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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

AJUDA-TE HOJE




Sim, nas leis da reencarnação, quase todos nós, os filhos da Terra,
Temos o passado a resgatar, o presente a viver e o futuro a construir.

Lembremo-nos, assim, de que, nas concessões da Providência Divina, o nosso mais precioso lugar de trabalho chama-se “AQUI”
e o nosso melhor tempo chama-se “AGORA”.

Detenhamo-nos, por isso, na importância das horas de HOJE.

Ontem, perturbação - Hoje, reequilíbrio
Ontem, a incompreensão - Hoje, o entendimento
Ontem, o desperdício - Hoje, a parcimônia
Ontem, a ociosidade - Hoje, a diligência
Ontem, a sombra - Hoje, a luz
Ontem, o arrependimento - Hoje, a reconstrução
Ontem, a violência - Hoje, a harmonia
Ontem, o ódio - Hoje, o Amor

Diz-nos a sabedoria de todos os tempos - “ajuda-te que o céu te ajudará" - afirmativa sublime que nos permitimos parafrasear, acentuando:
"Ajuda-te hoje, que o céu te ajudará sempre".

( Francisco Cândido Xavier por André Luiz. In: Coragem)


Foto surrealista de Vladimir Kush

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

EVOLUÇÃO E REFORMA ÍNTIMA


Do site da Revista Cristã de Espiritismo

Evolução significa desenvolver algo que já existe em potencial. Ou seja, evoluir espiritualmente significa manifestar, de forma gradativa, todo o potencial que existe em nós...

Em biologia, evolução é a mudança das características hereditárias de uma população, de uma geração para outra. Este processo faz com que os organismos mudem ao longo do tempo. A seleção natural é um processo pelo qual características hereditárias que contribuem para a sobrevivência e reprodução se tornam mais comuns numa população, enquanto que características prejudiciais tornam-se mais raras.

O termo evolução vem do latim evolutio, que significa “desabrochamento”. Segundo o dicionário Aurélio, evoluir significa “evolver, passar por transformações”.

Sob a ótica espírita, quando falamos que o espírito evolui desde os primórdios de suas ligações com a matéria, não significa que cada átomo, cada planta ou cada micróbio seja um espírito, mas, que esses reinos primitivos são o molde, a base por onde o princípio inteligente se manifesta a fim de desenvolver-se. É como o casulo da borboleta. Antes, ela só existia como lagarta! Ou seja, tudo na natureza se encadeia para que o espírito realize voos mais altos, rumo ao infinito. Sem o reino animal, o princípio inteligente não teria desenvolvido o instinto, essa força da natureza que é a base da nossa manifestação como seres humanos. É “cuidando do ninho” que são desenvolvidas as primeiras noções de família, para, posteriormente, as transformarmos em sentimento de amor para conosco (autoestima) e com a família universal.

Evolução significa desenvolver algo que já existe em potencial. Ou seja, evoluir espiritualmente significa manifestar, de forma gradativa, todo o potencial que existe em nós. Somos centelhas divinas. Somos a própria manifestação de Deus. Quando amamos, é o amor divino que está em ação. Portanto, trazemos em nossa essência o “código genético do Pai”. Apenas precisamos nos iluminar, nos conhecermos em profundidade para que a grande reforma espiritual se realize e o brilho interno da nossa consciência se manifeste.

Resumindo: sem autoconhecimento não é possível a reforma íntima. “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”. A Verdade está além dos livros, além da razão, da mente. A verdade é nossa realidade maior, é Deus em toda sua Plenitude. Este caminho é eterno, infinito, e a cada passo um novo horizonte se abre diante de nós.

Boa jornada a todos!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

ENREDAMENTOS PERIGOSOS



Toda obra do Bem, no delineamento de propósitos, é nobre e transcendente, esmaecendo porém, quando se corporifica mediante a ação humana.
Sensibilizado pelos ideais de engrandecimento espiritual, o indivíduo emociona-se e procura entregar-se completamente, sonhando em tornar-se o instrumento da inspiração superior e, à vezes, consegue-o.

No entanto, porque é Espírito em rudes provas, embora os sentimentos que o animam, imprime as dificuldades pessoais, colocando sombra e empeços no labor a que se entrega.

Assim sendo, é compreensível que defrontemos no trigal dourado o escalracho infeliz, e na claridade do dia triunfante a nuvem carregada de sombras a impedir-lhe a irradiação da luz.

A Terra ainda não é o habitat, mas o educandário de homens e mulheres em lutas interiores, tentando arrancar a ganga externa para que brilhe a gema pura que lhe jaz no interior aguardando o momento de desvelar-se.

Valiosos e digno de encômios esse esforço hercúleo pela auto-superação, quando se constata o expressivo número daqueles que se escravizam aos comprometimentos torpes quão criminosos, que lhes exigirão oportuna reparação penosa.

O Senhor da Vinha não aguarda que venham cooperar com Ele os trabalhadores destituídos de mazelas ou imperfeições, pois que esses são raros, por isso aceita todos quantos despertam para a sua mensagem e se dispões a servi-lO.

Jesus conhecia a fraqueza moral de Pedro, todavia, convidou-o para o banquete da Boa Nova.

Francisco Bernardone vivia uma existência frívola e atormentada; apesar disto, doou-se, e, superando-se, tornou-se Sol medieval a clarear o futuro da humanidade.

Maria de Magdala, mesmo depois de O seguir, não ficou livre da suspeita nem da crítica severa do grupo no qual se movimenta.

Jesus aceitou-os a todos e transformou-os com o tempo em pilares da sua doutrina.

Descobrir o lírio no pantanal e a estrela além da tormenta constitui desafio para quem se candidata ao crescimento interior.

