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quarta-feira, 9 de junho de 2010

O Corpo Plasmático do Espírito
Extraído de: As Sete Linhas da Umbanda
Psicografia de Rubens Saraceni, New Trancendentalis Editora
Adaptação dos Comentários de Pai Benedito de Aruanda, M. L.

O corpo plasmático "plasmável "permite a um espírito assumir "conscientemente" as mais variadas aparências, ou inconscientemente ser induzido a se prender numa aparência em nada parecida com a humana.
No Astral Negativo é muito comum encontrarmos espíritos devedores da Lei Maior ocultados em aparências "bestiais" de animais, como cães, cobras, morcegos, etc., ou então prisioneiros delas! O Astral Negativo são as trevas mais densas, onde verdadeiros "reinos" há muito lá formados, acolhem espíritos de criminosos, homicidas, suicidas, infanticidas, genocidas, blasfemos, apóstatas, governantes inescrupulosos, traficantes, escravagistas, policiais assassinos, juízes ímprobos, advogados corruptores da lei, religiosos indignos, etc. Neste meio, impera a lei do mais forte, do mais cruel.
O reverso desse lado, é o lado positivo, onde os espíritos assumem aparências luminosas, coloridas e irradiantes, devido à vivenciação de nobres e virtuosos sentimentos religiosos, fraternais, de sapiência, etc.. Eles também podem recorrer às aparências que possuíram em outras encarnações, plasmando-as após despertá-las de suas memórias ancestrais.
Enquanto encarnado, o espírito absorve o tempo todo, irradiações energéticas do lado espiritual da vida, quando desencarnado, o inverso ocorre e ele fica sujeito as irradiações energéticas do lado material.
Antes de um ser natural adentrar no ciclo reencarnacionista, é preciso que passe por um processo preparatório conhecido como "cristalizador". Essa cristalização é realizada em câmaras cristalinas muito especiais, semelhantes a gigantescas colmeias, onde cada ser ocupará um módulo cristalino captador de energias provenientes dos planos matéria-espírito, da dimensão vegetal, ígnea, aquática, aérea, terrena, mineral e cristalina, que inundarão o interior do módulo com energias as mais diversas possíveis.
O mental do ser, ligado ao mental planetário, responsável pelo ciclo humano da evolução, é dotado de um magnetismo de padrão humano, e começa a absorver as energias oriundas de diversas dimensões. Após "processá-las" em seu interior (dentro do mental), dota seu corpo energético de um campo magnético que captará uniformemente as energias e dará início à formação do revestimento plasmático, que no espírito humano chamamos de corpo plasmático (corpo astral).
Uns o chamam com outros nomes, mas nós o chamamos assim por entendermos que esse revestimento é a cristalização de diferentes energias amalgamadas, cada uma numa certa quantidade, formando um envoltório que irá sustentar o corpo energético durante todo o ciclo reencarnacionista (corpo energético é o corpo etérico).
Esse corpo (envoltório) plasmático, sofrerá alterações, pois muitas aparências o ser terá, uma vez que numa encarnação será branco, noutra poderá ser um negro, ou um amarelo, ou um vermelho, etc.
O corpo plasmático cristalizado dentro dos módulos cristalinos tem por função isolar o corpo energético e protegê-lo, impedindo que energias não afins, penetrem ou sejam absorvidas, incorporando-se ao todo energético do ser... onde o incomodariam e o desestabilizariam (O corpo astral, em seu envoltório mais externo, constituiria a tela búdica, que protege o corpo etérico).
Esse corpo plasmático envolve todo o ser energia e o torna um ser espiritual, possibilitando-lhe, quando for encarnar, que seja reduzido ao tamanho de um feto dentro do ventre materno. À medida que o corpo carnal for crescendo, o corpo plasmático o acompanhará. Ele o estará revestindo junto à epiderme, crescendo também.
E quando o ser desencarnar, no corpo plasmático ou "espiritual" estarão impressas todas as suas características "pessoais". Nem uma ruga deixará de ser visível. Uma mancha na pele (pintas, verrugas, cicatrizes, etc.) ali, no corpo plasmático, estará presente. A aparência que o ser possuía quando encarnado, irá ostentar após o desencarne.
