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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

MULTA PARA ACADÊMICO QUE CHAMOU ESPÍRITAS DE "CHARLATÕES"

MULTA PARA ACADÊMICO QUE CHAMOU ESPÍRITAS DE "CHARLATÕES"



 

O Tribunal de Justiça de Albacete, na Espanha, no último dia 7 de novembro condenou, por difamação um catedrático e vice-diretor acadêmico de uma universidade que chamou os participantes de um congresso espírita de "charlatões".
Fernando Cuartero, da Universidade de Castilla-La Mancha (UCLM), tentou impedir, no ano passado, que o campus universitário da UCLM sediasse um seminário espírita chamado "Vida depois da vida". Como não conseguiu, fez um protesto público diante dos participantes e os chamou de "enganadores vulgares".

A organização do evento, que contou com a participação de médiuns, videntes, parapsicólogos e escritores, processou o catedrático. Segundo a juíza do caso, Otília Martínez Palácios, a crítica de Cuartero teve caráter de injúria e difamação. "Chamar parapsicologia de pseudociência é uma crítica social aceita, mas isso não quer dizer que (os parapsicólogos) sejam vulgares enganadores", disse ela ao anunciar a sentença."Estas expressões são desnecessárias para criticar um seminário", completou a juíza, que condenou o catedrático a pagar uma multa de 204 euros (R$ 483), mais os custos do processo (valor não divulgado pela Justiça) e uma retratação pública.

O organizador do seminário que levou o catedrático aos tribunais, Rafael Campillo, disse que a decisão judicial é uma vitória não só dos espíritas, mas de todos os que defendem a liberdade religiosa. "Quando o senhor catedrático Fernando Cuartero se sentiu livre para nos chamar de vulgares enganadores, ultrapassou um limite legal. Nenhuma fé religiosa pode ser atacada em nome de uma liberdade de expressão ofensiva", afirmou Campillo.
O incidente aconteceu em outubro de 2009. O departamento de comunicação da universidade disse que o espaço do campus foi alugado para o evento e que a UCLM permitiu que seu logotipo aparecesse nos cartazes de propaganda como "colaboradora de forma gratuita, sem mais participações ou interesses".

Ao ser informado do seminário, Cuartero entregou pessoalmente ao reitor uma carta dizendo que "no campus de Albacete se celebrará uma espécie de curso sobre experiências ligadas à morte, espiritismo e outras bobagens de pura pseudociência de charlatões. Algo impróprio de uma instituição científica como uma universidade".

"Como vice-reitor do campus quero manifestar minha total desaprovação a estes tipos de atos, tais como sessões de astrologia, vidências, enganos e crenças absurdas em uma sede como a nossa, usada de má fé por vulgares charlatães." Cuartero disse ainda que não desmente nenhuma das palavras escritas na carta ao reitor. Mas disse que não tem intenção de retratar-se e que apelará contra a sentença, que considera "inadequada".

 

