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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

AMOR SEM POSSESSÃO

 
AMOR SEM POSSESSÃO

O desapego é uma constante nas lições dos grandes mestres espirituais. E mesmo na vida terrena as pessoas sensatas e experientes compreendem os perigos do apego amoroso. Todas as escolas de Psicologia denunciam esses perigos e, desde os gregos até nós, os filósofos ensinam que a felicidade depende da nossa capacidade de libertar-nos do apego às coisas e aos seres. O ciúme é sintoma de apego e leva a desequilíbrios perigosos, podendo gerar doenças graves e acarretar crimes nefandos.

Lemos sempre nos jornais a expressão: “Matou par amor”. Mas a verdade é que o amor não mata, pois o amor é vida e não morte. O que mata é o ciúme, o apego amoroso, gerado por sentimentos inferiores de posse exclusivista da pessoa amada. Esses sentimentos são resquícios animais da espécie que racionalmente devemos expulsar de nós, ao invés de racionalmente aumentá-los, como em geral fazemos. Nossa imaginação pode levar os instintos animais a intensidades ameaçadoras, o que jamais ocorre nas espécies animais. Temos de aprender a amar sem apego.

Quando Cornélio escreve que “o amor na totalidade é a natureza de Deus”, lembra-nos a afirmação de João, em seu Evangelho: “Deus é amor”. E Cornélio tira deste princípio a explicação do antigo mistério da presença de Deus em nós, afirmando: “O amor é Deus em nós todos, cada qual tem um pedaço”. A seguir, adverte que quanto menos possessão pusermos no amor, mais amor teremos em nosso coração. É impossível dar-se uma lição tão elevada com palavras mais simples e de maneira mais natural.
 

Toda a dinâmica da evolução espiritual se esclarece na simplicidade caipira desses versos. Deus está presente em nós pela nossa capacidade de amar, mas enquanto não superarmos o nosso egoísmo, que tudo quer com exclusividade, o amor permanecerá sufocado pela vaidade, o desejo e a ambição. Poderíamos perguntar: mas se o amor é o próprio Deus, por que ele não vence o nosso apego? A resposta é clara: porque amor é liberdade. O amor é Deus chamando-nos para a liberdade, convocando-nos ao desapego por nossa própria compreensão e decisão. Deus não nos ama com apego, mas com liberdade e por isso não quer impor-nos a compreensão do amor que devemos atingir por nós mesmos.

Irmão Saulo
Livro Diálogo dos Vivos - Francisco Cândido Xavier e J. Herculano Pires.
 

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Blogagem coletiva pelo aniversário do blog"A VIDA DE UMA GUERREIRA"que nos presenteia com a chance de fazermos uma declaração de amor!!!!PARABÉNS NILCE E OBRIGADA!

 


Há quase 30 anos me vi em uma situação  para mim,totalmente inusitada e que me causou muito sofrimento,até porque me mantive em silêncio por amor aos meus filhos;a consequência do silêncio foi um estado de desânimo total,uma apatia que me impedia de fazer o que mais amo:LER...Fiquei um ano,sem ter concentração para fazê-lo,e não comentava com ninguém;até que um dia um amigo da família me emprestou um livro,A VINGANÇA DO JUDEU,que li em uma noite e passei a entender tudo que me acontecera,porque me acontecera e como eu deveria encarar a situação;mergulhei no estudo da DOUTRINA ESPÍRITA,por dois anos sem frequentar nenhuma instituição.Ao começar a frequentar foi para ser uma trabalhadora para sempre desta Doutrina consoladora.

"Pelo Espiritismo, o homem sabe donde vem, para onde vai, porque está na Terra, porque sofre temporariamente, e vê por toda a parte a justiça de Deus. Sabe que a alma progride incessantemente, através de uma série de existências sucessivas, até atingir o grau de perfeição que a aproxima de Deus. Sabe que todas as almas, tendo um mesmo ponto de origem, são criadas iguais, com idêntica aptidão para progredir, em virtude do seu livre arbítrio; que todas são da mesma essência e que não há entre elas diferença, senão quanto ao progresso realizado; que todas têm o mesmo destino e alcançarão a mesma meta, mais ou menos rapidamente, pelo trabalho de boa vontade."Hoje posto a mensagem abaixo como uma declaração do meu amor e da minha gratidão ao ínsigne codificador da Doutrina Espírita e ao Mestre Jesus que assim o permitiu!
                                          