Esse corpo também estará apto a "expressar" todos os sentimentos do ser, e caso uma doença infecciosa tenha sido a causa do desencarne, então poderemos ver no corpo plasmático ou astral, a "causa mortis". Se a causa foi um tiro, facada ou acidente violento, nele estará visível. Se foi uma morte "natural", o corpo não apresentará lesões visíveis. Também podem ocorrer deformações nesse corpo plasmático, caso o ser seja portador de doenças psíquicas.
As doenças psíquicas canalizam as energias geradas através da vivenciação de sentimentos desequilibradores, que tanto podem atrofiar quanto deformar os "’órgãos" dos sentidos do corpo energético. E isso altera o interior dele (íntimo) e deixa visível, através do corpo plasmático, que o ser sofre de perturbações psíquicas.
Tudo é possível porque o corpo plasmático ou espiritual é a aparência "externa" do ser, assim como, é uma tela refletora do seu "interior".
No plano material, porque o corpo físico não é plasmável, um ser pode alimentar certos vícios (ódio, inveja, ambição, volúpia, etc.), e tudo estará oculto. Mas assim que desencarnar, esses sentimentos negativos "explodirão" com intensidade e o deformarão, deixando visíveis as suas viciações, não mais ocultáveis. O corpo plasmático ou espiritual do ser mostra o que vibra em seu íntimo (pensamentos ou sentimentos). Até aqui, mostramos o lado negativo.
Mas quando o ser é virtuoso, o corpo plasmático ou espiritual também é tela refletora de seu íntimo, pensamentos e sentimentos. A aura do ser torna-se irradiante, luminescente e colorido, pois cada sentimento irradiado possui uma cor que o distingue de outros sentimentos virtuosos.
Nos sentimentos negativos, a aura não é irradiante, mas sim concentrador, e sua cor (tonalidade) é monocromática (cinza, preto, mostarda, rubro, etc.), mostrando-se em acordo com o sentimento negativo que o ser vivencia naquele instante de sua vida.
Não vamos inventariar sentimentos ou tonalidades positivas ou negativas. Apenas desejamos deixar claro que a tela refletora, o aura, está intimamente ligada aos sentimentos (emocional) e ao mental (corpo plasmático).
A tonalidade determina se o sentimento é positivo ou negativo, e qual a sua intensidade. Já a aparência, mostra o estado em que se encontra o mental (se positivo ou negativo) e o estado do corpo energético ao qual ele reveste externa e internamente.
Esse corpo plasmático pode sofrer deformações acentuadas, mas caso o ser venha a ter suas faculdades mentais (psique) reequilibradas, ele (o corpo plasmático) também será regenerado, e deixará de ostentar o que o ser já não vivencia em seu íntimo.
É por isso que pessoas que desencarnam em idades avançadas, mas com a psique equilibrada, com pouco tempo no lado espiritual já começam a rejuvenescer sem que se apercebam. Os sentimentos que vibram as predispõe a externarem a beleza interior (nobreza, virtuosismo).
O inverso também ocorre, e acontece de pessoas jovens no plano material assumirem aparências de anciões porque sentiam-se velhas, cansadas ou incapazes de vivenciar a vida com "jovialidade".
O plasma que forma o corpo plasmático ou espiritual só é formado dentro dos módulos cristalinos, localizados nos domínios dos senhores orixás responsáveis pela evolução natural, e também pelo ciclo reencarnacionista da evolução: o estágio humano.
Todos seguimos estágios bem definidos, nos quais evoluímos e vamos incorporando qualidades e atributos que em nós, os seres espiritualizados, culminam com nosso ciclo reencarnacionista, onde nossa consciência humana será despertada em todos os sentidos (fé, amor, razão, conhecimento, etc.).
E só quando o arco-íris sagrado estiver irradiante (visível) em nossa coroa de luz, é que estaremos aptos a adentrarmos no estágio seguinte da evolução, pois aí já não seremos seres espirituais, mas sim, seres "angelicais".