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

SEXO


SEXO

Pergunta o jovem:
– E daí, Chico. sexo antes do casamento é proibido?
Responde o médium:
– Meu filho, nada é proibido. No entanto, sem amor, nada vale a pena, nem o sexo, nem o casamento.
Notável observação!
A Doutrina Espírita, proverbialmente, enfatiza a consciência livre.
Não há proibições, considerando-se que a responsabilidade é uma planta frágil que só cresce em regime de liberdade.
Isso não consagra a idéia do liberou geral, já que tudo o que fizermos, dentro dos princípios de causa e efeito que nos regem, terá uma conseqüência.
Tenho a liberdade de fazer o que me aprouver, mas sempre responderei por minhas iniciativas.
Digamos, caro leitor, que desfrutamos todos de uma liberdade vigiada.
Os deslizes de comportamento fatalmente resultarão em cobranças, não na forma de punições divinas, mas de reações de nossa própria consciência, considerando que fomos programados para o que é certo, justo, verdadeiro.
O mal será sempre um desvio transitório de rota, com retorno obrigatório aos caminhos do Bem.
Em última instância, temos a liberdade de fazer exatamente… o que Deus espera de nós!
Tudo o que não for compatível com os desígnios divinos resultará em males tendentes a corrigir nossa rota.
Detalhe importante: as cobranças serão tanto mais severas quanto mais desenvolvido o Espírito em conhecimento, quanto mais amadurecido, mais capaz de distinguir o certo do errado, o Bem do mal.
***
Com relação à vida sexual, operou-se na década de sessenta, no século passado, uma revolução nos países ocidentais.
Vão longe os tempos em que sexo era considerado algo de pecaminoso, a ser exercitado apenas para a procriação, conforme ensinavam os manuais religiosos.
Vale lembrar que o dogma da virgindade perene de Maria foi inspirado nessa idéia. Como, argumentavam os teólogos, poderia a mãe de Jesus, personificação da pureza, ter se dado ao desfrute de uma relação sexual?
A forma de contornar essa dificuldade foi o dogma da virgindade perene de Maria. Não teria coabitado com José, mantendo-se casta.
Havia um problema: nos Evangelhos há referência aos irmãos de Jesus.
Resolveu-se a pendência com a idéia de que José tivera filhos de um casamento anterior, ou seriam apenas primos seus.
Não há limites para a fantasia quando renunciamos à lógica e ao bom senso.
***
Para o Espiritismo a atividade sexual não tem nada de pecaminosa.
É por ela que viemos ao Mundo.
É graças a ela que as espécies subsistem.
O problema para os teólogos estaria no prazer.
Sem prazer não haveria excessos, viciações, desajustes, paixões avassaladoras, traições...
Em contrapartida, estaria ameaçada a sobrevivência humana!
Já pensou, leitor amigo: sexo burocrático, frio, apenas para perpetuar a espécie?
Na realidade, o que compromete o relacionamento sexual são os excessos.
Sexo, na atualidade, deixou de ser parte do amor, convertendo-se em sinônimo dele.
Quando o jovem fala em fazer amor, expressão lamentável, está se referindo à prática sexual, como se o amor fosse sexo e não parte dele apenas.
E sem amor, como diz Chico, nada vale a pena, nem mesmo o sexo!


Do livro Rindo e Refletindo com Chico Xavier, volume II
RICHAR SIMONETTI


quinta-feira, 11 de novembro de 2010

PARE DE PLANTAR ERVAS DANINHAS EM SUA VIDA

PARE DE PLANTAR ERVAS DANINHAS EM SUA VIDA

quinta-feira, 11 de novembro de 2010



Eu não sei se você já reparou, mas às vezes parece que todo mundo ao nosso redor começa a enxergar tudo cinza. De repente, reclamar da vida virou senso comum. As pessoas reclamam do trânsito, da correria, da crise, do tempo, de tudo. E se não percebemos, acabamos entrando para o time, colaborando para expandir ainda mais essa onda sombria que vai cobrindo nossas cabeças, nublando a luz do sol.

Não se trata de fingir que as coisas não acontecem, mas de que adianta ficar reproduzindo essa visão negativa do mundo, como se fôssemos um gravador mal assombrado recriando o arrastar de correntes fantasmagóricas por onde quer que passemos?

As nossas palavras e os nossos pensamentos são como sementes. A partir do momento em que os trazemos para fora, semeamos o terreno ao nosso redor. Num primeiro momento, as sementes ficam lá quietas, como se estivessem mortas, como se não tivessem vida própria. Mas elas têm. Na medida em que as continuamos alimentando, elas crescem, ficam cada vez mais fortes, frutificam e povoam nossa vida.

Preste muita atenção ao que você tem plantado ao seu redor, pois será com isso que você terá que conviver num futuro breve, bem como as pessoas que vivem perto de você.

