renasce depois de 9 meses.
  • FILOSOFIA YOGA
    Ensina que a alma reencarnará na Terra tantas vezes quanto for preciso, para se tornar capaz de passar a planos superiores de existência. Nesta filosofia a lei de causa e efeito e a lei de atração, em que o igual é atraído por um igual, tem um grande efeito.
  • TEOSOFIA:
    Conserva pura a doutrina da Reencarnação e sua lei fundamental: a lei do carma. Para os Teósofos as idéias reencarnacionistas tiveram maior prestígio intelectual e cultural e menos polêmica, devido a sua ligação com a filosofia indiana. Segundo os adeptos, seus mestres que inspiraram o movimento vivem no Himalaia. Seu conceito de reencarnação é mais místico do que espiritual. Para se ter uma boa compreensão da teoria da reencarnação é indispensável conhecer exatamente a lei do carma e suas funções. Ela gerou um grande número de escolas, entre elas a ANTROPOSOFIA, ( movimento de esoterismo cristão fundado em 1913 por Rudolf Steiner), com doutrinas próprias sobre a reencarnação e o carma . Steiner era um gnóstico, valorizava o pensamento ensinado na fonte. Procurava o conhecimento direto com suas origens, e suas teorias são todas baseadas na inspiração do Insight (ato de perceber, de maneira súbita, a solução de um problema, a natureza de uma figura ou de um objeto, etc.).
  • ROSACRUZES, MAÇONS, ESOTÉRICOS, ALQUIMISTAS: Aceitam e difundem a Reencarnação Palingenésica.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

AMOR SEM POSSESSÃO

 
AMOR SEM POSSESSÃO

O desapego é uma constante nas lições dos grandes mestres espirituais. E mesmo na vida terrena as pessoas sensatas e experientes compreendem os perigos do apego amoroso. Todas as escolas de Psicologia denunciam esses perigos e, desde os gregos até nós, os filósofos ensinam que a felicidade depende da nossa capacidade de libertar-nos do apego às coisas e aos seres. O ciúme é sintoma de apego e leva a desequilíbrios perigosos, podendo gerar doenças graves e acarretar crimes nefandos.

Lemos sempre nos jornais a expressão: “Matou par amor”. Mas a verdade é que o amor não mata, pois o amor é vida e não morte. O que mata é o ciúme, o apego amoroso, gerado por sentimentos inferiores de posse exclusivista da pessoa amada. Esses sentimentos são resquícios animais da espécie que racionalmente devemos expulsar de nós, ao invés de racionalmente aumentá-los, como em geral fazemos. Nossa imaginação pode levar os instintos animais a intensidades ameaçadoras, o que jamais ocorre nas espécies animais. Temos de aprender a amar sem apego.

Quando Cornélio escreve que “o amor na totalidade é a natureza de Deus”, lembra-nos a afirmação de João, em seu Evangelho: “Deus é amor”. E Cornélio tira deste princípio a explicação do antigo mistério da presença de Deus em nós, afirmando: “O amor é Deus em nós todos, cada qual tem um pedaço”. A seguir, adverte que quanto menos possessão pusermos no amor, mais amor teremos em nosso coração. É impossível dar-se uma lição tão elevada com palavras mais simples e de maneira mais natural.
 

Toda a dinâmica da evolução espiritual se esclarece na simplicidade caipira desses versos. Deus está presente em nós pela nossa capacidade de amar, mas enquanto não superarmos o nosso egoísmo, que tudo quer com exclusividade, o amor permanecerá sufocado pela vaidade, o desejo e a ambição. Poderíamos perguntar: mas se o amor é o próprio Deus, por que ele não vence o nosso apego? A resposta é clara: porque amor é liberdade. O amor é Deus chamando-nos para a liberdade, convocando-nos ao desapego por nossa própria compreensão e decisão. Deus não nos ama com apego, mas com liberdade e por isso não quer impor-nos a compreensão do amor que devemos atingir por nós mesmos.

Irmão Saulo
Livro Diálogo dos Vivos - Francisco Cândido Xavier e J. Herculano Pires.
 

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Blogagem coletiva pelo aniversário do blog"A VIDA DE UMA GUERREIRA"que nos presenteia com a chance de fazermos uma declaração de amor!!!!PARABÉNS NILCE E OBRIGADA!