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Antídoto à Depressão


Nazareno Tourinho
Por incrível que pareça, com todo o excepcional progresso da ciência nas derradeiras décadas criamos a sociedade dos deprimidos e dos comprimidos, porque no fundo nos sentimos oprimidos.
Vivemos uma crise cultural sem precedentes na história deste mundo. Nunca, como hoje, os seres humanos mais sensíveis foram tão atormentados pela percepção de que algo em seu destino não está certo e precisa ser retificado. Algo terrivelmente incômodo, que muita gente não identifica de modo correto e por isso se debate em inexplicável angústia.
O sentimento de desconforto íntimo de numerosos homens e mulheres, velhos e jovens, leva-os nos tempos atuais ao desinteresse pela existência, ao medo do futuro, à renúncia de aspirações justas, ao desânimo em face dos desafios da sorte, enfim, a um abatimento mórbido que recebeu dos especialistas em saúde sonoro nome: depressão. O seu tratamento, de ordinário, é feito com recursos farmacêuticos. E os resultados, freqüentemente, revelam-se como meros paliativos.
Desde Hipócrates a Medicina estuda a depressão, chamada em época remota de melancolia. E na verdade sobre ela ainda pouco aprendeu, em que pese os seus respeitáveis conhecimentos em torno dessa doença psíquica.
Modernamente diz-se que há pelo menos três espécies básicas de depressão: a endógena, que se liga a herança genética, a causal, que resulta de fatores traumatizantes de natureza física capazes de produzir perturbações no funcionamento do sistema nervoso, e a relativa, que decorre de conteúdos e problemas psicológicos não resolvidos ( ressentimentos diante da realidade não aceita de mistura com auto piedade etc.).
A análise da depressão em termos etiológicos é complexa, e para os terapeutas dessa enfermidade constitui tarefa difícil saber se os paciente necessita de uma dose de beto-endorfina ou de um passeio em sedutora estância balnearia...
Um remédio preventivo, no entanto, em nosso pensar de leigo, pode e deve ser receitado a todas as pessoas, inclusive àquelas que ainda não apresentam tendências depressivas: trabalho caridoso.
Nunca vimos ninguém que se dedique, com real devotamento, a uma atividade de benemerência em favor do próximo, cair em depressão. Falta-lhe tempo para isso e sobra-lhe o contentamento de ser útil.
No caso dos espíritas, que também estão sujeitos a estados emocionais depressivos porque, tanto quanto as demais criaturas, sofrem a opressão dos falsos valores sociais, é recomendável o aproveitamento das oportunidades de serviço nobre oferecidas pelos Centros doutrinários: a atuação desobsessiva, os passes, o aconselhamento ético, consolador e orientativo, os cuidados administrativos, os procedimentos de limpeza que raros se dispõem a executar, as aulas para adultos e crianças, e tantas outras ações generosas de extrema valia para os pobres e os sofredores.
Por menos agradável que se nos afigure o ambiente do Centro Espírita, em virtude da invigilância dos seus diretores às vezes em conflito uns com os outros, ou em razão de deploráveis desvios ideológicos, convém não o abandonarmos a menos que fora dele tenhamos condição de fazer pelos necessitados o bem possível de realizarmos junto aos irmãos de crença.
Espíritas apenas teóricos, amantes da doce placidez de aposentos domésticos com ar refrigerado, acabam se expondo a riscos indesejáveis.
Todos temos inimigos nas faixas vibratórias do Além, propensos a influir negativamente em nosso ânimo constumeiro, e o que eles mais almejam, para nos solapar a alegria de viver, plantando a semente da depressão em nosso campo mental, é nos afastar do trabalho caridoso e do ambiente doutrinário.
Cientes disso sejamos cautelosos contra a doença da moda, que ataca pobres e ricos, sábios e ignorantes. Não nos iludamos, nesse delicado e movediço terreno, com os recursos clássicos da medicina organicista, porque eles eliminam sintomas sem erradicar o mal pela raiz. Ainda que exames de laboratório atestem a ausência em nosso corpo de substâncias químicas humorizantes necessárias , e possamos remediar isso com drogas farmacêuticas por longos períodos de tempo, só o pensamento altruísta, e as emoções resultantes da sua prática, garantem-nos satisfatória saúde psíquica.
A depressão é acima de tudo uma doença da alma, não da matéria. Os seus efeitos reprimidos por comprimidos tendem sempre a reaparecer, e se não colocamos a consciência em harmonia com as leis eternas da vida, que ensinam a solidariedade em todos os domínios da natureza, jamais deles estaremos a salvo. 
 
Como, depois de instalada em nosso ser, a depressão pode se agravar rapidamente, e até nos conduzir a situações patológicas de conseqüências imprevisíveis, empurrando-nos mesmo para psicoses sutis ou manifestas, é de bom alvitre nos perguntamos se no Centro Espírita mais perto de onde moramos não existe alguma ocupação esperando pelo esforço colaborativo de alguém...


Imagem:Foto surrealista de Vladimir Kush

domingo, 23 de maio de 2010

A Sensatez de um cristão....................


Por Ed René Kivitz, cristão, pastor evangélico,
e santista desde pequeno.



" Alguns atletas do Santos, entre eles, Robinho, Neymar, Ganso e Fabio Costa,se recusaram a entrar numa entidade que cuida de exepcionais que é mantida por uma casa espírita, e preferiu ficar dentro do ônibus do clube, sob a alegação de serem evangélicos.

Os meninos da Vila pisaram na bola. Mas prefiro sair em sua defesa. Eles não erraram sozinhos. Fizeram a cabeça deles. O mundo religioso é mestre em fazer a cabeça dos outros. Por isso cada vez mais me convenço que o Cristianismo implica a superação da religião, e cada vez mais me dedico a pensar nas categorias da espiritualidade, em detrimento das categorias dareligião.

A religião está baseada nos ritos, dogmas e credos, tabus e códigos morais de cada tradição de fé. A espiritualidade está fundamentada nos conteúdos universais de todas e cada uma das tradições de fé. Quando você começa a discutir quem vai para céu e quem vai para o inferno, ou se Deus é a favor ou contra à prática do homossexualismo, ou mesmo se você tem que subir uma escada de joelhos ou dar o dízimo na igreja para alcançar o favor de Deus, você está discutindo religião. Quando você começa a discutir se o correto é a reencarnação ou a ressurreição, a teoria de Darwin ou a narrativa do Gênesis, e se o livro certo é a Bíblia ou o Corão, você está discutindo religião. Quando você fica perguntando se a instituição social é espírita kardecista, evangélica, ou católica, você está discutindo religião.

O problema é que toda vez que você discute religião você afasta as pessoas umas das outras, promove o sectarismo e a intolerância. A religião coloca de um lado os adoradores de Allá, de outro os adoradores de Yahweh e de outro, os adoradores de Jesus. Isso sem falar nos adoradores de Shiva, de Krishna e devotos do Buda, e por aí vai. E cada grupo de adoradores deseja a extinção dos outros, ou pela conversão à sua religião, o que faz com que os outros deixam de existir enquanto outros e se tornem iguais a nós, ou pelo extermínio através do assassinato em nome de Deus, ou melhor, em nome de um deus, com d minúsculo, isto é, um ídolo que pretende se passar por Deus.