Não parece difícil entender que uma pessoa que tem uma visão negativa de tudo acaba plantando um jardim sombrio ao seu redor. Nele florescem horrendas trepadeiras de tristeza, plantas rasteiras cheias de desânimo, vários tipos de ervas daninhas: inveja, ódio, ressentimento.

E pior... o triste jardim, uma vez criado por nós, ganha vida própria. Pragas proliferam, espinhos surgem e ele vai se tornando cada vez mais intransponível à medida que as plantas carnívoras ganham força e se alimentam de qualquer possibilidade de otimismo que ouse se aproximar. Assim, perpetuamos em nossa vida essa visão sombria do mundo, sem nos dar conta do quanto colaboramos para sua criação.

Não importa o que digam as pessoas ao seu redor, assuma a responsabilidade pelo seu jardim. Arranque, corajosamente, as ervas daninhas. Prefira o vazio fértil de uma terra virgem a essa profusão de negatividades à sua volta. Escolha o que quer perto de você, rodeie-se de beleza. Ela nos reconecta à leveza fluida da nossa alma, nos dá asas de borboleta, enfeita nosso jardim. Escolha belas palavras e bons pensamentos, cada um deles será como sementes de flores lançadas sobre a terra ao seu redor. Em breve um campo florido surgirá, trazendo cor e perfume para a sua vida.

Você ainda terá um ganho adicional... amigos e bons relacionamentos. Afinal, quem não se sente atraído pela beleza de um jardim florido? E com as pessoas vêm oportunidades, e abertura na vida, e conforto, troca, carinho, amor. Não é tão difícil perceber que quando escolhemos olhar para o que de belo existe, atraímos mais beleza, e vice-versa.

Assim, não siga a onda sombria que vem se espalhando, principalmente nos grandes centros urbanos, e que faz com que as pessoas obtenham um prazer mórbido em reclamar da vida. Mesmo sabendo que dificuldades existem, alimente o que de belo existe ao seu redor. Aguce seu olhar, não é tão difícil encontrar coisas boas para falar ou pensar.

Seja um ponto luminoso na escuridão de nossos dias e perceba que essa simples mudança de enfoque pode mudar não só a sua vida, mas a de muitos ao seu redor.

PATRÍCIA Gebrim  

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

MERLÂNIO POETA MAIA # O MENESTREL: AS DEZ FACES DO ORGULHO

MERLÂNIO POETA MAIA # O MENESTREL: AS DEZ FACES DO ORGULHO: "AS DEZ FACES DO ORGULHOMerlânio Maia O orgulho é a maior chagaQue consome a humanidadeÉ uma chama que queimaDestruindo a igualdadeÉ um mal ..."

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

ENTREVISTADO: JORGE ANDRÉA DOS SANTOS TEMA: EVOLUÇÃO DO PRINCÍPIO INTELIGENTE


ENTREVISTADO: JORGE ANDRÉA DOS SANTOS
TEMA: EVOLUÇÃO DO PRINCÍPIO INTELIGENTE

RCE - A resposta à questão 23 de O Livro dos Espíritos diz que o espírito é o princípio inteligente do universo. Então existe alguma coisa não inteligente no universo? O que se entende aí por inteligência, já que, na resposta à questão 25, está dito que a união do espírito e da matéria é necessária para dar inteligência à matéria?

 JAS - Hoje nós sabemos que não existem grandes diferenças entre matéria e organização espiritual, que uma é conseqüência da coagulação da outra. E, depois,  deve existir no mundo, de um modo geral,  aquilo que chamamos energias divinas, campo formador, campo cobertor, campo donde tudo se deriva, porque este campo tem condições inteligentes e porque toda causa resultante desses elementos são efeitos absolutamente inteligentes.

RCE - Então existe alguma coisa não inteligente no universo?