ALLAN  KARDEC

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EM LEMBRANÇA AOS 141 ANOS DE DESENCARNE DE ALLAN KARDEC

Iluminado Kardec — Salve!
Das ultimas etapas percorridas pelo teu Espírito aprimorado e brilhante, através de encarnações diversas, deixaste fulgurante e indelével traço do teu desdobramento espiritual fadado, quiçá, para continuados da evangelização dos povos.
O esforço sincero sempre foi e será o partir para a Victoria! Partiste, desde séculos, para o campo de investigações da Verdade e Deus, soprando-te a alma, a alentou e enrijou, caldeando-a nas ardentias do seu coração, onde crepitam as chamais da sabedoria, do amor e da bondade!
Assim alentado, partiste para a Victoria do Cristianismo espírita e hoje, nos cérebros emancipados e operosos de grande parte da população terráquea, a crença raciocinada germina e floresce, mostrando ao homem livre a Luz que vem de Deus para todos os seus filhos amados.
O “teu” Evangelho é um mar de verdades filosóficas, onde todas as celebrações emancipadas do preconceito de tradições esmaecidas e até absurdas, bebem avidamente a cristalina água da Verdade eterna!
Quando Deus mandou tocar — Sentido! não ficaste bocejando. Ao contrario, empunhaste a tua espada e partiste para a trincheira, cheio dessa convicção inabalável, que gera os heróis no campo da peleja!
E, ainda hoje,teus golpes sobre as doutrinas comodistas e indolentes abatem irremediavelmente o gozador insensível ou o fanático impenitente!
Qual facho luminoso penetrando em cavernas soturnas, espavorindo os que ai se ocultassem, teu verbo, escrito em preciosas paginas, atravessa de geração em geração, fulgurante de verdade.
O Evangelho que nos deixaste faz surgir o do Cristo, que o ensinou de viva voz e que a humanidade deturpa, ao sabor dos tempos e dos costumes corruptos de cada época!
O “dae de graça o que de graça recebestes”, com respeito aos bens espirituais, transformou-se em tão egoístico objeto de mercancia, que dá a idéia de que Deus se vende!
Contudo, como membros de uma só família a família do Cristo — cumpre-nos respeitar as crenças alheias, ainda que falsas, resguardando-nos, todavia, do contagio delias.
O teu despertar para a Verdade nos veio despertar para a fé raciocinada, que se completa com o culto da humildade, da caridade e do amor!...
Continua, pois, oh! Espírito iluminado, mesmo do astral, a nos incutir a sinceridade, para que possamos cultivar o amor a Deus e ao próximo.
Salve, Kardec iluminado! Bendito seja Deus!

Fonte: Reformador – junho, 1936                                                               


sábado, 15 de janeiro de 2011

A Mediunidade e a Psicanálise

A Mediunidade e a Psicanálise - entrevista com Dr. Sérgio Felipe de Oliveira

Há quase um século se estuda os fenômenos orgânicos e psíquicos da mediunidade. No Brasil um dos mais importantes estudiosos nesta área é o neuropsiquiatra Sérgio Felipe de Oliveira, mestrado em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e diretor da Clínica Pineal Mind de São Paulo.

Nesta entrevista para a revista “Saúde e Espiritualidade” (“Health and Spirituality”), Dr. Sérgio nos conta um pouco de seus estudos e investigações sobre a glândula pineal e a mediunidade.

A Ciência reconhece o tema da “mediunidade”? 
O Código Internacional de Enfermidades (CID) N°10 (F44.3) de certa forma o reconhece; do mesmo modo que o tratado de Psiquiatria de Kaplane e Sadock, no capítulo sobre as teorias da Personalidade, quando se refere ao estado de transe e de possessão pelos espíritos. Carl Gustav Jung, fez um estudo com uma médium possuída por espíritos. Enfim, já é uma abertura para discutir o tema do ponto de vista científico.

No seu curso, como o senhor orienta as pessoas para o estudo da mediunidade?
De início, é necessário apresentar os conceitos de Universos Paralelos e a Teoria das Superquedas, porque essas hipóteses científicas buscam a unificação de todas as forças físicas conhecidas e pressupõem a existência de 11 dimensões, coincidindo com a revelação espírita sobre os diversos planos da vida espiritual. Temos que estudar também outros temas científicos importantes, tal como a Física Quântica, apresentada por Einstein e desenvolvida por Paul Dirac, assim como o teorema de Gödel. Precisamos discutir um pouco sobre os tipos de matéria que participam da construção dos corpos sutis do espírito, além de estudar a dinâmica da Psicologia Transpessoal. Assim podemos entender melhor como se pruduz a comunicação entre os espíritos, sejam esses encarnados ou desencarnados.