Mas quando você concentra sua atenção e ação, sua práxis, em valores como reconciliação, perdão, misericórdia, compaixão, solidariedade, amor e caridade, você está no horizonte da espiritualidade, comum a todas as tradições religiosas. E quando você está com o coração cheio de espiritualidade, e não de religião, você promove a justiça e a paz. Os valores espirituais agregam pessoas, aproxima os diferentes, faz com que os discordantes no mundo das crenças se dêem as mãos no mundo da busca de superação do sofrimento humano, que a todos nós humilha e iguala, independentemente de raça, gênero, e inclusive religião.

Em síntese, quando você vive no mundo da religião, você fica no ônibus. Quando você vive no mundo da espiritualidade que a sua religião ensina – ou pelo menos deveria ensinar, você desce do ônibus e dá um ovo de páscoa para uma criança que sofre a tragédia e miséria de uma paralisia mental.


quarta-feira, 19 de maio de 2010

Evangélicos x Espíritas

Evangélicos x Espíritas - O que as lideranças mostram para nós?

Publicado em 06/04/2010 pelo(a) wiki repórter LuisRio, São Luis-MA

Luis Rio

Sou católico, fui batizado nessa religião, frequento as missas com alguma assiduidade, conheço o pároco da igreja de meu bairro, sou enfim um camarada normal e sinceramente  jamais me senti culpado por ter uma imagem de Nossa Senhora em minha casa, honestamente não creio que isso me torne um idólatra e muito menos que isso incomode o "filho dela". Mesmo sendo católico, não vejo motivo para atacar pessoas de outras religiões, qualquer que seja.
Tenho grandes amigos na religião evangélica e realmente não tenho nada contra estes, vejo muitas coisas positivas em seus seguidores, mas ao longo dos anos tenho visto algo que me chama a atenção, é o ataque dos evangélicos (visto em muitos programas de TV) aos que seguem o espiritismo. Acho isso fácil de compreender uma vez que, para os Evangélicos, a simples devoção dos católicos aos santos já é considerada um pecado. Imagine-se então os conceitos espíritas, um choque sem dúvida.

Não vou dissertar aqui em favor da razão de uma ou outra que seja, pois quanto aos "grandes mistérios", prefiro assumir minha ignorância e confiar que Deus esta muito mais atento para as nossas atitudes e nossos valores morais do que para a religião que seguimos. Porém, tem algo não podemos deixar de observar que é o fato de que, ao longo desses anos, temos visto a maioria das lideranças evangélicas se tornarem pessoas verdadeiramente milionárias, donas de patrimônios incalculáveis, templos de grandeza e luxo impressionantes são erguidos da noite para o dia e por coincidência (ou não), acompanhamos escândalos diversos (que certamente não precisarei citar), recaindo sobre muitos desses lideres de moral claramente duvidosa.

E quanto aos lideres espíritas? O que estes têm ganhado com suas convicções religiosas? Tenho em mente alguns lideres daquela religião, mas citando apenas dois dos principais para eles, que seriam sem dúvida Chico Xavier e Bezerra de Meneses. O primeiro tem uma historia de muitos mistérios sobre psicografias e polêmicas visões de espíritos em sua volta, visto como um charlatão por muitos, mas tido pela grande maioria como uma pessoa realmente iluminada, que trouxe conforto a muitas famílias, principalmente aos pais que tiveram a partida prematura de seus filhos (que parecem ter sido os que mais procuravam conforto nele) e que buscavam algum consolo naqueles possíveis contatos espirituais. Seja qual for a verdade, não se pode discutir o fato de que ele levou uma vida modesta e sem luxo algum, até o seu ultimo suspiro em 2002. O segundo era um nordestino que foi com sacrifício estudar no Rio de Janeiro e lá se formou em medicina, seguindo também a carreira política durante algum tempo e apesar de ter sido médico e político, morreu no ano de 1.900 completamente pobre (a ponto de ter sido necessário uma cota entre os amigos para bancar seu sepultamento) e ficou conhecido em seu tempo por defender os escravos, por dispensar muitas vezes o pagamento de consultas médicas aos pobres que não podiam pagar por estas. Enfim, jamais teve benefícios financeiros em função de suas crenças ou pregações religiosas.

Afora isso, não me recordo de algum líder espírita ter ficado milionário em nenhum momento da historia, desta forma peço antecipadamente perdão aos que porventura venham a se ofender, mas saindo do foco das teorias religiosas e permanecendo apenas nas inspirações das respectivas lideranças, moralmente falando, que lideres melhor representam as idéias e conceitos de Deus e do próprio Cristo?  Os evangélicos ou os espíritas? Acho que vale a reflexão.

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PARA REFLETIR MAIS UM POUQUINHO:
Que preconceito é este?

domingo, 16 de maio de 2010

NEHEMIAS MARIEN: O PASTOR QUE ACEITA O ESPIRITISMO




Fátima: Pastor, qual é a sua Igreja e onde fica?