 JAS - Não. Porque a coisa mais simples que existe, chamada átomo, que hoje já se sabe não ser  tão simples, porque ele já vem de elementos outros chamados cordas, super cordas - que são campos vibratórios ainda não coaguláveis, ainda não organizados como átomos - esses elementos são absolutamente cheios de vida, porque estão balsamizados por esse campo de energia, daí nós não podermos dizer que há uma diferença entre matéria e espírito, mas que a matéria é uma consequência desta organização espiritual. De maneira que a resposta seria que tudo tem a sua consequência.

RCE - Fala-se hoje em “consciência do átomo”. Tem isso a ver com a presença do princípio inteligente na base mesma da estrutura material?

JAS - É que o átomo está mergulhado nesse grande campo. Se o átomo está mergulhado nesse grande campo, ele está submetido a isso.  Hoje nós vemos pesquisas notabilíssimas em que se mexe com a organização atômica; o seu par, inclusive fora de qualquer distância, repercute e dá um efeito, uma resposta precisa desse acontecimento. A essa inteligência que está localizada, ela vai se situando lentamente porque vem desse outro campo onde ela está mergulhada, onde nós vivemos, que é o mundo de totalidade. Que energia é essa? Divina. É como vemos Deus. Ele está em tudo, por quê? É o grande campo, e a menor fatia dessa vibração é inteligente.

RCE - Então isso corrobora “o nele somos, nele existimos, nele nos movemos”.

JAS – É claro!

RCE - A “inteligência” que se encontra no reino mineral aparece em níveis diferenciados nos demais reinos da criação? O surgimento da vida e suas propriedades como, por exemplo, o instinto, é indicação de evolução do princípio inteligente? Podemos dizer, no reino hominal, que a inteligência é o instinto que evoluiu?

JAS - Sem dúvida alguma que viemos desta contingência porque, se no reino mineral houve uma pequena coagulação dessas grandes energias, já em formação, que também se vê nos princípios da vida atômica dos vegetais, como é que esse elemento tem o caminho preciso para alguma coisa? Aí tem o nascimento daquilo de que precisamos, que é o processo que vai alcançar o período hominal, que seria o resultado de toda essa totalidade de vivência que se passa nos reinos da natureza, isto é, forças de coesão e atração no mineral, sensibilidade nos vegetais, instinto nos animais, e o descortinar da inteligência no hominal.

Tem-se, porém, a considerar o seguinte: este foco inicial que vai se formando, ainda não o podemos considerar como espírito porque faz parte de uma família. É aquilo que os orientais com muita precisão chamavam “alma grupo da espécie”.
Essa alma grupo, pouco a pouco, vai começando a se diferenciar.
 É como se fosse um lençol todo cravejado de pequenas condensações e que são futuros espíritos saindo da alma grupo, e isso vai ser encontrado, na nossa natureza, nos lacertídeos, nas iguanas, quando já começa essa diferença, porque até antes deles tudo é alma grupo da espécie, a espécie funciona com a totalidade.
Mas por que isso acontece? Porque na matéria há elementos que podem já conter esse pequeno grupo, esse pequeno ponto, esse elemento inicial que seria o espírito, com instinto, etc.
E que elemento é esse na matéria que se formou? A glândula pineal, que surge sob a forma, ainda muito simples, com pequenas células chamadas “o olho pineal”, depois é que vai se formando, etc.

RCE - Esse seu conceito preciso sobre alma grupo, reportando-se aos princípios orientais, tem uma distância conceitual do que hoje alguns companheiros nossos no movimento espírita chamam de alma grupo dos cães, dos equinos...?

JAS - Eles colocam também nessa posição, que seria uma posição diversa, que seria mais ao que se poderia dizer daquele tipo de espécie; aquelas almas que estão lá, aqueles grupos espirituais que estão lá já agregados por afinidade, também podem ser chamados dessa forma.

RCE - Mas antes ainda não há essa agregação por afinidade. Ainda é aquela parte inicial em que seria uma espécie de emanação da inteligência causa primária de todas as coisas?

JAS - Exato. E tem mais o seguinte, nesses elementos, vai-se formando a afetividade, aos poucos, pelos processos instintivos, lentamente.