Nesse mister, surgem enredamentos perigosos, que complicam a marcha e dificultam a ascensão dos obreiros.

Dentre outros, a censura mórbida, constante, e a intriga perversa, intoxicam as melhores intenções e asfixiam muitos ideais em desenvolvimento.

São responsáveis pela crueldade da destruição de obras abençoadas e de esforços relevantes que são vencidos.

O cupim perseverante vence a madeira que sucumbe ao seu trabalho insensível.

Assim é a ação da maledicência impiedosa e insistente.


Para romper-se essa rede constritora, é necessário que o amor se compadeça do vigia dos atos alheios sempre pronto e a zurzir o látego, como se fosse inatacável.

Não te deixes contaminar pelo pessimismo nem pela censura contumaz que te tragam ao coração.

Tem paciência e dá-te conta que o acusador gratuito não ama, não coopera, apenas cria embaraços.

Ajuda em silêncio e confia em Deus, fazendo a tua parte da melhor forma ao teu alcance.

É mais valioso que teu próximo esteja tentando agir bem e auxiliar, apesar dos erros que comete, do que se estivesse no outro lado, entre os desequilibrados que aguardam a tua ajuda.

Viver em harmonia em um meio social - seja qual for, já que em todos eles existem dificuldades a vencer - constitui desafio para a evolução.

Ampara, portanto, o teu irmão que pensa em ser útil e ainda não o consegue, ao invés de hostilizá-lo, combatê-lo, semeares espinhos por onde ele segue ao levá-lo a julgamento público arbitrário pelos contumazes desocupados que se contentam em demolir.



* * *
FOTO:Joanna de Ângelis (em sua reencarnação como freira).
Divaldo P.Franco. Da obra: Fonte de Luz.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

CONHECIMENTO DE SI MESMO






Os adultos geralmente não lêem revistas em quadrinhos, mas algumas delas trazem ensinamentos profundos, de maneira lúdica e inteligente.

Com desenhos bem feitos e cores vivas, os personagens criados pelos artistas vão passando lições de filosofia e conceitos importantes para a formação de uma geração mais consciente.

Por vezes, numa única página encontramos grandes lições.

E uma dessas começa com o personagem chamado Horácio, um pequeno dinossauro verde, que caminha por entre as rochas e de repente se vê diante de um grande espelho.

Olha para sua imagem refletida diante de si, e algo lhe chama a atenção.

Depois de uma observação atenta, exclama para si mesmo: “perninhas curtinhas...

Olha mais detidamente e pensa: “bracinhos minúsculos!”

Uma olhada a mais e se dá conta: “olhos esbugalhados e um cabeção enorme!”

Observa-se um pouco mais e depois se vai, feliz da vida, pensando consigo mesmo:

“Ah, tudo bem! Deve ser um daqueles espelhos que deformam a gente!”

* * *
Nós também nos deparamos constantemente com o espelho da nossa própria consciência, que não só aponta as nossas deformidades morais, como indica a melhor conduta que deveríamos adotar.

Quando não é o espelho da consciência, são as pessoas que convivem conosco que nos falam sobre os nossos defeitos.

No entanto, muitos de nós fazemos como Horácio, damos as costas e dizemos que a deformidade é culpa do espelho.

Quando a consciência nos alerta sobre a inveja que enfeia a nossa imagem, nós nos desculpamos dizendo que o outro não tem direito ou merecimento, e que fomos preteridos pela divindade.

Se o ciúme projeta uma imagem deformada e o espelho íntimo nos assinala o problema, dizemos que é excesso de amor ou bem-querer, e que temos o direito de exigir posse exclusiva.

Se a avareza mostra sua face distorcida em nosso espelho íntimo, conformados, nos consolamos: “sou apenas econômico e previdente!”

Quando o orgulho alardeia sua soberania, e a consciência faz o alerta, a desculpa surge de imediato: “em mim só há dignidade!”

Mas se as nossas deformidades morais são apontadas pelos outros, que são nossos espelhos externos, nós dizemos que isso não passa de inveja, ciúme, despeito...

Não há dúvida de que o auto engano é uma realidade, e ocorre em nível inconsciente, mas existem maneiras de verificar se nossa conduta está ou não equivocada.

Também não há dúvida de que o autoconhecimento é a chave do progresso individual.

Para quem deseja realmente se autoconhecer, para fazer em si a reforma moral necessária à felicidade eterna, eis algumas dicas do grande filósofo santo Agostinho:

Quando estiver indeciso sobre o valor de uma de suas ações, pergunte como a qualificaria se fosse praticada por outra pessoa.

Se você a censura noutrem, não a poderia ter por legítima quando for o seu autor, pois Deus não usa de duas medidas na aplicação de sua justiça.

Procure também saber o que dela pensam os seus semelhantes e não despreze a opinião dos seus inimigos.

Os inimigos nenhum interesse têm em mascarar a verdade e deus muitas vezes os coloca ao seu lado como um espelho, a fim de que seja advertido com mais franqueza do que o faria um amigo.

Todo aquele que se sinta possuído do desejo sério de melhorar-se, a fim de extirpar de si os maus pendores, como do seu jardim arranca as ervas daninhas, deve indagar a sua consciência sempre e sem receio de ouvi-la.

É justo que se gastem alguns minutos para conquistar uma felicidade eterna.

Não trabalhamos todos os dias com o objetivo de juntar haveres que nos garantam repouso na velhice, que geralmente é cheia de dores e sofrimentos?

Seguramente valerá muito mais a pena investir alguns esforços para conquistar a felicidade sem fim.

Pensemos nisso!

(Equipe de Redação do Momento Espírita com base no item 919, de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec.- http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=1435&let=C&stat=0 - texto recebido de A Era do Espírito)
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