Nehemias: Minha igreja é uma betel, vamos dizer, uma palavra hebraica, todo lugar, onde o ser humano está presente em Deus, o eterno, na imensurável transcendência. Eu tenho até constrangimento de dizer em que igreja, porque minha igreja é você, estarmos, juntos, a Eclésia no pensamento de Jesus, lá na Cesaréia, quando pela primeira vez disse: "Eu vou edificar a Igreja". É isso aí, é a vida, é o trabalho, é a família, caminhada. Quando as pessoas estão juntas, mesmo que não pensem da mesma maneira é uma igreja, é uma comunidade holística. Agora, sou de formação Calvinista, sou pastor presbiteriano, lá em Cobacabana, já há 43 anos, sem sair da igreja. Meus pais eram missionários lá em Mato Grosso, onde eu nasci, morei na Inglaterra, um período na França e estou no Rio de Janeiro há 26 anos, pastoriando a Igreja Presbiteriana Bethesda.

Fátima: É verdade que o senhor acredita em Reencarnação?

Nehemias: Olha só, muito grato pela pergunta. Até o ano de 546, no Concílio de Calcedônia, o Espiritismo fazia parte dos canônes da Igreja. Depois, por discussões mais administrativas e menos teológicas, foi banido do canône oficial e hoje a doutrina espírita, para a maioria dos pressupostos evangélicos, porque assim, numa confusão chamar de evangélicos só os crentes entre aspas, né? Evangélico é quem anuncia a Boa Nova. Então, eu sou professor de Teologia Bíblica e de Ciências Bíblicas. É meu livro de cabeceira. No estudo da Bíblia, as evidências da Reencarnação são assim incontestáveis, e eu acho que o Espiritismo é a mais caudalosa vertente do Cristianismo, pelas idéias. Você encontra, tanto no Antigo como no Novo Testamento, evidências claras da Reencarnação, isto é, do prosseguir da vida. Tanto Pedro, o pressuposto grande apóstolo Pedro, fala na sua segunda encíclica, no final da Bíblia, fala sobre a existência do espírito após a morte e nesta evolução do ser humano. E também São Judas, o apóstolo de Cristo, na sua epístola final, também fala sobre o mesmo tema. Então, sou uma pessoa estudiosa, aberta. Eu não tenho muros de espécie alguma. Eu tenho uma visão holística e aprendo muito com meus amados irmãos espíritas. Eu tenho um livro "Transcendência e Espiritualidade", onde abordo mais diretamente o assunto. Estou crescendo assim, nesta área e num certo diálogo. Tem algumas coisas que eu não entendo, pelos meus limites bíblicos e culturais, como também não entendo o próprio Cristo. Como vou compreender plenamente Allan Kardec?

Fátima: O senhor já manifestou este ponto de vista reencarnacionista na sua igreja?

Nehemias: Ah, sim, sim. A minha comunidade é uma igreja grande. Somos cerca de 350 congregados, tem cinco pastores, é um colegiado pastoral, além do livro. O livro é público, editado aí. Eu tenho participado de revistas. Por exemplo, no começo do ano a Revista Espírita Allan Kardec publicou uma síntese do pensamento meu, a respeito. A igreja ouve-me, aceita. Eu sou o pastor titular. Somos cinco pastores, mas estou ali, orientando a igreja, neste sentido. Eu não tenho nada de secreto na minha vida pastoral.

Fátima: Qual a receptividade do público de sua igreja, em relação ao seu conceito reencarnacionista?

Nehemias: Bem, a igreja, ela me aceita plenamente, mas eu tenho a impressão de que não só sobre o meu aspecto filosófico, teológico, doutrinário sobre o Espiritismo, mas em outros também. Porque eu, pessoalmente, Nehemias Marien, sou uma espécie de espinho de peixe na garganta da minha própria igreja, mas aceitam e vão atrás. Como diz o Mestre: "O pastor vai à frente do rebanho e o rebanho o segue, porque conhece a voz do seu pastor". Não segue em frente, mas segue a mim, mesmo que me engulam, vamos dizer assim goela abaixo, por não entenderem bem minhas nuances teológicas e espirituais, eles me aceitam. A gente vive num amor perfeito. Lá na minha igreja, pregou Libórni Siqueira, que é desembargador, um grande espírita. O Gérson Azevedo, que é ex-presidente da Federação Espírita do Rio de Janeiro. Vários espíritas pregando na Igreja. Não vão lá visitar, não. É subindo ao púlpito. É um púlpito bonito, mais alto. Usam até toga e se não quiser fardamento, ficam como estão, elegantemente vestidos e pregam lá. Então é uma igreja aberta.

Fátima: Já que o senhor acredita na Reencarnação, o que o faz continuar professando a teoria presbiteriana?

Nehemias: Olha, eu estou presbiteriano. Eu até não gosto muito desta palavra "presbiteriano", porque Calvino, João Calvino, que é o estruturador do pensamento teológico protestante, ele bebia muito lá na Idade Média. Mandou crucificar na maneira de falar, mandou queimar vivo Serventus, um médico, porque discordava dele. Criou uma doutrina chamada "Doutrina da Predestinação". Eu bato de frente contra isso. Agora eu estou lá, porque acho que estamos num "pool" de idéias e a minha cabeça é holística. Assim, vamos dizer, Nehemias Marien, teológica e pastoralmente, é um caleidoscópio. A beleza do caleidoscópio é exatamente ter vidros quebradinhos, bonitos e funcionais, com figuras geométricas de grande dimensão espiritual.