RCE - Podemos dizer que o limite superior da progressão evolutiva do princípio inteligente, uma vez atingido, faz surgir o espírito individualizado?

JAS - Claro que sim, porque aí vai um espírito que já está começando a tomar elementos que lhe são próprios. Para você incorporar onde? Eu gostaria de saber.
 Essa é a função nossa espiritual. Vamos dizer que o espírito já esteja na zona hominal, que é a zona com a qual convivemos, em que já estamos procurando evoluir, que já tem essa individualidade. E por que isso?
 Deve ter uma grande finalidade isso. O que representa isso dentro desse universo, dentro do desconhecido, dentro da eternidade, dentro desse infinito que não se sabe definir? Os físicos quânticos são altamente inteligentes porque colocam tudo isso em fórmulas matemáticas. Mas quando você pede a alma da fórmula matemática já fica mais difícil dizer o que é.

RCE - Somos criados simples e ignorantes. Qual o limite superior da nossa progressão evolutiva e como poderemos alcançá-lo?

JAS - Nós vamos saindo, pouco a pouco, da formação instintiva e quanto mais avançamos no processo evolutivo, esses instintos vão sendo então formados em elementos mais responsáveis e aí entra o processo do livre-arbítrio.
Quanto menos instinto por evolução, mais o livre arbítrio existe aberto para o indivíduo fazer suas escolhas.
 Isso se deve a uma grande finalidade, porque já se alcança uma individualidade, tem-se um alargamento de conhecimento, já se tem as grandes responsabilidades.
E isso nós vemos agora nessa fase de transformação humana que anda por aí dentro das coisas. Há indivíduos que estão saindo dessa faixa instintiva e caminhando para outras dimensões de conhecimento.
 Não mais as análises, os detalhes e sim a síntese do processo em que os instintos desembocam na quarta dimensão espiritual. Nessa fase mais evoluída, o indivíduo não precisa mais da análise, ele já sabe o que é, então ele está partindo para outro elemento com outras condições, buscando novas intenções desconhecidas no momento por nós. Então já se fica com dificuldade e com muitas limitações, porque já se tem o livre-arbítrio, já há essa dimensão maior. E como é que se vai adiante?
Se começamos a navegar nesses elementos que conhecemos o que é, não precisamos analisar as coisas, já sabemos o que é, apenas dizemos. Há muitos indivíduos, hoje, encarnados, alguns da fase filosófica, que, perguntado, dizem “eu não posso provar, mas eu sei que é”. Ele não precisa analisar mais, ele não sabe qual é a análise daquilo, ele vai e diz: “a verdade é essa, eu sei que é”.

RCE - Esse nível de atividade intelectual, no plano da terra atualmente, que já vimos transparecer em algumas criaturas, então seria não só o embrião, mas já a anunciação, eventualmente, e até a consubstanciação da intuição. No futuro, o homem regenerado trabalhará ao nível da intuição?

JAS - Junto da intuição vem a afetividade e o amor. Isso junto alarga o novo conhecimento da intuição, que é a próxima fase que está nos esperando. Os grandes raciocínios humanos estão no processo intuitivo e isso é comum entre os companheiros nossos. Esse negócio de “eu tive um palpite”.
Às vezes não é palpite, às vezes é intuição e, às vezes, é palpite mesmo. É preciso muito cuidado com isso. Às vezes o sujeito tem certeza do processo e está certo. Quanta coisa o nosso Kardec falou e que hoje a ciência está mostrando! Que intuição era essa dele? Um homem evoluído, um homem com outras condizências. Também pra ele ter aquela perceptibilidade e inserir aquela totalidade com aquele pouco tempo que ele teve na Terra, com aqueles elementos todos...

RCE - É próprio de uma inteligência que trabalha ao nível da síntese. Aliás, toda a codificação é uma síntese. Tanto é síntese que todas as obras subsidiárias da Doutrina, que vieram depois, são desdobramentos nobres, valorosíssimos! Não estamos usando síntese como sinônimo de resumo, mas sim como nível de capacidade intelectual, de habilidades intelectuais na estrutura do intelecto.