Que seria realmente a mediunidade?
A mediunidade é uma faculdade da percepção sensorial. Como qualquer faculdade deste tipo, para ser exercida, a mediunidade necessita de um órgão que capte e o outro que interprete. A nossa hipótese é que a glândula pineal é um órgão sensorial da mediunidade, como um telefone celular, que capta as ondas do aspecto eletromagnético, que vêm da dimensão espiritual, e o lóbulo frontal faz o juízo crítico da mensagem, auxiliado pelas demais áreas encefálicas.


Mas a glândula pineal não se calcifica depois dos 10 anos de idade?
De fato, ocorre o processo bio-mineral da glândula e ela se calcifica. Em minha tese de doutorado da USP, investiguei os cristais da glândula pineal mediante a difração dos raios X.
Eu usei também a tomografia computadorizada e a resonância magnética. Tive a oportunidade de observar nos cristais uma micro circulação sangüínea que os mantinha metabolicamente ativos e vivos.
Acredito que sejam estruturas diamagnéticas que repelem ligeiramente o campo magnético, cujas ondas se deixam ser recocheteadas de um cristal a outro. Isso é como um seqüestro dos campos magnéticos pela glândula. Quanto mais cristais uma pessoa tem, mais possibilidades terá de captar as ondas eletromagnéticas. Os Médiums ostensivos têm mais cristais.

Quais são os sintomas da mediunidade?
Variam dependendo do tipo da mediunidade. Nos fenômenos espíritas, como é o caso da psicofonia, da psicografia, da possessão, etc, há captação pelos cristais da glândula pineal e sua ativação adenergética, quero dizer que pode ocorrer ataque cardíaco, aumento do fluxo renal, circulação periférica diminuída, etc. Nos fenômenos psíquicos, em que a alma do encarnado se afasta do corpo, como em estado de desdobramento, os sintomas são outros: podemos ter distúrbios de sono, sonambulismo, terror noturno, ranger de dentes, angústia, fobia, etc. Encaixam-se aqui também os fenômenos de cura e ectoplasma. Nos psíquicos, ocorrem mais fenômenos colienergéticos: expansão das atividades do aparelho digestivo, diminuição da pressão arterial, etc.

Quer dizer que a mediunidade não se manifesta sempre como fenômeno paranormal?
Correto. Uma boa parte das vezes, se expressa mediante alterações do comportamento psicobiológico. A explicação é a seguinte: a glândula pineal, um órgão sensorial, capta as ondas magnéticas dos universos paralelos; a percepção seria enviada ao lóbulo frontal que a interpretaria. Para isso é necessário se ter um certo treino e, antes de mais nada, a transcendência, do contrário não há desenvolvimento nessa área.

E no caso de a pessoa não conseguir essa trascendência?
Nesse caso as ondas magnéticas vão influir diretamente sobre as áreas do hipotálamo e as estruturas ao seu redor, sem passar pelo juízo crítico do lóbulo frontal e sem receber seu comando. Conseqüentemente a pessoa perde o controle do comportamento psicobiológico e orgânico. É o que acontece em muitos casos de obesidade, quando a pessoa come sem fome ou nos casos de dificuldades nas relações sexuais.
Se o efeito se produz na área da agressividade, haverá talvez um aumento da auto-agressividade (desencadeando depressão e fobia) ou da hetero-agressividade (com violência contra outras pessoas). Se o sistema reticular ascendente é ativado (esse sistema é responsavel pelos estados de sono e vigilia) podem ocorrer distúrbios nessa área. Nos casos citados ocorrem sintomas sem desenvolvimento da mediunidade, com alterações hormonais, psiquiátricas ou orgânicas. Se não há o controle do lóbulo frontal, as áreas mais primitivas predominam. A pessoa não usa a capacidade de transcendência. Essas são hipóteses que acumulei durante as investigações e nos casos clínicos.



Se um paciente lhe perguntasse se o seu problema é espiritual ou orgânico, qual seria a sua resposta?
Não existe uma coisa separada da outra. Eu parto da hipótese de que a pessoa é um espírito. Por isso a influência espiritual tem repercursão biológica e os comportamentos psico-orgânicos têm influência sobre o espírito.

Qual e o caminho para a integração da ciência e da espiritualidade?
O cérebro está, como um embrião, ligado ao coração. Não existe raciocínio sem emoção. Somente a capacidade de amar constrói a verdadeira identidade das pessoas. Somente após a união definitiva entre a Ciência e a Espiritualidade, a humanidade poderá encontrar a paz e o amor.


 O entrevistado,Sérgio Felipe de Oliveira, é neuropsiquiatra com mestrado em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e diretor da Clínica Pineal Mind de São Paulo.

Revista Saúde e Espiritualidade da Associação Médico Espírita.

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