Fátima: O senhor já estudou a Doutrina Espírita?

Nehemias: Eu tenho o livro O Evangelho Segundo o Espiritismo e vários livros de Allan Kardec.

Fátima: E qual a sua opinião sobre a Doutrina Espírita?

Nehemias: Eu acho que o Espiritismo é o mais caudaloso afluente do Cristianismo. Considero a Bíblia como o mais antigo livro de psicografia e mediunidade. Eu acho que Jesus era o médium perfeito, e que a mentalidade kardecista todos nós a temos.

Fátima: Sobre a mediunidade, pastor, o que o senhor diz?

Nehemias: Olha, nós todos somos médiuns. Queiramos ou não. É uma questão de reconhecer, constatar e disciplinadamente desenvolver. Agora, há muitos preconceitos. Nossa cabeça é assim muito cheia de preconceitos, conceitos não, mas preconceitos temos demais. Então, eu acho o seguinte: eu, a respeito da mediunidade, até agora, estou sentindo... (emociona-se e chora). Eu acho que o verdadeiro servo de Deus é um médium. Ele não fala de si. Vamos dizer, entre aspas, traduzindo sentimentos, é uma incorporação espiritual. Ele não é dono dele, é um veículo, um canal. O importante é a mensagem que transmite.

Fátima: E quanto à comunicabilidade com os Espíritos, o que o senhor diz?

Nehemias: É isso que eu estava tentando passar. Eu tenho, até não entendo bem este espírito meu, mas eu tenho a impressão de que é uma índia, minha Biquara, mãe de minha mãe, minha avó Joana. Eu sinto assim, uma certa colocação, uma certa energia dela para mim. Todas às vezes em que eu abro o texto sagrado, para as homílias, as pregações, os sermões, sinto que estou fora de mim. Eu admito esta transcendência da Espiritualidade, esta invasão do Céu no coração humano, através da mediunidade.

Fátima: Como o senhor encara os sucessivos ataques de pastores ao Espiritismo?

Nehemias: Bom, como eu diria, nossos amados irmãos são aliados. Estamos todos no mesmo barco, mas eles fazem parte da artilharia. O artilheiro é o soldado, que vem lá atrás. A infantaria somos nós, a Doutrina Espírita, aqueles que vão lá para frente. A artilharia, ao abrir espaço à frente, solta as bombas, mas são muito ruins de cálculos matemáticos, erram os cálculos e acabam dizimando os próprios aliados. É o que acontece, criticando o Espiritismo, que está na mesma dimensão espiritual. Eu os chamo, vamos dizer assim, de bonsais espirituais, aquela plantinha que não cresce. Lá em Tóquio vi todo um horto só de bonsai, bonitos, mas não se desenvolveram espiritualmente. Estes que atacam nossos irmãos espíritas e outras tradições, com as quais não concordam, são uma espécie de pitibus. Eu acho que os ventos contrários firmam raízes de árvore e o avião sobe mais alto. Acho que é como burilando um diamante, que vira brilhante.

Fátima: Em sua opinião, qual seria o caminho mais eficiente para a Humanidade seguir em direção ao Ecumenismo?

Nehemias: Eu penso Mimo Melânquico, o grande reformador do século XVI. Ele tem uma fórmula e diz assim: "Unidade absoluta, naquilo que é essencial, o amor, por exemplo. Liberdade absoluta em tudo que é duvidoso e caridade em todas as coisas". Acho que este é o caminho do Ecumenismo.

Fátima: O que o senhor acha de Chico Xavier?

Nehemias: Chico Xavier é um nome-legenda da espiritualidade, nacional e mundial. Eu tive o privilégio de estar com ele duas vezes. Fui fazer uma série de conferências do Rio à Brasília. Viajei de carro e propus ao meu amigo levar-me em Uberaba. Oramos juntos. Olha, Chico Xavier e Dom Hélder Câmara são pessoas que me fizeram muito bem pela prece a meu favor. Rogo a Deus que este ícone da Espiritualidade, que o Mundo todo respeita, tenha assim muitos, muitos e muitos privilégios desta bênção inaudita de transbordar a Espiritualidade como ela vem fazendo pelo santo Chico Xavier.

Fátima: Espaço aberto para sua mensagem final.

Nehemias: Rogo a Deus que haja uma nova consciência no ser humano, e que é difícil abrir ao espírito. Ele, como vento, sopra onde quer, já que aqui a vida é grande Pentecostes. Que Deus abençoe os irmãos e irmãs, grandes e pequenos, que participam desta festa eucarística do Programa Nova Consciência.