JAS - E esses desdobramentos podem estar num infinito fenomênico.

Fonte: Revista Cultura Espírita,  Setembro de 2010

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A FÉ, ESPERANÇA E CONSOLAÇÕES


A FÉ, ESPERANÇA E CONSOLAÇÕES


Efetivamente, o que poderemos temer, quando sabemos que a alma é imortal e quando, após os cuidados da vida, além da noite sombria em que tudo parece afundar-se, vemos despontar a suave claridade dos dias infindáveis?..." 

A fé é a confiança da criatura em seus destinos, é o sentimento que a eleva à infinita Potestade, é a certeza de estar no caminho que vai ter à verdade. A fé cega é como farol cujo vermelho clarão não pode traspassar o nevoeiro; a fé esclarecida é foco elétrico que ilumina com brilhante luz a estrada a percorrer.
 
Ninguém adquire essa fé sem ter passado pelas tribulações da dúvida, sem ter padecido as angústias que embaraçam o caminho dos investigadores. Muitos param em esmorecida indecisão e flutuam longo tempo entre opostas correntezas. Feliz quem crê, sabe, vê e caminha firme. A fé então é profunda, inabalável, e habilita-o a superar os maiores obstáculos. Foi neste sentido que se disse que a fé transporta montanhas, pois, como tais, podem ser consideradas as dificuldades que os inovadores encontram no seu caminho, ou seja, as paixões, a ignorância, os preconceitos e o interesse material.
 
Geralmente se considera a fé como mera crença em certos dogmas religiosos, aceitos sem exame. Mas a verdadeira fé está na convicção que nos anima e nos arrebata para os ideais elevados. Há a fé em si próprio, em uma obra material qualquer, a fé política, a fé na pátria. Para o artista, para o pensador, a fé é o sentimento do ideal, é a visão do sublime fanal aceso pela mão divina nos alcantis eternos, a fim de guiar a Humanidade ao Bem e à Verdade.
 
É cega a fé religiosa que anula a razão e se submete ao juízo dos outros, que aceita um corpo de doutrina verdadeiro ou falso, e dele se torna totalmente cativa. Na sua Impaciência e nos seus excessos, a fé cega recorre facilmente à perfídia, à subjugação, conduzindo ao fanatismo. Ainda sob este aspecto, é a fé um poderoso incentivo, pois tem ensinado os homens a se humilharem e a sofrerem. Pervertida pelo espírito de domínio, tem sido a causa de muitos crimes, mas, em suas conseqüências funestas, também deixa transparecer suas grandes vantagens.
 
Ora, se a fé cega pôde produzir tais efeitos, que não realizará a fé esclarecida pela razão, a fé que julga, discerne e compreende? Certos teólogos exortam-nos a desprezar a razão, a renegá-la, a rebatê-la. Deveremos por isso repudiá-la, mesmo quando ela nos mostra o bem e o belo? Esses teólogos alegam os erros em que a razão caiu e parecem, lamentavelmente, esquecer que foi a razão que descobriu esses erros e ajudou-nos a corrigi-los.
 
A razão é uma faculdade superior, destinada a esclarecer-nos sobre todas as coisas. Como todas as outras faculdades, desenvolve-se e engrandece pelo exercício. A razão humana é um reflexo da Razão eterna. É Deus em nós, disse São Paulo. Desconhecer-lhe o valor e a utilidade é menosprezar a natureza humana, é ultrajar a própria Divindade. Querer substituir a razão pela fé é ignorar que ambas são solidárias e inseparáveis, que se consolidam e vivificam uma à outra. A união de ambas abre ao pensamento um campo mais vasto: harmoniza as nossas faculdades e traz-nos a paz interna.
 