 


Há quase 30 anos me vi em uma situação  para mim,totalmente inusitada e que me causou muito sofrimento,até porque me mantive em silêncio por amor aos meus filhos;a consequência do silêncio foi um estado de desânimo total,uma apatia que me impedia de fazer o que mais amo:LER...Fiquei um ano,sem ter concentração para fazê-lo,e não comentava com ninguém;até que um dia um amigo da família me emprestou um livro,A VINGANÇA DO JUDEU,que li em uma noite e passei a entender tudo que me acontecera,porque me acontecera e como eu deveria encarar a situação;mergulhei no estudo da DOUTRINA ESPÍRITA,por dois anos sem frequentar nenhuma instituição.Ao começar a frequentar foi para ser uma trabalhadora para sempre desta Doutrina consoladora.

"Pelo Espiritismo, o homem sabe donde vem, para onde vai, porque está na Terra, porque sofre temporariamente, e vê por toda a parte a justiça de Deus. Sabe que a alma progride incessantemente, através de uma série de existências sucessivas, até atingir o grau de perfeição que a aproxima de Deus. Sabe que todas as almas, tendo um mesmo ponto de origem, são criadas iguais, com idêntica aptidão para progredir, em virtude do seu livre arbítrio; que todas são da mesma essência e que não há entre elas diferença, senão quanto ao progresso realizado; que todas têm o mesmo destino e alcançarão a mesma meta, mais ou menos rapidamente, pelo trabalho de boa vontade."Hoje posto a mensagem abaixo como uma declaração do meu amor e da minha gratidão ao ínsigne codificador da Doutrina Espírita e ao Mestre Jesus que assim o permitiu!
                                          

ALLAN  KARDEC

*
EM LEMBRANÇA AOS 141 ANOS DE DESENCARNE DE ALLAN KARDEC

Iluminado Kardec — Salve!
Das ultimas etapas percorridas pelo teu Espírito aprimorado e brilhante, através de encarnações diversas, deixaste fulgurante e indelével traço do teu desdobramento espiritual fadado, quiçá, para continuados da evangelização dos povos.
O esforço sincero sempre foi e será o partir para a Victoria! Partiste, desde séculos, para o campo de investigações da Verdade e Deus, soprando-te a alma, a alentou e enrijou, caldeando-a nas ardentias do seu coração, onde crepitam as chamais da sabedoria, do amor e da bondade!
Assim alentado, partiste para a Victoria do Cristianismo espírita e hoje, nos cérebros emancipados e operosos de grande parte da população terráquea, a crença raciocinada germina e floresce, mostrando ao homem livre a Luz que vem de Deus para todos os seus filhos amados.
O “teu” Evangelho é um mar de verdades filosóficas, onde todas as celebrações emancipadas do preconceito de tradições esmaecidas e até absurdas, bebem avidamente a cristalina água da Verdade eterna!
Quando Deus mandou tocar — Sentido! não ficaste bocejando. Ao contrario, empunhaste a tua espada e partiste para a trincheira, cheio dessa convicção inabalável, que gera os heróis no campo da peleja!
E, ainda hoje,teus golpes sobre as doutrinas comodistas e indolentes abatem irremediavelmente o gozador insensível ou o fanático impenitente!
Qual facho luminoso penetrando em cavernas soturnas, espavorindo os que ai se ocultassem, teu verbo, escrito em preciosas paginas, atravessa de geração em geração, fulgurante de verdade.
O Evangelho que nos deixaste faz surgir o do Cristo, que o ensinou de viva voz e que a humanidade deturpa, ao sabor dos tempos e dos costumes corruptos de cada época!
O “dae de graça o que de graça recebestes”, com respeito aos bens espirituais, transformou-se em tão egoístico objeto de mercancia, que dá a idéia de que Deus se vende!
Contudo, como membros de uma só família a família do Cristo — cumpre-nos respeitar as crenças alheias, ainda que falsas, resguardando-nos, todavia, do contagio delias.
O teu despertar para a Verdade nos veio despertar para a fé raciocinada, que se completa com o culto da humildade, da caridade e do amor!...
Continua, pois, oh! Espírito iluminado, mesmo do astral, a nos incutir a sinceridade, para que possamos cultivar o amor a Deus e ao próximo.
Salve, Kardec iluminado! Bendito seja Deus!

Fonte: Reformador – junho, 1936                                                               


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