(Entrevista realizada por Fátima Farias / CONSCIÊNCIA ESPÍRITA - CONSCIESP 2002 - João Pessoa, PB).

quarta-feira, 12 de maio de 2010

O OPORTUNISMO ABORTEIRO DE SÉRGIO CABRAL


O OPORTUNISMO ABORTEIRO DE SÉRGIO CABRAL‏
De: Jefferson Modesto (jefferson.modesto@yahoo.com.br)
Enviada: quarta-feira, 31 de outubro de 2007 23:02:49
Para: abrade@abrade.com.br
Quando o governador Sérgio Cabral usou o trabalho do economista Steven Levitt ("Freakonomics") para defender o aborto como política de segurança pública, dizendo que a Favela da Rocinha "é uma fábrica de produzir marginal", juntou, num só "bonde", oportunismo, impostura e ignorância.
Cabral é oportunista porque, em setembro de 1996, quando era candidato a prefeito do Rio, descasou seu adversário, Luiz Paulo Conde, por defender o aborto. Nas suas palavras: "Conde foi leviano. O que o Rio precisa é melhorar o atendimento na saúde". Continua oportunista ao tentar reescrever o que disse ao repórter Aluizio Freire, do portal G1, no qual sua entrevista está conservada na íntegra.
Cabral praticou uma impostura quando embaralhou uma questão de direito - a decisão da Corte Suprema, que, em 1973, legalizou o aborto nos Estados Unidos - com as estatísticas do crime nos anos 1990. A Corte decidiu uma dúvida constitucional: o direito da mulher interromper a gravidez. Esse é o verdadeiro e único debate do aborto. Nada a ver com o propósito de fechar (ou abrir) "fábrica de produzir marginais".
Levitt, por sua vez, indicou que o aborto foi responsável por uma queda de 50% na criminalidade americana. Em momento algum apresentou-o como alternativa de controle da natalidade. Pelo contrário, qualificou-o como "um tipo de seguro rudimentar e drástico". Cabral submeteu-se a uma vasectomia e não terá mais filhos (teve cinco).
Tanto Levitt como a Corte Suprema não atravessaram a linha que o doutor transpôs, vendo no aborto uma modalidade de política pública capaz de produzir segurança. Uma coisa é dizer que houve uma relação de causa e efeito entre a liberação do aborto e queda de criminalidade. Bem outra é associar o aborto às políticas de segurança pública.
A teoria de Cabral sustentou-se na ignorância. Ele disse que a Rocinha tem taxas de fertilidade africanas. Besteira, elas equivalem à metade. Em 2000, o número médio de filhos nas favelas (2,6) era superior aos dos outros bairros do   (1,7) mas ficavam próximos da estatística nacional (2,1).
Quem acha que o problema da segurança está na barriga das faveladas deve pensar em mudar de planeta. A taxa dos morros do Rio é a mesma do mundo. Nos anos 1970, muitos sábios sustentatam que o Brasil precisava baixar sua taxa de fertilidade (5,8) para distribuir melhor a riqueza.
Passou-se uma geração, a fertilidade caiu um terço (1,9) e o índice de Gini, que mede as desigualdades de renda passou de 0,56 para 0,57, chegando ao padrão uruguaio. Nasceram menos brasileiros, mas não se reduziu o fosso social.
A tropa de elite pode acreditar que se aprimora a segurança pública com o capitão Nascimento cuidando dos morros e o governador Cabral, dos ventres. As contas de Levitt são honestas, suas conclusões são rigorosas e "Freakonomics" é um ótimo livro.
Aplicando-se a outros números de Pindorama o mesmo tipo de tortura cerebrina a que Cabral submeteu as conclusões do economista americano, seria possível dizer que a queda de 67% na taxa de fertilidade nacional provocou um aumento de 30¨% dos homicídios no Rio de Janeiro.
O artigo "The impact of legalized abortion on crime", de Steven Levitt e John Donohue III, está na internet, infelizmente em inglês. É melhor do que o resumo publicado em "Freakonomics".
ELIO GASPARI - JORNAL O LIBERAL 28/10/2007
JEFFERSON MODESTO (BELÉM PA)