A fé é mãe dos nobres sentimentos e dos grandes feitos. O homem profundamente firme e convicto é Imperturbável diante do perigo, do mesmo modo que nas tribulações. Superior às lisonjas, às seduções, às ameaças, ao bramir das paixões, ele ouve uma voz ressoar nas profundezas da sua consciência, instigando-o à luta, encorajando-o nos momentos perigosos.
 
Para produzir tais resultados, necessita a fé repousar na base sólida que lhe oferecem o livre exame e a liberdade de pensamento. Em vez de dogmas e mistérios, cumpre-lhe reconhecer tão-somente princípios decorrentes da observação direta, do estudo das leis naturais. Tal é o caráter da fé espírita.
 
A filosofia dos Espíritos vem oferecer-nos uma fé racional e, por isso mesmo, robusta. O conhecimento do mundo invisível, a confiança numa lei superior de justiça e progresso imprime a essa fé um duplo caráter de calma e segurança.
 
Efetivamente, que poderemos temer, quando sabemos que a alma é imortal e quando, após os cuidados e consumições da vida, além da noite sombria em que tudo parece afundar-se, vemos despontar a suave claridade dos dias infindáveis?
 
Essencializados da idéia de que esta vida não é mais que um instante no conjunto da existência integral, suportaremos, com paciência, os males inevitáveis que ela engendra. A perspectiva dos tempos que se nos abrem dar-nos-á o poder de dominar as mesquinharias presentes e de nos colocarmos acima dos vaivens da fortuna. Assim, sentir-nos-emos mais livres e mais bem armados para a luta.
 
O espírita conhece e compreende a causa de seus males; sabe que todo sofrimento é legítimo e aceita-o sem murmurar; sabe que a morte nada aniquila, que os nossos sentimentos perduram na vida de além-túmulo e que todos os que se amaram na Terra tornam a encontrar-se, libertos de todas as misérias, longe desta lutuosa morada; conhece que só há separação para os maus. Dessas crenças resultam-lhe consolações que os indiferentes e os cépticos ignoram. Se, de uma extremidade a outra do mundo, todas as almas comungassem nessa fé poderosa, assistiríamos à maior transformação moral que a História jamais registrou.
 
Mas essa fé, poucos ainda a possuem, O Espírito de Verdade tem falado à Terra, mas insignificante número o tem ouvido atentamente. Entre os filhos dos homens, não são os poderosos os que o escutam, e, sim, os humildes, os pequenos, os deserdados, todos os que têm sede de esperança. Os grandes e os afortunados têm rejeitado os seus ensinos, como há dezenove séculos repeliram o próprio Cristo. Os membros do clero e as associações sábias coligaram-se contra esse “desmancha-prazeres”, que vinha comprometer os interesses, o repouso e derruir-lhes as afirmações. Poucos homens têm a coragem de se desdizerem e de confessarem que se enganaram. O orgulho escraviza-os totalmente! Preferem combater toda a vida esta verdade ameaçadora que vai arrasar suas obras efêmeras. Outros, muito secretamente, reconhecem a beleza, a magnitude desta doutrina, mas se atemorizam ante suas exigências morais. Agarrados aos prazeres, almejando viver a seu gosto, Indiferentes à existência futura, afastam de seus pensamentos tudo quanto poderia induzi-los a repudiar hábitos que, embora reconheçam como perniciosos, não deixam de ser afagados. Que amargas decepções irão colher por causa dessas loucas evasivas!
 
A nossa sociedade, absorvida completamente pelas especulações, pouco se preocupa com o ensino moral. Inúmeras opiniões contraditórias chocam-se; no meio desse confuso turbilhão da vida, o homem poucas vezes se detém para refletir.
 
Mas todo ânimo sincero, que procura a fé e a verdade, há de encontrá-la na revelação nova. Um influxo celeste estender-se-á sobre ele a fim de guiá-lo para esse sol nascente, que um dia Iluminará a Humanidade Inteira.
 

( Mensagem de LEON DENIS, do livro "Depois da Morte", 44

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