terça-feira, 11 de maio de 2010


Autoconscientização

Os dias atuais, caracterizados pelos conflitos psicológicos, em face do tumulto que domina o pensamento da sociedade e as ambições de cada indivíduo, exigem profundas reflexões, a fim de que a harmonia permaneça nos sentimentos humanos e na conduta pessoal em relação a si mesmo.
As admiráveis conquistas da Psicologia profunda, contribuindo para a solução dos muitos distúrbios que se apresentam perturbadores, convidam à meditação em torno da realidade que se é, para que sejam superados os condicionamentos em que se encontra, de forma a situar-se com equilíbrio ante os desafios e as injunções, não raro, penosos, que se apresentam em toda parte exigindo decisões inadiáveis.
Atordoando-se ante o volume das atividades que defronta, o indivíduo percebe-se desequipado de valores que lhe facultem uma boa administração das injunções em que se encontra, não sabendo o rumo que deve seguir.
Convidado, porém, à auto-reflexão, à autoconscientização mediante as quais poderá descobrir a sua realidade essencial, recusa-se por automatismo, receando penetrar-se em profundidade, em razão do atavismo castrador a que se submete.
A sombra que o condiciona ao aceito e determinado ameaça-o de sofrimento, caso busque iluminar o seu lado escuro, permitindo-lhe a autoidentificação que se encarregará de libertá-lo das aflições e conflitos de comportamento, que são heranças ancestrais nele prevalecentes.
Vitimado pelo jogo das paixões sensoriais, anula a própria alma que discerne, e procura não se deixar vencer pelos desejos infrenes que o arrastam ao jogo ilusório do prazer desmedido.
Apresentando-se incapaz, no entanto, de lutar pela libertação interior, permite-se arrastar mais facilmente pelo tumulto dos jogos da sensualidade, naufragando nas aspirações de enobrecimento e de cultura, de beleza e de espiritualidade, temendo perder a oportunidade que a todos é oferecida de desfrutar as facilidades e permissões morais que constituem a ordem do dia.
A estrutura psicológica do ser humano é trabalhada por mecanismos muito delicados, sofrendo os golpes violentos da ignorância, do prazer brutalizado, dos vícios inveterados. Não suportando a alta carga de tensões que esses impositivos lhe exigem, libera conflitos e temores primitivos que estão adormecidos, desequilibrando as emoções, cujos equipamentos sutis geram distonias e depressões.
O desvario do sexo, que se tornou objeto de mercado, transformando homens e mulheres em coisas de fácil aquisição, é também instrumento de projeção social, de conquista econômica, de exaltação do ego, despertando nas mentes imaturas psicologicamente ânsias malcontidas de desejos absurdos, nele centralizando todas as aspirações, por considerá-lo indispensável ao triunfo no círculo em que se movimenta.
Incompleto, por não saber integrar os seus conteúdos psicológicos da anima à sua masculinidade e do animus à sua feminilidade, conseguindo a realização da obra-prima que lhe deve constituir meta, o ser humano deixa-se arrastar pelas imposições de um em detrimento do outro, afligindo-se sem saber por qual motivo.
Procura, então, agônico e insatisfeito, recuperação na variedade dos prazeres, identificando-se mais confuso, a um passo de transtorno sempre mais grave, qual ocorre a todo instante no organismo social e nos relacionamentos inter-pessoais.
A sombra governa-o, e ele se recusa à luz da libertação.
*
O Apóstolo Paulo afirmou: Não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse eu faço. (Romanos, 7-19.)
Nesse auto-reconhecimento, o nobre servidor do Evangelho de Jesus denunciava a existência do seu lado escuro, impulsionando-o a atitudes que reprovava e não conseguia impedir-se de praticar. Mediante, porém, esforço perseverante e autoconscientização da própria fragilidade psicológica, o arauto da Era Nova conseguiu atingir a culminância do seu apostolado, quando proclamou: (...) E vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim... (Gálatas, 2:20.)
Somente através da coragem para encontrar a consciência mediante uma análise tranqüila das possibilidades de que dispõe é que a criatura humana logrará liberar-se da situação conflitiva que a domina, facultando-se selecionar os valores reais daqueles ilusórios aos quais se atribui significados, mas que sem-pre deixam frustração e vazio existencial.
A experiência física tem objetivos bem delineados que se apresentam acima da vacuidade dos interesses imediatistas que dominam na moderna sociedade consumista. Esse seu consumismo exterior resulta dos obscuros conflitos internos que projetam para fora e para outrem sua imagem de inquietação, transferindo-a do eu profundo, como necessidade de agitação para fugir de si mesmo.
Sucede que, nessa ansiosa projeção, o ser se torna consumido pelos demais, e por sua vez, destituído dos sentimentos profundos de amor, procura consumir os outros, utilizando dos seus recursos e qualidades reais ou imaginárias para saciar a sede de prazer em que se aturde, e seguir adiante.
Não saciado, porque essas experiências somente mais afligem, surge a necessidade das extravagâncias, pelas libações alcoólicas, pelo uso de substâncias químicas alucinantes, pelas aberrações sexuais intituladas de variedades para o prazer, pela agressividade, pela violência, ou pela queda nos abismos da depressão, da loucura, do suicídio...
A única alternativa disponível, portanto, para o ser humano de hoje, qual ocorreu com o de ontem, é o mergulho interior, a autodescoberta, a conscientização da sua realidade de Espírito imortal em viagem transitória pelo corpo, a fim de adquirir novas realizações, reparando males anteriores e conseguindo harmonia íntima, para que possa desfrutar de todas as concessões que se lhe encontram à disposição, premiando-o pelo esforço de autoconquista e autolibertação.
Naturalmente que, ao ser ativado o mecanismo de identificação do ser real, o hábito da fuga dos compromissos superiores induz à projeção, para poupar-se à dor, o que constitui um grande erro, porquanto o sofrimento se tornará ainda mais penoso.
É óbvio que somente a claridade vence as sombras, e a autoconscientização é o foco de luz direcionado à escuridão que predomina no comportamento psicológico do ser humano.
*
Jesus asseverou com propriedade ser a luz do mundo, porque a Humanidade se encontrava em profunda escuridão, qual ocorre nos dias presentes.
A Sua é a mensagem de responsabilidade pessoal perante a vida, e de serviço constante em favor de si mesmo e da coletividade.
Trazendo aos homens e mulheres o Seu exemplo de amor e de abnegação, não se propôs carregar o fardo do mundo, a fim de liberá-los de suas responsabilidades, mas ensinou a todos como conduzirem os seus problemas e angústias, solucionando-os com o amor a Deus, a si mesmos e ao próximo, por ser esse sentimento de amor a perene luz de libertação de toda a sombra existente no mundo íntimo e na sociedade em geral.



Autor : Joanna de Ângelis
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